<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?>
<rss version="2.0">
            <channel><title>Presseurop | <![CDATA[Espanha]]></title>
                <link>http://www.presseurop.eu/pt</link>
                <description>O melhor da imprensa europeia em 10 línguas</description>
                <language>pt</language><item><title>Espanha | Disciplina e tudo ficará bem (El Mundo, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/2010451-disciplina-e-tudo-ficara-bem</link><description><![CDATA[Perante um novo agravamento da crise financeira, o Governo de Mariano Rajoy tenta fazer promessas aos mercados, exigindo o apoio da UE. Mas quando se compara a sua situação à de Portugal e da Grécia, percebemos que não há alternativa, constata El Mundo. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 18 May 2012 17:14:57 +0100</pubDate><guid>2010451</guid></item>
<item><title>Espanha | O BCE intervém na reforma do setor bancário</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1995981-o-bce-intervem-na-reforma-do-setor-bancario</link><description><![CDATA[<p>&quot;O BCE far&aacute; uma auditoria ao setor banc&aacute;rio&quot; espanhol, <a target="_self" href="http://www.cincodias.com/articulo/mercados/bce-valorara-carteras-credito-banca-espanola/20120516cdscdimer_2/">anuncia o <em>Cinco D&iacute;as</em></a>. O Banco Central Europeu decidiu &quot;cooperar com o Governo&quot; na reforma do sistema banc&aacute;rio espanhol, particularmente na avalia&ccedil;&atilde;o dos ativos e na cria&ccedil;&atilde;o de um &quot;bad bank&quot; com a fun&ccedil;&atilde;o de liquidar os ativos imobili&aacute;rios t&oacute;xicos.</p>
<p>Esta &quot;decis&atilde;o sem precedentes&quot; surge um m&ecirc;s depois da segunda reforma do setor banc&aacute;rio e no meio da tempestade financeira provocada em Espanha pelas d&uacute;vidas quanto &agrave; perman&ecirc;ncia da Gr&eacute;cia no seio da zona euro. <a target="_self" href="http://www.cincodias.com/articulo/opinion/luz-taquigrafos-banca/20120516cdscdiopi_3/">Na opini&atilde;o deste di&aacute;rio econ&oacute;mico</a>,</p>
<blockquote><p>o Governo teve que se render &agrave; evid&ecirc;ncia de que [...] nem a Europa nem os mercados internacionais confiam nos bancos espanh&oacute;is e nas medidas tomadas para os manter.</p>
</blockquote>
<p>O jornal sublinha que a auditoria do BCE, que estar&aacute; terminada dentro de dois meses, j&aacute; tem uma primeira consequ&ecirc;ncia: demonstra a &quot;profunda desconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao papel exercido pelo Banco de Espanha&quot;, expropriado da gest&atilde;o da reforma do setor banc&aacute;rio. No entanto, acrescenta que</p>
<blockquote><p>[com o objetivo de] convencer as institui&ccedil;&otilde;es e os investidores do s&eacute;rio esfor&ccedil;o que a Espanha fez para sanear e garantir a solvabilidade do seu sistema banc&aacute;rio, a coopera&ccedil;&atilde;o do BCE pode vir a ser mais uma ajuda preciosa do que uma contrariedade.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Wed, 16 May 2012 15:25:17 +0100</pubDate><guid>1995981</guid></item>
<item><title>Zona euro | Barreira de proteção do euro pode ser abalada pela crise grega</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1988941-barreira-de-protecao-do-euro-pode-ser-abalada-pela-crise-grega</link><description><![CDATA[<p>A zona euro parece n&atilde;o dispor de mecanismos suficientes para fazer face &agrave;s consequ&ecirc;ncias do incumprimento da Gr&eacute;cia. <a target="_self" href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/517e01a6-9ddf-11e1-9a9e-00144feabdc0.html">Segundo o jornal <em>Financial Times</em></a>, &quot;o medo de que a barreira de prote&ccedil;&atilde;o do euro se revelasse insuficiente para proteger a Espanha e outros pa&iacute;ses sob ataque contra os efeitos de uma poss&iacute;vel sa&iacute;da desordenada da Gr&eacute;cia da uni&atilde;o monet&aacute;ria atingiu os mercados europeus na segunda-feira&quot;.</p>
<p>Os custos dos empr&eacute;stimos espanh&oacute;is e italianos a dez anos dispararam para os n&iacute;veis mais elevados deste ano, enquanto a rendibilidade das obriga&ccedil;&otilde;es alem&atilde;s a dez anos atingia uma margem mais baixa, o que empurrou as diferen&ccedil;as de custos dos empr&eacute;stimos entre pa&iacute;ses europeus para um novo pico. Os mercados bolsistas europeus tamb&eacute;m registaram a sua maior queda di&aacute;ria das &uacute;ltimas tr&ecirc;s semanas.</p>
<p>Para agravar estes problemas, na noite de segunda-feira, a Moody&rsquo;s desceu em entre um e quatro n&iacute;veis a nota&ccedil;&atilde;o de <a href="/pt/content/todays-front-pages/1987471-primeiras-paginas-de-hoje">26 institui&ccedil;&otilde;es financeiras italianas</a> e os custos das garantias contra o incumprimento espanhol atingiram n&iacute;veis hist&oacute;ricos.</p>
<p>A barreira de prote&ccedil;&atilde;o financeira &ndash; o Mecanismo de Estabilidade Europeu &ndash; &eacute; um sistema de resgate de 500 mil milh&otilde;es, criado pelos dirigentes europeus. Alguns analistas interrogam-se sobre se este ser&aacute; suficiente para resgatar as maiores economias em risco, como a de Espanha e de It&aacute;lia. Luke Spajic, quadro superior da Pimco, a maior gestora mundial de fundos de obriga&ccedil;&otilde;es disse ao <em>Financial Times</em>:</p>
<blockquote><p>Neste momento, a situa&ccedil;&atilde;o parece alarmante. O mercado est&aacute; efetivamente a tentar fixar um pre&ccedil;o para uma sa&iacute;da desordenada da Gr&eacute;cia.</p>
</blockquote>
<p>O <em>FT </em>acrescenta que t&ecirc;m sido feitos cada vez mais apelos para que os decisores pol&iacute;ticos europeus atuem de uma forma decisiva no sentido de evitar que mais pa&iacute;ses com import&acirc;ncia sist&eacute;mica sejam &quot;arrastados pelas preocupa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Gr&eacute;cia&quot;.</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 15 May 2012 15:10:51 +0100</pubDate><guid>1988941</guid></item>
<item><title>Zona euro | Bancos podem arruinar o euro (NRC Handelsblad, Roterdão)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1978801-bancos-podem-arruinar-o-euro</link><description><![CDATA[Esqueça o dilema de austeridade ou crescimento: o futuro da moeda única joga-se no setor bancário. Com a crise, os Estados e a banca tornaram-se tão interdependentes que acabam por se enfraquecer mutuamente. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 14 May 2012 12:35:54 +0100</pubDate><guid>1978801</guid></item>
<item><title>Zona euro | Incêndio grego reacende-se (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1969141-incendio-grego-reacende-se</link><description><![CDATA[A saída da Grécia da zona euro é mais uma vez referida por causa da crise política em Atenas. Mas esse cenário é ainda mais perigoso hoje, numa altura em que Espanha está mais vulnerável. E as consequências seriam geopolíticas, para além de económicas. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 11 May 2012 18:14:53 +0100</pubDate><guid>1969141</guid></item>
<item><title>Espanha | Bancos a descoberto por causa da bolha imobiliária</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1953801-bancos-descoberto-por-causa-da-bolha-imobiliaria</link><description><![CDATA[<p>O resgate da Bankia, a segunda maior caixa de aforro espanhola, anunciado pelo Governo de Mariano Rajoy a 6 de maio, fez soar as campainhas de alarme sobre a situa&ccedil;&atilde;o dos bancos espanh&oacute;is: &ldquo;120 mil milh&otilde;es de euros de ativos t&oacute;xicos n&atilde;o est&atilde;o aprovisionados pelos bancos&rdquo;, <a target="_self" href="http://economia.elpais.com/economia/2012/05/08/actualidad/1336508326_996611.html">calcula <em>El Pa&iacute;s</em></a>, que sublinha que 85 mil milh&otilde;es desses ativos correspondem a empr&eacute;stimos imobili&aacute;rios. Estes constituem, segundo o di&aacute;rio madrileno,</p>
<p>o calcanhar de Aquiles dos bancos espanh&oacute;is. Os ativos t&oacute;xicos ligados ao imobili&aacute;rio continuam a aumentar e, nos balan&ccedil;os dos bancos, h&aacute; cada vez mais im&oacute;veis que as institui&ccedil;&otilde;es adquirem na sequ&ecirc;ncia de cr&eacute;ditos n&atilde;o pagos.</p>
<p>&ldquo;A Alemanha &eacute; a respons&aacute;vel pela bolha imobili&aacute;ria em Espanha?&rdquo;, <a target="_self" href="http://www.abc.es/20120509/economia/abci-nomura-alemania-burbuja-201205082119.html">pergunta, por seu lado, o<em> ABC</em></a>. O jornal cita <a target="_self" href="http://articles.businessinsider.com/2012-05-08/markets/31619792_1_bubble-interest-rates-ecb">um relat&oacute;rio</a> do banco japon&ecirc;s Nomura, segundo o qual os bancos alem&atilde;es e franceses desempenharam um papel nesta situa&ccedil;&atilde;o:</p>
<blockquote><p>A pol&iacute;tica de taxas de juro baixas que o Banco Central Europeu (BCE) aplicou durante os anos que precederam a crise permitiu &agrave; &ldquo;moribunda economia alem&atilde; recuperar, mas foi tamb&eacute;m o elemento decisivo que provocou as bolhas imobili&aacute;rias dos pa&iacute;ses perif&eacute;ricos europeus, [&hellip;] exacerbado pelos fluxos de capitais provenientes dos&nbsp; bancos alem&atilde;es e franceses.</p>
</blockquote>
<p>Para enfrentar o risco de fal&ecirc;ncia dos bancos expostos aos ativos t&oacute;xicos ligados ao imobili&aacute;rio, o Governo &ldquo;exigir&aacute; [aos bancos] provis&otilde;es mais importantes&rdquo; para esse tipo de cr&eacute;ditos, conclui <em>El Pa&iacute;s</em>.</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Wed, 09 May 2012 15:53:38 +0100</pubDate><guid>1953801</guid></item>
<item><title>Zona euro | Como se diz "basta" em alemão? (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1880641-como-se-diz-basta-em-alemao</link><description><![CDATA[Apesar das consequências sociais e políticas, o Bundesbank e o Governo de Angela Merkel continuam a defender a aplicação do rigor que vem sendo aplicado na Europa há dois anos. É hora de travar os danos, insurge-se o politólogo espanhol José Ignacio Torreblanca. (Article)]]></description><pubDate>Thu, 26 Apr 2012 17:00:05 +0100</pubDate><guid>1880641</guid></item>
<item><title>Crise do euro | O povo perigoso (Frankfurter Rundschau, Frankfurt)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1862031-o-povo-perigoso</link><description><![CDATA[O grande medo dos mercados é que as vítimas da crise deixem de aprovar a política dos seus dirigentes. É por isso que, em toda a Europa, os responsáveis políticos tentam restringir o campo dos debates à política económica. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 24 Apr 2012 12:18:09 +0100</pubDate><guid>1862031</guid></item>
<item><title>Emigração | Indignados estão a partir (Polityka, Varsóvia)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1832871-indignados-estao-partir</link><description><![CDATA[Centenas de jovens, a maior parte licenciados, estão a deixar Portugal e Espanha. A Europa não precisa deles, enquanto a África e a América do Sul os recebe de braços abertos. (Article)]]></description><pubDate>Thu, 19 Apr 2012 11:25:58 +0100</pubDate><guid>1832871</guid></item>
<item><title>Espanha | Juan Carlos debaixo de fogo</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1823641-juan-carlos-debaixo-de-fogo</link><description><![CDATA[<p>Foi submetido a uma cirurgia &agrave; anca, mas o acidente do rei Juan Carlos I numa ca&ccedil;ada ao elefante, no dia 12 de abril, n&atilde;o para de gerar agita&ccedil;&otilde;es. A sua estadia no Botsuana em plena crise econ&oacute;mica abriu &ldquo;um debate imprevisto mas provavelmente inevit&aacute;vel sobre os h&aacute;bitos da monarquia espanhola&rdquo;, constata <em><a href="http://www.elperiodico.com/es/" target="_self">El Peri&oacute;dico</a></em>. </p>
<p>Este acontecimento &eacute; o resultado de um &ldquo;annus horribilis&rdquo; para a institui&ccedil;&atilde;o real. Junta-se &agrave; suspeita de corrup&ccedil;&atilde;o que paira sobre o genro do soberano, I&ntilde;aki Urdangarin, e ao recente acidente de tiro que envolveu o seu neto mais velho, Felipe Juan Froil&aacute;n. Apesar do sil&ecirc;ncio do Governo, os meios pol&iacute;ticos e os meios de Comunica&ccedil;&atilde;o Social multiplicam as cr&iacute;ticas indiretas. O di&aacute;rio de Barcelona real&ccedil;a assim que</p>
<blockquote><p>a inoportunidade desta viagem real &eacute; de tal modo evidente num momento em que o pa&iacute;s atravessa dificuldades muito s&eacute;rias, que mesmo os setores com fortes convic&ccedil;&otilde;es mon&aacute;rquicas n&atilde;o podem dissimular a sua consterna&ccedil;&atilde;o.</p>
</blockquote>
<p><em>  </em><em>El Peri&oacute;dico</em> recorda o papel fundamental de Juan Carlos I na transi&ccedil;&atilde;o e no per&iacute;odo democr&aacute;tico. Mas &ldquo;apesar de a monarquia ter contribu&iacute;do para a estabilidade institucional durante mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas, [&hellip;] o afeto e respeito do povo diminu&iacute;ram nestes &uacute;ltimos anos&rdquo;. </p>
<p>O di&aacute;rio suscita o debate sobre a sucess&atilde;o, na medida em que Juan Carlos tem 74 anos e acedeu ao trono com 37 anos, enquanto o pr&iacute;ncipe Felipe tem hoje 44 anos:</p>
<blockquote><p>N&atilde;o &eacute; obviamente o melhor momento para a Espanha se envolver numa pol&eacute;mica que coloca em causa a monarquia [&hellip;] Mas a monarquia deve renovar-se.</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 17 Apr 2012 13:56:49 +0100</pubDate><guid>1823641</guid></item>
<item><title>Espanha | A mesma canção | Cartoon (La Vanguardia, Barcelona)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/cartoon/1817991-mesma-cancao</link><description><![CDATA[ (Cartoon) (Cartoon)]]></description><pubDate>Mon, 16 Apr 2012 17:28:42 +0100</pubDate><guid>1817991</guid></item>
<item><title>Crise da zona euro | Schadenfreude, meu amor (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1799751-schadenfreude-meu-amor</link><description><![CDATA[A crise financeira está a ameaçar Espanha e aos outros países europeus resta-lhes esperar que não lhes aconteça o mesmo. Este sentimento, que a língua alemã exprime bem, arrisca-se a por em risco a Europa, prevê um politólogo espanhol. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 13 Apr 2012 16:44:31 +0100</pubDate><guid>1799751</guid></item>
<item><title>Espanha | Cultivar canábis para sair da crise</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1791131-cultivar-canabis-para-sair-da-crise</link><description><![CDATA[<p>Todas as solu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o boas em tempo de crise. &Eacute; a conclus&atilde;o a que chega o presidente da C&acirc;mara de <a href="http://www.rasquera.altanet.org/">Rasquera</a>, a cidade catal&atilde; que decidiu reanimar a economia local arrendando terreno &agrave; <em>Asociaci&oacute;n Barcelonesa Cann&aacute;bica de Autoconsumo</em> (ABCDA) para a cultura de can&aacute;bis. Esta solu&ccedil;&atilde;o foi referendada no dia 10 de abril pela popula&ccedil;&atilde;o local. Resultado: 56,3% votaram a favor. </p>
<p>&quot;Um pequeno &lsquo;sim&rsquo; a Rasquera&quot;, <a target="_self" href="http://www.elperiodico.com/es/noticias/opinion/exiguo-rasquera-1647093">titula o di&aacute;rio <em>El Peri&oacute;dico</em></a>, por se tratar de &quot;um projeto ditado pela necessidade imperiosa de o presidente da C&acirc;mara encontrar uma fonte de receitas que lhe permita reduzir a volumosa d&iacute;vida da sua autarquia: 1 milh&atilde;o e 300 mil euros para uma popula&ccedil;&atilde;o que pouco ultrapassa os mil habitantes&quot;.</p>
<p>Mas nada disso assegura a viabilidade do projeto, que &eacute; contestado legalmente pelos governos regionais e central. Segundo <em>El Peri&oacute;dico</em>, &ldquo;o debate sobre o vazio legal que envolve a cultura e a posse de marijuana sem fins lucrativos ganha amplitude&rdquo; e, acrescenta, o resultado do referendo confirma que</p>
<blockquote><p>a no&ccedil;&atilde;o social sobre drogas leves evoluiu para uma toler&acirc;ncia muito maior [como prova] este exemplo, simples mas significativo, de democracia participativa em tempos de afastamento dos cidad&atilde;os em rela&ccedil;&atilde;o aos seus representantes pol&iacute;ticos.</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Thu, 12 Apr 2012 14:28:01 +0100</pubDate><guid>1791131</guid></item>
<item><title>Espanha | O paquete hispânico | Cartoon (NRC Handelsblad, Roterdão)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/cartoon/1785761-o-paquete-hispanico</link><description><![CDATA[ (Cartoon) (Cartoon)]]></description><pubDate>Wed, 11 Apr 2012 17:31:44 +0100</pubDate><guid>1785761</guid></item>
<item><title>Itália | Missão de Monti presa por um fio</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1783531-missao-de-monti-presa-por-um-fio</link><description><![CDATA[<p>&quot;Mercados afundam-se, spreads disparam&rdquo;: <em>La Stampa</em> resume o susto financeiro de ter&ccedil;a-feira, quando as a&ccedil;&otilde;es baixaram fortemente em toda a Europa. A It&aacute;lia esteve na crista da onda do p&acirc;nico, com Mil&atilde;o a perder quase 5% e o spread entre as suas obriga&ccedil;&otilde;es e as da d&iacute;vida p&uacute;blica alem&atilde;, de refer&ecirc;ncia, a cruzar o limiar dos 400 pontos, e com as obriga&ccedil;&otilde;es italianas a dez anos vendidas a 5,66% contra os 1,65% das alem&atilde;s.</p>
<p>O primeiro-ministro Mario Monti tentou dissipar os receios e responsabilizou as perturba&ccedil;&otilde;es em Espanha e o fraco crescimento internacional. Segundo o di&aacute;rio de Turim, atacou em privado a confedera&ccedil;&atilde;o dos empres&aacute;rios italianos, que abalou o apoio ao Governo ao criticar a sua reforma laboral por ser demasiado suave e ceder &agrave;s exig&ecirc;ncias sindicais. <a target="_self" href="http://www.lastampa.it/_web/cmstp/tmplRubriche/editoriali/gEditoriali.asp?ID_blog=25&amp;ID_articolo=9982">Escrevendo no jornal <em>La Stampa</em></a>, Bill Emmot, antigo diretor de <em>The Economist</em>, diz:</p>
<blockquote><p>Seria errado prestar demasiada aten&ccedil;&atilde;o aos movimentos di&aacute;rios ou semanais do mercado, pois t&ecirc;m mais a ver com o foro da psicologia animal. [...] Mas, por tr&aacute;s deles, h&aacute; uma verdade substancial: os problemas de d&iacute;vida soberana, sejam da Europa sejam da It&aacute;lia, n&atilde;o foram resolvidos. Se a recess&atilde;o em It&aacute;lia ou Espanha for um pouco pior do que o esperado, esses pa&iacute;ses v&atilde;o ficar aqu&eacute;m das suas metas de redu&ccedil;&atilde;o do d&eacute;fice. Isso vai p&ocirc;r em causa a quest&atilde;o da vontade pol&iacute;tica. [...] As reformas de Monti t&ecirc;m sido enormes, em compara&ccedil;&atilde;o com as dos governos anteriores, mas insuficientes para a tarefa que ele enfrenta. Come&ccedil;ou com um programa de liberaliza&ccedil;&atilde;o modesto, deu um leve est&iacute;mulo &agrave; competitividade e lan&ccedil;ou uma reforma laboral que n&atilde;o vai fazer hist&oacute;ria. Nenhum comprador de obriga&ccedil;&otilde;es tem a sensa&ccedil;&atilde;o de que as perspetivas de crescimento da It&aacute;lia se tenham transformado radicalmente.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Wed, 11 Apr 2012 15:10:43 +0100</pubDate><guid>1783531</guid></item>
<item><title>Espanha | Mariano Rajoy, um valor em queda (El Mundo, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1778841-mariano-rajoy-um-valor-em-queda</link><description><![CDATA[O primeiro-ministro espanhol desdobra-se em medidas de austeridade para evitar o colapso económico do seu país. Após sete anos de oposição, porém, torna-se difícil ser inteiramente credível e eficaz, explicam três economistas. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 10 Apr 2012 17:26:46 +0100</pubDate><guid>1778841</guid></item>
<item><title>Irlanda | Um lar virtual longe de casa (The Irish Times, Dublin)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1735691-um-lar-virtual-longe-de-casa</link><description><![CDATA[Nos últimos anos, o contacto dos imigrantes com as suas pátrias é diferente graças às novas tecnologias, mas a experiência será, por isso, mais fácil ou mais difícil? (Article)]]></description><pubDate>Tue, 03 Apr 2012 13:06:47 +0100</pubDate><guid>1735691</guid></item>
<item><title>Zona euro | A ilusão que valia um bilião (De Volkskrant, Amesterdão)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1737311-ilusao-que-valia-um-biliao</link><description><![CDATA[Em 29 de março, os ministros das Finanças europeus garantiram que tinham encontrado a soma suficiente para proteger a zona euro de uma nova crise. Mas trata-se de um truque contabilístico, que poderá falhar à primeira tormenta. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 02 Apr 2012 17:22:00 +0100</pubDate><guid>1737311</guid></item>
<item><title>Crise da dívida | Triste Figura | Cartoon (24 heures, Lausana)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/cartoon/1722521-triste-figura</link><description><![CDATA[ (Cartoon) (Cartoon)]]></description><pubDate>Fri, 30 Mar 2012 18:17:40 +0100</pubDate><guid>1722521</guid></item>
<item><title>Espanha | Um orçamento mais austero que nunca</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1720021-um-orcamento-mais-austero-que-nunca</link><description><![CDATA[<p>Um &quot;ajustamento hist&oacute;rico&quot;, <a target="_self" href="http://economia.elpais.com/economia/2012/03/29/actualidad/1333042104_106438.html">considera <em>El Pa&iacute;s</em></a>, no dia da apresenta&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento para 2012 pelo Governo de Mariano Rajoy e ap&oacute;s a greve geral contra os cortes e as reformas do mercado de trabalho. </p>
<p>Centenas de milhares de pessoas reuniram-se nas cidades espanholas, convocadas pelos principais sindicatos, a UGT e as CCOO. Para o di&aacute;rio madrileno, o or&ccedil;amento pretende &quot;responder a boa parte do mist&eacute;rio de uma equa&ccedil;&atilde;o diab&oacute;lica: como subtrair 35 mil milh&otilde;es de euros [revisto em 27,3 milh&otilde;es de euros pelo Governo, a 30 de mar&ccedil;o] ao d&eacute;fice p&uacute;blico &ndash; de 8,5% para 5,3% do PIB &ndash; em plena recess&atilde;o?&quot;</p>
<p>Os cortes afetar&atilde;o os gastos em toda a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica: os or&ccedil;amentos dos minist&eacute;rios ser&atilde;o reduzidos, em m&eacute;dia, pelo menos 17%, em compara&ccedil;&atilde;o com 2011 (num m&iacute;nimo de dez mil milh&otilde;es de euros) e os funcion&aacute;rios ter&atilde;o os sal&aacute;rios congelados pelo segundo ano consecutivo.</p>
<p>No total, a administra&ccedil;&atilde;o central ter&aacute; de reduzir o seu d&eacute;fice em 17,5 mil milh&otilde;es de euros, as regi&otilde;es em 15,6 mil milh&otilde;es e os munic&iacute;pios em mil milh&otilde;es. O setor social tamb&eacute;m &eacute; chamado a fazer cortes: a Seguran&ccedil;a Social dever&aacute; economizar cerca de mil milh&otilde;es de euros.</p>
<p>A isto, somam-se novas receitas fiscais: supress&atilde;o de dedu&ccedil;&otilde;es fiscais para as empresas e aumento do IVA para certos bens e servi&ccedil;os. Para <em>El Pa&iacute;s</em>, &ldquo;o objetivo parece exequ&iacute;vel, mas a recess&atilde;o complica tudo&quot;:</p>
<blockquote><p>A quest&atilde;o est&aacute; em saber se as tesouradas atingiram o limite. Porque, se for o caso, devem realizar-se mudan&ccedil;as radicais na estrutura da administra&ccedil;&atilde;o. Deve-se igualmente equilibrar o aumento dos gastos causados pelos juros da d&iacute;vida p&uacute;blica [...]. A chave para o sucesso permanece na distribui&ccedil;&atilde;o dos esfor&ccedil;os.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Fri, 30 Mar 2012 12:58:20 +0100</pubDate><guid>1720021</guid></item>
<item><title>Espanha | Soberano | Cartoon (La Vanguardia, Barcelona)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/cartoon/1714101-soberano</link><description><![CDATA[ (Cartoon) (Cartoon)]]></description><pubDate>Thu, 29 Mar 2012 16:59:07 +0100</pubDate><guid>1714101</guid></item>
<item><title>Espanha | Estamos a criar "uma economia de guerra" (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1707041-estamos-criar-uma-economia-de-guerra</link><description><![CDATA[Greve geral neste 29 de março, recessão, défice mais elevado que o previsto... apesar das reformas e dos cortes orçamentais massivos, a Espanha não consegue sair da crise e cria novamente preocupações no seio da zona euro. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 28 Mar 2012 17:04:25 +0100</pubDate><guid>1707041</guid></item>
<item><title>Espanha | Bruxelas exige mais rigor a Madrid do que aos outros</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1694881-bruxelas-exige-mais-rigor-madrid-do-que-aos-outros</link><description><![CDATA[<p>&quot;Bruxelas imp&otilde;e a Espanha mais cortes do que &agrave; Gr&eacute;cia, a Portugal e &agrave; Irlanda&quot;, <a target="_self" href="http://economia.elpais.com/economia/2012/03/25/actualidad/1332705922_262970.html">denuncia o di&aacute;rio <em>El Pa&iacute;s</em></a>. Com efeito, a Comiss&atilde;o Europeia exige que Madrid reduza o d&eacute;fice de 8,5% para 3% do PIB, em dois anos. Essa redu&ccedil;&atilde;o de 5,5 pontos &quot;&eacute; o dobro da exigida a Dublin e a Lisboa&quot; &ndash; 3% em dois anos &ndash; e superior &agrave; exigida a Atenas &ndash; 5% em dois anos. Segundo <em>El Pa&iacute;s</em>,</p>
<blockquote><p>N&atilde;o h&aacute; um ajustamento compar&aacute;vel, na hist&oacute;ria econ&oacute;mica contempor&acirc;nea. [&hellip;] A Espanha est&aacute; perante uma encruzilhada infernal: o enorme d&eacute;fice obriga a p&ocirc;r em pr&aacute;tica os cortes e, por sua vez, isso agravar&aacute; o prec&aacute;rio estado de sa&uacute;de da economia. [&hellip;] Os especialistas afirmam que, se o prazo n&atilde;o for prolongado, a Espanha n&atilde;o poder&aacute; cumprir os seus objetivos.</p>
</blockquote>
<p>A primeira das &quot;tesouradas&quot; de 55 mil milh&otilde;es de euros ser&aacute; aplicada no pr&oacute;ximo dia 30 de mar&ccedil;o, com o an&uacute;ncio do Or&ccedil;amento para 2012. Para El Pa&iacute;s a Espanha tem diante de si um caminho semeado de obst&aacute;culos: </p>
<blockquote><p>O <a target="_self" href="http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1617711-defice-espanha-desiludida-com-o-eurogrupo">desacordo</a> recente entre a Comiss&atilde;o e Madrid e o cerrar de fileiras em torno do mantra da austeridade dos pa&iacute;ses mais ortodoxos [&hellip;] dificultam a concilia&ccedil;&atilde;o com as metas do d&eacute;fice.</p>
</blockquote>
<p>Porque, como anuncia <a href="http://www.elmundo.es/elmundo/2012/03/26/economia/1332749752.html"><em>El Mundo</em></a>, o partido de Angela Merkel pretende examinar as reformas iniciadas pela Espanha. Em 2 de abril, uma delega&ccedil;&atilde;o de deputados da CDU, o partido da chanceler alem&atilde;, deslocar-se-&aacute; a Madrid:</p>
<blockquote><p>A modifica&ccedil;&atilde;o do objetivo do d&eacute;fice espanhol causou suspeitas na Alemanha e no partido de Merkel. [&hellip;] O objetivo [da visita] &eacute; duplo: garantir que, depois da <a target="_self" href="http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1528871-caminho-de-uma-greve-geral">greve geral de 29 de mar&ccedil;o</a>, o programa de reformas n&atilde;o perde nem um grama de peso e verificar se a modifica&ccedil;&atilde;o do objetivo do d&eacute;fice n&atilde;o ser&aacute; uma artimanha para ganhar tempo e se, de facto, o pa&iacute;s est&aacute; a dar o seu melhor.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 26 Mar 2012 14:10:06 +0100</pubDate><guid>1694881</guid></item>
<item><title>Regiões | Independentistas sob o estandarte europeu (Uważam Rze, Varsóvia)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1667321-independentistas-sob-o-estandarte-europeu</link><description><![CDATA[À semelhança da Catalunha ou da autoproclamada Padânia, a Escócia fala agora abertamente na sua independência. Para as regiões, o ideal europeu é um argumento político, mesmo que a Europa não esteja forçosamente a seu favor. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 21 Mar 2012 16:22:57 +0100</pubDate><guid>1667321</guid></item>
<item><title>Espanha | Mil euros? Um salário de sonho! (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1619171-mil-euros-um-salario-de-sonho</link><description><![CDATA[Quando foi lançada, em 2005, a palavra &quot;mileurista&quot; designava os jovens trabalhadores precários. Atualmente, numa altura em que um jovem em cada dois está desempregado, ganhar mil euros por mês passou a ser uma aspiração. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 13 Mar 2012 17:03:19 +0100</pubDate><guid>1619171</guid></item>
<item><title>Zona euro | Défice: Espanha desiludida com o Eurogrupo</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1617711-defice-espanha-desiludida-com-o-eurogrupo</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Uni&atilde;o Europeia exige de Espanha um ajustamento suplementar de 5 milh&otilde;es de euros&rdquo;, <a target="_self" href="http://economia.elpais.com/economia/2012/03/12/actualidad/1331589735_571017.html">critica <em>El Pa&iacute;s</em></a>. A 12 de mar&ccedil;o, o Eurogrupo exigiu ao governo espanhol que reduzisse o seu d&eacute;fice para 5,3% do PIB em 2012 (uma redu&ccedil;&atilde;o de 35 milh&otilde;es de euros), quando o primeiro-ministro Mariano Rajoy desejava n&atilde;o ultrapassar os 30 milh&otilde;es (5,8%). Mesmo que o objetivo inicial fixado pela Comiss&atilde;o tenha sido 4,4%, e mesmo que os parceiros de Madrid consigam adaptar-se, o di&aacute;rio considera que se trata de uma &quot;reviravolta inesperada&quot; para Espanha:</p>
<blockquote><p>Os parceiros europeus querem, acima de tudo, fazer passar a credibilidade da pol&iacute;tica de cortes or&ccedil;amentais para acalmar a intermin&aacute;vel crise do euro. A Europa deixa bem claro que n&atilde;o h&aacute; nada mais importante que a austeridade [...] e responde ao desafio de Mariano Rajoy (...). A Espanha &eacute; a nova fronteira do medo na UE: demasiado grande para cair, demasiado grande para ser resgatada e demasiado grande para que os mercados ignorem um linchamento por viola&ccedil;&atilde;o dos objetivos do d&eacute;fice em 2012. [...] A pancada est&aacute; &agrave; altura do desafio: quando toda a gente esperava uma cr&iacute;tica [atendendo ao objetivo de 5,8%], a Comiss&atilde;o demonstrou que n&atilde;o ir&aacute; fazer concess&otilde;es.</p>
</blockquote>
<p>Por seu turno, o di&aacute;rio <a target="_self" href="http://quiosco.elmundo.orbyt.es/ModoTexto/paginaNoticia.aspx?id=8638074&amp;tipo=4&amp;sec=El%20Mundo&amp;fecha=13_03_2012&amp;pla=pla_562_Madrid"><em>El Mundo</em> considera</a> a decis&atilde;o do Eurogrupo &quot;a vingan&ccedil;a de Olli Rehn&quot;, o comiss&aacute;rio europeu dos Assuntos Econ&oacute;micos e Monet&aacute;rios que &ldquo;tem Espanha debaixo de olho&rdquo;.</p>
<blockquote><p>Para os burocratas de Bruxelas, foi especialmente abomin&aacute;vel que [Mariano Rajoy] tivesse feito a sua declara&ccedil;&atilde;o no dia da assinatura do pacto or&ccedil;amental europeu. [Olli Rehn] procurou reafirmar a sua autoridade relativamente ao novo pacto or&ccedil;amental e foi o argumento que apresentou aos Estados-membros para os convencer de que tinham de reagir, quase salomonicamente, ao desvio anunciado por Mariano Rajoy. O resultado foi um remendo grosseiro, made in Bruxelas. [...] Surpreende esta urg&ecirc;ncia do Eurogrupo em impor mais 0,5% a Espanha quando o or&ccedil;amento de 2012 ainda nem sequer est&aacute; feito.</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 13 Mar 2012 14:49:23 +0100</pubDate><guid>1617711</guid></item>
<item><title>União Europeia | Nove países querem adotar a taxa Tobin</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1611171-nove-paises-querem-adotar-taxa-tobin</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Os pa&iacute;ses da UE querem impor a taxa sobre as transa&ccedil;&otilde;es financeiras&rdquo;, <a target="_self" href="http://www.sueddeutsche.de/wirtschaft/vorstoss-von-deutschland-und-acht-weiteren-staaten-eu-laender-wollen-finanzsteuer-durchsetzen-1.1306300">titula o <em>S&uuml;ddeutsche Zeitung</em></a>. O di&aacute;rio de Munique relata que os ministros das Finan&ccedil;as de nove pa&iacute;ses &ndash; Alemanha, Fran&ccedil;a, Espanha, &Aacute;ustria, B&eacute;lgica, Finl&acirc;ndia, Portugal, Gr&eacute;cia e It&aacute;lia &ndash; pediram numa carta comum &agrave; presid&ecirc;ncia dinamarquesa da UE para &ldquo;superar todos os obst&aacute;culos&rdquo; &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o da taxa Tobin at&eacute; julho de 2012. Segundo os ministros, esta medida ser&aacute;, de facto, &quot;um instrumento crucial para garantir um contributo justo do setor financeiro aos custos da crise financeira&quot;.</p>
<p>A iniciativa n&atilde;o &eacute; in&eacute;dita. A Comiss&atilde;o Europeia <a target="_self" href="http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1544401-finance-watch-um-lobi-para-combater-os-lobis">j&aacute; tinha proposto</a> uma taxa sobre a troca de a&ccedil;&otilde;es, produtos derivados e outros produtos financeiros no passado m&ecirc;s de setembro, uma proposta imediatamente rejeitada pelo Reino Unido e a Su&eacute;cia. Desta vez, os ministros afirmam querer procurar &ldquo;alternativas&rdquo;, caso n&atilde;o seja elaborada uma solu&ccedil;&atilde;o at&eacute; meio do ano. Uma observa&ccedil;&atilde;o fundamental da carta que &ldquo;se l&ecirc; entre linhas&rdquo;, estima o <em>SZ</em>:</p>
<blockquote><p>O n&uacute;mero nove transmite uma mensagem muito clara: podemos faz&ecirc;-lo sozinhos. [De acordo com os tratados europeus] os Estados podem avan&ccedil;ar sozinhos numa coopera&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada, caso consigam, no m&iacute;nimo, nove membros a favor. Da&iacute; a carta curta se ler quase como uma forte amea&ccedil;a para os colegas que hesitam. Uma vez que todos os envolvidos j&aacute; sabem que a taxa muito provavelmente ser&aacute; introduzida.</p>
</blockquote>
<p>Por fim, o di&aacute;rio real&ccedil;a que a carta pode ter efeitos a n&iacute;vel interno para os pa&iacute;ses signat&aacute;rios, nomeadamente para a Fran&ccedil;a e a Alemanha, uma vez que poder&aacute; permitir a Nicolas Sarkozy arrecadar votos adicionais nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de abril-maio e a Angela Merkel apoiar a oposi&ccedil;&atilde;o, que imp&ocirc;s a taxa Tobin como uma condi&ccedil;&atilde;o para aprovar o pacto or&ccedil;amental.</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 12 Mar 2012 13:17:39 +0100</pubDate><guid>1611171</guid></item>
<item><title>Espanha | O amanhecer difícil de Valência depois da "fiesta" (Le Monde, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1591291-o-amanhecer-dificil-de-valencia-depois-da-fiesta</link><description><![CDATA[Regatas, Fórmula 1, parques de atrações... Durante os anos de grande crescimento económico, o porto mediterrânico simbolizou o esplendor do sucesso espanhol. Hoje, confrontado com a crise e os cortes orçamentais, retrata todas as desilusões. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 07 Mar 2012 15:37:48 +0100</pubDate><guid>1591291</guid></item>
<item><title>Alemanha | Angela Merkel já contraria François Hollande</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1582131-angela-merkel-ja-contraria-francois-hollande</link><description><![CDATA[<p>&quot;Conluio contra Hollande&quot;, <a target="_self" href="http://www.spiegel.de/politik/deutschland/0,1518,819095,00.html">anuncia esta segunda-feira <em>Der Spiegel</em></a>, revelando que a chanceler alem&atilde; pactuou com diversos parceiros europeus em n&atilde;o receber Fran&ccedil;ois Hollande, o candidato socialista &agrave; Presid&ecirc;ncia da Fran&ccedil;a. O italiano Mario Monti, o espanhol Mariano Rajoy e o brit&acirc;nico David Cameron ter-se-&atilde;o juntado a esta alian&ccedil;a secreta. Merkel agiu por desconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua pol&iacute;tica europeia. Hollande anunciou a sua inten&ccedil;&atilde;o de, caso ven&ccedil;a as elei&ccedil;&otilde;es, renegociar o pacto or&ccedil;amental que acaba de ser assinado em Bruxelas.</p>
<p><a target="_self" href="http://derstandard.at/1330390330536/Wahlverschwoerung-gegen-Hollande-Merkels-Frankreichpfusch">Na opini&atilde;o do <em>Standard</em></a>, esta &quot;estranha conspira&ccedil;&atilde;o&rdquo; demonstra que os chefes dos governos conservadores na Europa consideram que o seu dom&iacute;nio pol&iacute;tico est&aacute; a enfraquecer. Pouco gentil para com Angela Merkel, este jornal di&aacute;rio afirma:</p>
<blockquote><p>Tudo isto &eacute; transparente. O golpe falhou. A chanceler n&atilde;o poderia ter feito melhor coisa para ajudar Hollande. Os franceses est&atilde;o fartos das promessas n&atilde;o cumpridas e dos gestos de submiss&atilde;o de Sarkozy. Sem falar da grande maioria, que n&atilde;o quer deixar que Berlim lhe imponha o pr&oacute;ximo Presidente. </p>
<p>O facto de Merkel se apoiar em Cameron (que regularmente a contraria em rela&ccedil;&atilde;o ao euro) e Rajoy (que acaba de anunciar que far&aacute; rebentar o d&eacute;fice espanhol) mostra como est&aacute; enfraquecida. Ignorar desta forma o poss&iacute;vel pr&oacute;ximo Presidente do parceiro mais importante, revela uma falta de instinto como j&aacute; n&atilde;o se via h&aacute; d&eacute;cadas.</p>
</blockquote>
<p>Em Paris, <a target="_self" href="http://www.liberation.fr/politiques/01012393933-merkel-monti-rajoy-et-cameron-auraient-decide-de-boycotter-hollande">o <em>Lib&eacute;ration</em> real&ccedil;a</a> que esta rutura aparece no momento em que, numa sondagem, 41% dos franceses questionados afirmam estar convencidos que a Alemanha &quot;utiliza a crise para refor&ccedil;ar a sua economia &agrave; custa dos outros&quot;... Se Fran&ccedil;ois Hollande for eleito, &quot;teremos que come&ccedil;ar por reparar os danos&quot;, afirma este jornal di&aacute;rio, citando a polit&oacute;loga Sabine von Oppeln. Tanto mais que, em 2007, dois meses antes do escrut&iacute;nio anterior, Angela Merkel recebeu a candidata socialista, S&eacute;gol&egrave;ne Royal, com uma conferencia de imprensa conjunta e aperto de m&atilde;os em frente &agrave;s c&acirc;maras.</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 05 Mar 2012 15:13:43 +0100</pubDate><guid>1582131</guid></item>
<item><title>Economia | A carta dos doze contra Merkozy</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1533511-carta-dos-doze-contra-merkozy</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Uma mudan&ccedil;a de dire&ccedil;&atilde;o liderada por Roma, Londres e Haia&rdquo;, <a target="_self" href="http://www.corriere.it/economia/12_febbraio_21/offeddu-monti-cameron-mercati_db6c071a-5c57-11e1-beff-3dad6e87678a.shtml">considera o <em>Corriere della Sera</em></a>. A 20 de fevereiro, os primeiros-ministros David Cameron, Mario Monti e Mark Rutte enviaram uma carta ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, a pedir-lhe para contribuir para &ldquo;o restauro da confian&ccedil;a na capacidade da Europa gerar um crescimento econ&oacute;mico forte e duradouro&rdquo;.</p>
<p>Co-assinado pelos seus hom&oacute;logos de nove pa&iacute;ses (Est&oacute;nia, Let&oacute;nia, Finl&acirc;ndia, Irlanda, Rep&uacute;blica Checa, Eslov&aacute;quia, Espanha, Su&eacute;cia, Pol&oacute;nia), o documento define as grandes linhas de um plano para evitar o risco de recess&atilde;o criado pela austeridade: a abertura do mercado interno dos servi&ccedil;os, a implementa&ccedil;&atilde;o de um mercado comum da energia em 2014 e um mercado digital em 2015, com especial aten&ccedil;&atilde;o para a investiga&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento, a abertura dos mercados mundiais como a &Iacute;ndia, regras mais flex&iacute;veis para as pequenas e m&eacute;dias empresas, a inclus&atilde;o das mulheres e dos jovens no mercado de trabalho, a abertura das profiss&otilde;es protegidas e a cria&ccedil;&atilde;o de um setor financeiro &ldquo;firme e din&acirc;mico&rdquo;.</p>
<p>Dois dirigentes faltam &agrave; chamada: Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. &ldquo;A Europa que pede um est&iacute;mulo emerge&rdquo;, <a target="_self" href="http://quiosco.elmundo.orbyt.es/ModoTexto/paginaNoticia.aspx?id=8425936&amp;tipo=1&amp;sec=El%20Mundo&amp;fecha=21_02_2012&amp;pla=pla_562_Madrid">constata <em>El Mundo</em></a>, para quem esta carta &eacute; &ldquo;a resposta mais coordenada da UE &agrave; pol&iacute;tica de controlo do d&eacute;fice defendida por Angela Merkel&rdquo;:</p>
<blockquote><p>A carta chega num momento chave, numa altura em que a economia da UE est&aacute; quase em recess&atilde;o e o desemprego aumenta. Deve-se ter em conta esta iniciativa, desde que a UE esteja consciente de que os governos cumprem os seus deveres para controlar o d&eacute;fice e reduzir a d&iacute;vida. E Merkel dever&aacute; tomar nota desta revolta coordenada.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 21 Feb 2012 15:20:44 +0100</pubDate><guid>1533511</guid></item>
<item><title>Crise da zona euro | A grande venda relâmpago na Europa (The Independent, Londres)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1530961-grande-venda-relampago-na-europa</link><description><![CDATA[Em toda a Europa, os países procuram uma maneira rápida de arranjar dinheiro. E todos eles parecem ter a mesma ideia: vender bens do Estado. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 21 Feb 2012 13:24:59 +0100</pubDate><guid>1530961</guid></item>
<item><title>Espanha | A caminho de uma greve geral?</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1528871-caminho-de-uma-greve-geral</link><description><![CDATA[<p>&quot;Primeiro protesto em massa contra a reforma do mercado de trabalho&quot;, <a target="_self" href="http://www.lavanguardia.com/opinion/editorial/20120220/54257615913/protesta-contra-la-reforma-laboral.html">titula <em>La Vanguardia</em></a>, um dia depois das manifesta&ccedil;&otilde;es em 57 cidades espanholas contra a reforma do mercado de trabalho iniciada pelo Governo de Mariano Rajoy. Dezenas de milhares de pessoas corresponderam ao apelo dos principais sindicatos nacionais (UGT e CCOO). Trata-se do &quot;primeiro passo de uma ofensiva que poder&aacute; levar a uma greve geral&quot;, nota o di&aacute;rio de Barcelona, que considera &quot;um erro grave&quot; esta possibilidade:</p>
<blockquote><p>O Governo n&atilde;o pode, nem deve retroceder na sua decis&atilde;o, pois correria o risco de comprometer a sua credibilidade dentro da Uni&atilde;o Europeia e nos mercados financeiros, que exigem de Espanha um corte com a rigidez do mercado de trabalho que dificulta a adapta&ccedil;&atilde;o das empresas a conjunturas adversas e que provoca um desemprego mais elevado do que seria desej&aacute;vel.</p>
</blockquote>
<p><a target="_self" href="http://elpais.com/elpais/2012/02/19/opinion/1329675468_441389.html">Para <em>El Pa&iacute;s</em></a>, em contrapartida, &quot;o &ecirc;xito das manifesta&ccedil;&otilde;es de ontem &eacute; um aviso que o Governo n&atilde;o deve ignorar&quot;. O di&aacute;rio madrileno aprova a &quot;estrat&eacute;gia moderada e correta&quot; dos sindicatos.</p>
<blockquote><p>A quest&atilde;o &eacute; saber se esta reforma imposta por Bruxelas e pelos mercados &eacute; a mais adequada. Mas n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que gerou um clima de inseguran&ccedil;a em amplos setores da popula&ccedil;&atilde;o.</p>
</blockquote>
<p>Adotada a 10 de fevereiro, esta reforma prev&ecirc; a aprova&ccedil;&atilde;o do montante das indemniza&ccedil;&otilde;es por despedimento de 45 para 33 dias por ano de trabalho e de 20 dias nas empresas em dificuldades, que &eacute; o caso da maior parte das empresas hoje em dia. Aprova igualmente dedu&ccedil;&otilde;es fiscais para as empresas que contratarem e um per&iacute;odo probat&oacute;rio de um ano, durante o qual o assalariado pode ser despedido sem indemniza&ccedil;&atilde;o. No fundo, d&aacute; prioridade aos acordos das empresas em detrimento dos acordos por setor.</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 20 Feb 2012 14:11:45 +0100</pubDate><guid>1528871</guid></item>
<item><title>Agricultura | Espanha lesada devido à liberalização das importações marroquinas</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1521411-espanha-lesada-devido-liberalizacao-das-importacoes-marroquinas</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Agricultura [espanhola] recebe com indigna&ccedil;&atilde;o o acordo entre a UE e Marrocos&rdquo;, <a target="_self" href="http://ccaa.elpais.com/ccaa/2012/02/16/andalucia/1329393768_771503.html">anuncia</a> o di&aacute;rio <em>El Pa&iacute;s</em>. O <a target="_self" href="http://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/content/20120210STO37768/html/Acordo-UE-Marrocos-produtos-agr%C3%ADcolas-e-produtos-da-pesca">acordo de com&eacute;rcio</a> aprovado a 16 de fevereiro pelo Parlamento Europeu vai nomeadamente permitir aumentar o volume das importa&ccedil;&otilde;es de produtos marroquinos para a UE, sobretudo tomates. Assinado para &ldquo;apoiar as reformas democr&aacute;ticas no Norte de &Aacute;frica&rdquo;, constata o di&aacute;rio, este constitui um &ldquo;golpe duro&rdquo; para a agricultura espanhola, principal exportadora para os outros pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia. O acordo, <a target="_self" href="http://blogs.elpais.com/trigo-limpio/2012/02/marruecos-un-acuerdo-contra-el-sector-agrario.html">explica</a> o jornalista especializado em agricultura, Vidal Mate,</p>
<blockquote><p>facilita as importa&ccedil;&otilde;es que interessam aos pa&iacute;ses do Norte como consumidores, pois aumentam a oferta e baixam os pre&ccedil;os. A Espanha &eacute; o principal pa&iacute;s lesado. </p>
</blockquote>
<p>O analista critica a atitude da UE que, no passado 14 de dezembro, <a target="_self" href="http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1293701-sara-impede-acordo-ue-marrocos">rejeitou</a> a renova&ccedil;&atilde;o dos seus acordos de pesca com Marrocos, uma vez que este &uacute;ltimo n&atilde;o tinha em considera&ccedil;&atilde;o os interesses dos povos do Sara Ocidental. Uma decis&atilde;o que tinha suscitado a ira em Madrid:</p>
<blockquote><p>Al&eacute;m das preocupa&ccedil;&otilde;es relativamente aos direitos humanos ou os problemas do Sara, prevaleceram as raz&otilde;es pol&iacute;ticas para apoiar o amigo marroquino como porta e escudo da Europa [&hellip;]. Prevaleceram os interesses econ&oacute;micos dos pa&iacute;ses a Norte dos Piren&eacute;us.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Fri, 17 Feb 2012 15:06:15 +0100</pubDate><guid>1521411</guid></item>
<item><title>Noruega | Euro-refugiados têm receção gelada (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1513821-euro-refugiados-tem-rececao-gelada</link><description><![CDATA[Para fugir ao desemprego, centenas de espanhóis emigram para a idealizada Noruega, à procura de trabalho. Poucos tiveram sorte. Muitos só encontraram desemprego, frio e desespero. Mais um capítulo da grande crise que afeta a Espanha. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 15 Feb 2012 16:04:56 +0100</pubDate><guid>1513821</guid></item>
<item><title>Debate | Gregos preguiçosos! O preconceito ideal (CriticAtac, Bucareste)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1506511-gregos-preguicosos-o-preconceito-ideal</link><description><![CDATA[Pobre, logo, culpado. Graças à crise grega, o preconceito acerca dos europeus do Sul parece ganhar terreno no Norte da Europa. Uma análise simplista e hipócrita que nos impede de compreender o que realmente está a acontecer, segundo afirma um editor romeno. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 13 Feb 2012 15:38:44 +0100</pubDate><guid>1506511</guid></item>
<item><title>Espanha | O fim da linha para o juiz Garzón</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/press-review/1497841-o-fim-da-linha-para-o-juiz-garzon</link><description><![CDATA[<p>O antigo juiz-vedeta foi considerado culpado de ter ordenado escutas ilegais no &acirc;mbito do inqu&eacute;rito ao processo &ldquo;G&uuml;rtel&rdquo;, um caso de corrup&ccedil;&atilde;o que envolveu dirigentes do Partido Popular (PP, no Governo) da regi&atilde;o de Val&ecirc;ncia. Uma <a target="_self" href="http://www.elpais.com/elpaismedia/ultimahora/media/201202/09/espana/20120209elpepunac_1_Pes_PDF.pdf">condena&ccedil;&atilde;o</a> que, de facto, p&otilde;e fim &agrave; carreira daquele que se tornou c&eacute;lebre ao ter ordenado a captura do ditador chileno Augusto Pinochet e que divide a imprensa espanhola.</p><div class="extract"><div class="intror"><p>&quot;Supremo Tribunal acaba com Garz&oacute;n&quot;, &eacute; o t&iacute;tulo de primeira p&aacute;gina do di&aacute;rio de centro-esquerda, <em>El Pa&iacute;s</em>, que <a target="_self" href="http://elpais.com/elpais/2012/02/09/opinion/1328816501_098588.html">p&otilde;e em causa</a> a senten&ccedil;a, cujo objetivo, afirma, foi</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120210elpais_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">anular Garzón enquanto juiz. [Esta sentença] implica a expulsão da carreira judiciária de um juiz que, independentemente da opinião que possamos ter dele, prestou importantes serviços à sociedade na luta contra o terrorismo, o tráfico de droga e o crime organizado, para além de desempenhar um papel notável na aplicação da justiça universal e na defesa dos Direitos do Homem violados pelas ditaduras. </p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>Por seu turno, <a href="http://www.elmundo.es/"><em><span>El Mundo</span></em></a> sublinha a unanimidade dos ju&iacute;zes do Supremo Tribunal, em seu entender &quot;muito importante, pois confirma n&atilde;o ter havido divis&otilde;es ideol&oacute;gicas, mas um crit&eacute;rio jur&iacute;dico comum, que se refletiu na decis&atilde;o&quot;. O di&aacute;rio conservador critica a publica&ccedil;&atilde;o, por Baltasar Garz&oacute;n, de um <a target="_self" href="http://politica.elpais.com/politica/2012/02/09/actualidad/1328816348_065398.html">comunicado</a> no qual o juiz considera a decis&atilde;o &quot;injusta e predeterminada&quot;:<span id="internal-source-marker_0.30066915423480667"><br />
</span></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120210elmundo_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Para cúmulo da paranoia, afirma que a decisão do Tribunal “elimina qualquer possibilidade de investigar a corrupção”, como se o único meio de o fazer fosse pôr em causa as garantias constitucionais. Isto revela a megalomania deste homem, que se considera vítima de uma conspiração universal e que se dá ao luxo de menosprezar e insultar o Supremo Tribunal.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>Uma opini&atilde;o partilhada pelo di&aacute;rio de direita, <em>ABC</em>, para o qual &quot;Garz&oacute;n pagou os seus excessos&quot;:<br />
&nbsp;</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120210abc_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">foi vítima de si próprio. Pensou que os fins justificavam os meios e violou uma norma sagrada do estado de direito, transformando o inquérito em processo inquisitório. […] Agora, é a vez do Tribunal [Europeu dos Direitos do Homem] de Estrasburgo, que lhe permitirá explorar a reputação internacional que conquistou ativamente, mais pelo espetáculo que pela sua atividade de juiz, conclui o diário.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>O <em>P&uacute;blico</em> <a target="_self" href="http://www.publico.es/espana/421280/la-izquierda-condena-un-fallo-que-secunda-la-derecha">considera</a>, em primeira p&aacute;gina, que Garz&oacute;n foi &ldquo;executado&rdquo;. Este di&aacute;rio resume a clivagem de opini&otilde;es numa frase:</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120210publico_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">a esquerda critica a decisão, a direita aplaude.</p></div> (Revista de imprensa)]]></description><pubDate>Fri, 10 Feb 2012 14:01:20 +0100</pubDate><guid>1497841</guid></item>
<item><title>Emigração | Espanha regista declínio da população</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1404391-espanha-regista-declinio-da-populacao</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Espanha deixa de ser terra de acolhimento&rdquo;, refere <a href="http://www.elmundo.es/"><em>El Mundo</em></a>. O di&aacute;rio de Madrid afirma:</p>
<blockquote><p>A crescente euforia migrat&oacute;ria da &uacute;ltima d&eacute;cada de esplendor [econ&oacute;mico] acabou de repente e transformou-se num &ecirc;xodo em massa de quase meio milh&atilde;o de pessoas.</p>
</blockquote>
<p>De acordo com um <a target="_self" href="http://www.ine.es/jaxi/menu.do?type=pcaxis&amp;path=%2Ft20%2Fp259&amp;file=inebase&amp;L=0">relat&oacute;rio</a> divulgado a 13 de janeiro pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE), a taxa bruta de migra&ccedil;&otilde;es &eacute; negativa (-50,090) pela primeira vez em dez anos, com 62 611 nacionais e 445 130 n&atilde;o-nacionais que abandonaram o pa&iacute;s em 2011. Os destinos principais para esta migra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o Marrocos, Equador e Bol&iacute;via, logo seguidos de Brasil, Fran&ccedil;a, Argentina, Alemanha, Reino Unido e China.</p>
<p>O di&aacute;rio conservador atribui parte do decr&eacute;scimo populacional em Espanha ao decl&iacute;nio da taxa de natalidade -</p>
<blockquote><p>2011 foi o ano em que a m&eacute;dia de idades para o nascimento do primeiro filho ultrapassou a barreira dos 31 anos.</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:44:06 +0100</pubDate><guid>1404391</guid></item>
<item><title>Zona euro | França na segunda divisão (Le Monde, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1400011-franca-na-segunda-divisao</link><description><![CDATA[Ao descer a notação financeira da França, a 13 de janeiro, a Standard &amp; Poor&#039;s causou uma surpresa dupla: Nicolas Sarkozy e os seus adversários na corrida às eleições presidenciais ficam ainda mais sujeitos à pressão dos mercados e a Europa está mais do que nunca dividida entre Norte e Sul. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 16 Jan 2012 15:30:59 +0100</pubDate><guid>1400011</guid></item>
<item><title>Espanha | Uma vida a custo reduzido (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1375641-uma-vida-custo-reduzido</link><description><![CDATA[Em tempos de crise, quando se ganha mil euros brutos por mês e não se quer renunciar totalmente ao consumo, a economia de baixo custo não é uma escolha, mas uma obrigação. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 09 Jan 2012 17:01:38 +0100</pubDate><guid>1375641</guid></item>
<item><title>Espanha | Em Salvaterra de Miño, paga-se em pesetas (Le Monde, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1364811-em-salvaterra-de-mino-paga-se-em-pesetas</link><description><![CDATA[Perante a crise, os comerciantes desta vila galega decidiram aceitar de novo, por algum tempo, a antiga moeda nacional. E os clientes, atraídos pelos preços de câmbio do ano de lançamento do euro, em 2002, acorreram em massa. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 06 Jan 2012 15:31:40 +0100</pubDate><guid>1364811</guid></item>
<item><title>Crise do euro | Reino Unido prepara-se para salvar os refugiados do Eurogedão</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1306241-reino-unido-prepara-se-para-salvar-os-refugiados-do-eurogedao</link><description><![CDATA[<p>Com as ag&ecirc;ncias de nota&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito a avisarem que o acordo a que chegaram os l&iacute;deres da UE, na cimeira do in&iacute;cio do m&ecirc;s, em Bruxelas, pode n&atilde;o salvar o euro do colapso, o <em>Sunday Times</em> revelou que o Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros brit&acirc;nico est&aacute; a tra&ccedil;ar planos para a retirar de Espanha e de Portugal centenas de expatriados brit&acirc;nicos, no caso de o sistema banc&aacute;rio destes dois pa&iacute;ses falir.</p>
<p>Cerca de um milh&atilde;o de cidad&atilde;os brit&acirc;nicos vive em Espanha e em Portugal s&atilde;o cerca de 50 mil.&nbsp;</p>
<blockquote><p><em>O&nbsp;Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros est&aacute; preocupado com os emigrados que investiram as suas poupan&ccedil;as nos pa&iacute;ses de ado&ccedil;&atilde;o e que podem ficar desamparados, sem conseguirem levantar dinheiro e em risco de perderem as suas casas se os bancos exigirem o pagamento total dos empr&eacute;stimos</em></p>
<p><em>Fontes do Minist&eacute;rio revelaram que est&aacute; a ser encarado um &ldquo;cen&aacute;rio de pesadelo&rdquo; com milhares de brit&acirc;nicos sem dinheiro a dormirem em aeroportos sem meios para voltarem ao seu pa&iacute;s de origem.</em></p>
</blockquote>
<p>Entre os planos que est&atilde;o a ser discutidos est&aacute; a possibilidade de envio de barcos e autocarros para a regi&atilde;o, bem como a possibilidade de conceder pequenos empr&eacute;stimos a esses cidad&atilde;os em dificuldades. Apesar de Portugal e Espanha terem um sistema de garantia de dep&oacute;sitos banc&aacute;rios com cobertura total at&eacute; ao montante de 100 mil euros, &ldquo;<em>os bancos limitam os levantamentos para impedirem as pessoas de pegarem em todo o seu dinheiro e sa&iacute;rem do pa&iacute;s</em>&rdquo;.&nbsp;</p>
<p>Segundo uma fonte do Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros estes planos s&atilde;o&nbsp;</p>
<blockquote><p><em>baseados na experi&ecirc;ncia de outras grandes evacua&ccedil;&otilde;es, como por exemplo, a que foi levada a cabo em 2006 durante a guerra entre o Hezbollah e Israel, altura em quee o Reino Unido enviou navios para evacuar os expatriados do Libano.</em></p>
</blockquote>
<p>&ldquo;<em>Parece uma hist&oacute;ria de terror, mas deve ser levada a s&eacute;rio</em>&rdquo; escreve&nbsp;<a href="http://www.elmundo.es/"><em>El Mundo</em></a>,&nbsp;num cen&aacute;rio que &ldquo;<em>fez soar o alarme na comunidade brit&acirc;nica que vive no nosso pa&iacute;s, sobretudo em Marbelha e M&aacute;laga</em>&rdquo;.&nbsp;O di&aacute;rio de Madrid sublinha que tais revela&ccedil;&otilde;es coincidem com a baixa de nota&ccedil;&atilde;o de 10 bancos espanh&oacute;is, decidida pela ag&ecirc;ncia Standard &amp; Poor&rsquo;, e lembra ainda que a maior parte dos expatriados brit&acirc;nicos que vivem em Espanha s&atilde;o reformados que enterraram as suas poupan&ccedil;as em resid&ecirc;ncias na zona costeira e que &ldquo;<em>foram grandemente afetados pelo rebentamento da bolha imobili&aacute;ria.</em>&rdquo;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 19 Dec 2011 13:00:15 +0100</pubDate><guid>1306241</guid></item>
<item><title>Pesca | Sara impede acordo UE-Marrocos</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1293701-sara-impede-acordo-ue-marrocos</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;O Parlamento Europeu vetou o acordo de pesca com Marrocos por causa do Sara&rdquo;,&nbsp;<a href="http://internacional.elpais.com/internacional/2011/12/14/actualidad/1323896976_988778.html">titula&nbsp;<em>El Pa&iacute;s</em></a>. A&nbsp;14 de dezembro, <a target="_blank" href="http://www.europarl.europa.eu/news/pt/pressroom/content/20111213IPR34070/html/UE-Marrocos-Parlamento-Europeu-rejeita-prorroga%C3%A7%C3%A3o-do-protocolo-de-pesca">os eurodeputados decidiram</a>&nbsp;n&atilde;o renovar o&nbsp;<a target="_blank" href="http://ec.europa.eu/fisheries/cfp/international/agreements/morocco/index_pt.htm">acordo</a>, &nbsp;que expira em fevereiro de 2012 e permite que 119 barcos europeus (dos quais 100 s&atilde;o espanh&oacute;is) pescarem em &aacute;guas marroquinas. Como contrapartida, Rabat recebe 36 milh&otilde;es de euros por ano.</p>
<p>A Comiss&atilde;o Europeia queria renovar por mais um ano, enquanto discute um outro compromisso. Mas &ldquo;<em>o Sara Ocidental e a ecologia deitaram-no por terra</em>&rdquo;, explica o di&aacute;rio, e &ldquo;<em>Estrasburgo manifesta a sua desconfian&ccedil;a sobre os direitos dos sarau&iacute;s</em>&rdquo;. O Parlamento baseou o seu voto no&nbsp;<a target="_blank" href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A7-2011-0394+0+DOC+XML+V0//PT">relat&oacute;rio</a>&nbsp;do eurodeputado Carl Haglund, que levantava a quest&atilde;o da legitimidade de um acordo que inclui a pesca ao largo do Sara Ocidental, um territ&oacute;rio anexado por Marrocos, que n&atilde;o goza do reconhecimento da UE, bem como a quest&atilde;o dos seus benef&iacute;cios para a popula&ccedil;&atilde;o sarau&iacute;. O eurodeputado liberal finland&ecirc;s aponta, tamb&eacute;m, &ldquo;<em>a excessiva explora&ccedil;&atilde;o dos recursos de pesca</em>&rdquo; e o &ldquo;<em>magro resultado custo-benef&iacute;cio</em>&rdquo; do acordo.</p>
<p><em>El Pa&iacute;s</em> acrescenta que a decis&atilde;o &ldquo;<em>vai contra a opini&atilde;o da Comiss&atilde;o Europeia e dos Estados-membros</em>&rdquo; e suscita a oposi&ccedil;&atilde;o do governo espanhol. Marrocos ordenou imediatamente aos barcos europeus que abandonassem as suas &aacute;guas territoriais, incluindo as que se encontram ao largo do Sara Ocidental.&nbsp;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Thu, 15 Dec 2011 15:19:45 +0100</pubDate><guid>1293701</guid></item>
<item><title>Debate | Os sete pecados dos europeus (1/2) (Die Zeit, Hamburgo)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1287771-os-sete-pecados-dos-europeus-12</link><description><![CDATA[Os líderes políticos estão sempre dispostos a agitar a bandeira do espírito comunitário. Mas todos os países sofrem de uma fraqueza de caráter que contradiz os discursos e compromete a UE. Die Zeit traça o retrato dos nossos piores pecados. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 14 Dec 2011 16:50:42 +0100</pubDate><guid>1287771</guid></item>
<item><title>Crise social | Espanha sem abrigo (El Mundo, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1242981-espanha-sem-abrigo</link><description><![CDATA[Vítimas do desemprego, da bolha imobiliária e do crédito bancário demasiado facilitado, milhares de famílias são forçadas a abandonar as suas casas. Uma síndrome da crise que afeta o reino mas também de um sistema que é preciso reformar. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 02 Dec 2011 17:34:22 +0100</pubDate><guid>1242981</guid></item>
<item><title>O euro não tem descanso</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/press-review/1225381-o-euro-nao-tem-descanso</link><description><![CDATA[<div class="extract"><div class="intror"><p>&ldquo;O euro vai passar o Natal?&rdquo;: a pergunta posta pelo <em>Journal du Dimanche</em> assombra a UE. O seman&aacute;rio parisiense <a target="_self" href="http://www.lejdd.fr/Economie/Actualite/Attali-annonce-un-troisieme-plan-de-rigueur-429769/?from=headlines">baseia-se na previs&atilde;o catastr&oacute;fica</a> do ensa&iacute;sta Jacques Attali segundo a qual o euro n&atilde;o sobreviver&aacute; ao fim do ano se os l&iacute;deres &ldquo;n&atilde;o olharem mais longe do que os seus pr&oacute;prios prazos eleitorais&rdquo;. Resta &ldquo;um m&ecirc;s para salvar o euro&rdquo;, garante o jornal:</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/JDD-2811201-100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Depois da Grécia, da Irlanda e de Portugal, o vírus mortal chegou a Itália. Esta semana, a Península sobre endividada vendeu obrigações a taxas de juro exorbitantes. Na sexta-feira, os credores exigiram 7,8% por um empréstimo a dois anos, ou seja, mais 3,2 pontos dos que há dois meses. […] Se a terceira economia da zona euro cair numa situação de incumprimento, a União monetária não durará muito. […] A tensão está no auge. Antes do fim de semana, a agência Standard & Poor’s baixou a nota da Bélgica. Na próxima quinta-feira, Paris deverá por à venda títulos entre os três e os 4,5 mil milhões de euros. Um verdadeiro teste, num momento em que os credores estão a virar as costas à Alemanha por causa dos seus juros baixos. Na semana passada, Berlim queria por seis mil milhões de euros de dívida nos mercados. Conseguiu vender apenas 3,6. Uma surpresa.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>&ldquo;A crise do euro e da d&iacute;vida chegou a um ponto de viragem destinado a marcar a economia europeia e at&eacute; mesmo as estruturas constitucionais do continente&rdquo;, <a target="_self" href="http://rassegna.governo.it/testo.asp?d=73054804">afirma o <em>Corriere della Sera</em></a>
<meta charset="utf-8">:<span><br />
</span>               </meta>
</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/Corriere-della-sera-2811-100.JPG" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Dentro de algumas semanas, nada será como dantes, mas ninguém pode ter a certeza de que tudo se passará como prevê o calendário estabelecido […]. Amanhã a Itália enfrenta uma emissão muito delicada de títulos da dívida. Nesse mesmo dia, o Eurogrupo apreciará as propostas francesas e (sobretudo) alemãs sobre aquilo a que a chanceler Angela Merkel chama união fiscal. […] Estas alterações, a menos que haja surpresas, serão aprovadas na cimeira de 9 de dezembro. No dia anterior, o BCE deverá decidir uma oferta ilimitada de liquidez a dois ou (mais provavelmente) três anos para dar oxigénio aos bancos. E nessa altura, o primeiro-ministro Mario Monti terá feito aprovar em conselho de ministros as medidas para estabilizar a Itália. Estará tudo pronto para que o BCE possa agir. Poderá anunciar limites de diferencial sobre os títulos da dívida soberana [diferença entre as taxas de juro mais baixas e as mais altas sobre as obrigações do Estado] para além dos quais intervirá sem limites sobre os mercados. Mas, de qualquer modo, os limites serão suficientemente elevados para obrigarem os Estados a fazerem baixar as taxas de juro. É este o caminho para virar a página da crise. A Europa prepara-se para o percorrer, sabendo que, no passado, já se perdeu muitas vezes.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p><em>La Stampa </em>escreve que Angela Merkel e Nicolas Sarkozy &ldquo;alargaram a Mario Monti o acordo para alterar os tratados europeus&rdquo; e faz t&iacute;tulo com o &ldquo;pacto a tr&ecirc;s para a Europa&rdquo;. Nas p&aacute;ginas do di&aacute;rio de Turim, o economista Franco Bruni <a target="_self" href="http://www.lastampa.it/_web/cmstp/tmplRubriche/editoriali/gEditoriali.asp?ID_blog=25&amp;ID_articolo=9492">constata</a> que:</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/La-stampa-28112011-100.JPG" alt="" class="iquote" /><p class="quote">As dificuldades da dívida italiana parecem vir do principal problema da economia mundial. É possível que isto seja um exagero. O excesso de dramatização é típico de certas fases das crises financeiras, sobretudo quando as medidas de ajustamento e as reformas enfrentam obstáculos políticos e sociais. Esta dramatização excessiva também diz respeito às discussões continuas sobre o fim do euro, sem se saber de que é que se fala e sem compreender que isso nada resolve e que incomoda toda a gente.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>A contagem decrescente &eacute; tamb&eacute;m a imagem usada por <a target="_self" href="http://www.latribune.fr/actualites/economie/union-europeenne/20111127trib000667005/paris-et-berlin-preparent-l-europe-version-2012.html"><em>La Tribune</em></a>:</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/La-tribune-28112011-100.JPG" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Tic tac, tic tac... O cronómetro que mede as hipóteses de sobrevivência do euro está impaciente. (…) Oficialmente, a Alemanha continua a opor-se a uma intervenção do BCE de maior envergadura. Ao ritmo a que continua a crise, esta recusa obstinada lembra o comportamento de um bombeiro que deixa a casa arder para ensinar às crianças que é perigoso brincar com fósforos.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>De facto, em Madrid, <em>El Economista</em> <a target="_self" href="http://www.eleconomista.es/economia/noticias/3564106/11/11/Alemania-seleccionara-a-nueve-paises-para-avanzar-en-el-refuerzo-del-euro.html">aposta</a> no colapso da zona euro em duas zonas distintas, uma para os pa&iacute;ses virtuosos e outra para os mais fr&aacute;geis. Ser&aacute;, por isso, Angela &ldquo;Merkel [que] escolher&aacute; nove pa&iacute;ses para criar um super euro&rdquo;, escreve o di&aacute;rio, porque a chanceler<span><br />
</span></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/El-economista-28112011-100_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">quer que seja assinado um acordo, país a país, sobre um novo Pacto de estabilidade, semelhante ao mecanismo dos acordos de Schengen. Nove é, de facto, segundo as regras da UE, o número mínimo de países que podem adotar acordos de cooperação reforçada. Merkel está satisfeita com esta fórmula por duas razões evidentes: o tempo e a simplicidade para a pôr em marcha (…): o acordo pode ser ativado em janeiro ou fevereiro de 2012, um prazo meteórico, se comparado com o tempo  necessário para alterar um tratado, que nunca é inferior a um ano (…). A Itália e a Espanha farão parte do clube. A sua inclusão é vital para esses dois países, porque os signatários terão o apoio permanente do BCE. Sem esquecer que, assim, se evitaria uma divisão entre o Norte e o Sul.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>Em Berlim, <a target="_self" href="http://www.welt.de/politik/ausland/article13738327/Sechs-Euro-Laender-sollen-fuer-Europa-haften.html">Die Welt v&ecirc; chegar</a> as &ldquo;obriga&ccedil;&otilde;es do Estado de elite&rdquo; defendidas pela Alemanha: &ldquo;Seis pa&iacute;ses da zona euro com a mais elevada solvabilidade (Triplo A), v&atilde;o criar obriga&ccedil;&otilde;es do Tesouro comuns em que os juros estar&atilde;o, na melhor das hip&oacute;teses, entre os 2% e os 2,5%&rdquo;. <a target="_self" href="http://www.welt.de/debatte/kommentare/article13738318/Jetzt-regiert-Angela-Merkels-harte-Hand-in-Europa.html">No editorial</a>, o jornal escreve que:<span><br />
</span></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/Die-welt-28112011-100_0.JPG" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Os mercados exigem um sinal credível. […] Os novos acordos, quaisquer que sejam – vão fazer passar a mensagem: agora, é a mão de ferro de Merkel que governa a Europa. </p></div> (Revista de imprensa)]]></description><pubDate>Mon, 28 Nov 2011 16:53:20 +0100</pubDate><guid>1225381</guid></item>
<item><title>Quem teme a Alemanha? / 5 | A nossa família terrivelmente linda (Die Zeit, Hamburgo)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1216591-nossa-familia-terrivelmente-linda</link><description><![CDATA[Pais severos, ovelhas negras e amor implacável: esta é a família europeia. E, para o jornalista do Die Zeit que lhe traça o retrato, este modelo histórico de solidariedade deverá ser defendido. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 25 Nov 2011 16:21:48 +0100</pubDate><guid>1216591</guid></item>
<item><title>União Europeia | Uma revolução a partir de cima (Libération, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1205431-uma-revolucao-partir-de-cima</link><description><![CDATA[As mudanças políticas na Grécia, em Itália e em Espanha são a prova de que os líderes europeus alteram o equilíbrio de poder entre a sociedade e o Estado, a economia e a política, sem que saibamos onde é o lugar dos cidadãos, afirma o filósofo francês Etienne Balibar. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 23 Nov 2011 17:35:02 +0100</pubDate><guid>1205431</guid></item>
<item><title>Quem teme a Alemanha? / 1 | O mito da disciplina germânica (Der Spiegel, Hamburgo)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1195071-o-mito-da-disciplina-germanica</link><description><![CDATA[Berlim revela estabilidade em plena crise – e os mercados financeiros mostram-se confiantes. No entanto, o país não respeita os critérios de disciplina orçamental. Uma atitude simultaneamente arrogante e perigosa. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 21 Nov 2011 15:34:09 +0100</pubDate><guid>1195071</guid></item>
<item><title>Mariano Rajoy não terá tempo para celebrar a vitória</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/press-review/1194891-mariano-rajoy-nao-tera-tempo-para-celebrar-vitoria</link><description><![CDATA[<div class="extract"><div class="intror"><div><a target="_self" href="http://www.elpais.com/articulo/opinion/futuro/Espana/admite/demoras/elpepiopi/20111121elpepiopi_1/Tes">Para o di&aacute;rio de centro-esquerda <em>El Pa&iacute;s</em></a>, &ldquo;A crise d&aacute; todo o poder a Rajoy&rdquo;, e agora o futuro do pa&iacute;s &ldquo;n&atilde;o permite demoras&rdquo;, titula o editorial:</div></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/pais-21112011-100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Na véspera das eleições, a economia espanhola precipitou-se na zona de resgate juntamente com a italiana. É razão mais do que suficiente para que, hoje, segunda-feira, antes do regresso da dúvida sobre as dívidas soberanas europeias, o primeiro-ministro em exercício, Rodríguez Zapatero, e o eleito, Mariano Rajoy, façam um gesto conjunto e inequívoco para expressar contundentemente que Espanha está em condições de adotar, sem solução de continuidade, todas as decisões económicas necessárias. […] Uma rápida deterioração do capital político que lhe foi concedido pelos eleitores não é apenas uma perspetiva inquietante para o PP, mas também para todo o país, que enfrenta uma crise de que não sairá sem sacrifícios. Durante a campanha, Rajoy evitou especificá-los, pondo o acento nas virtudes que supostamente provocaria uma simples mudança de líderes. A gravidade da situação económica exige que abandone as ambiguidades, que revele o quanto antes o seu programa de governo e que apresente a equipa que o levará a cabo.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><div>O di&aacute;rio conservador <em>El Mundo</em> <a target="_self" href="http://quiosco.elmundo.orbyt.es/ModoTexto/paginaNoticia.aspx?id=7501092&amp;tipo=1&amp;sec=El%20Mundo&amp;fecha=21_11_2011&amp;pla=pla_562_Madrid">sublinha</a> a esmagadora vit&oacute;ria de Rajoy e a derrota de Rubalcaba:<span><br />
</span></div></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/Mundo-21112011-100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">O líder do PP terá um poder sem precedentes na história da nossa democracia, já que a estes 186 lugares no Congresso soma o governo de quase todas as comunidades autónomas e uma ampla maioria nos municípios. Noutras circunstâncias, esta acumulação de poder poderia ser perigosa, mas uma crise como esta exige um Governo que tenha as mãos livres para tomar decisões […] Rajoy vai ter de adotar medidas impopulares […], assumindo que terá de enfrentar a curto prazo um grande desgaste político por levar a cabo as reformas de que o país precisa e que Zapatero não se atreveu a fazer […] O PSOE foi duramente castigado pelos eleitores, teve o pior resultado da história da nossa democracia. Não há dúvida de que os eleitores castigaram o PSOE por causa da péssima gestão da economia feito por Zapatero e pela sua equipa, mas a péssima campanha do candidato, baseada exclusivamente na mensagem de medo do PP, também pesou na derrota socialista […] O facto de 71% dos cidadãos ter votado é um triunfo da democracia numa altura em que um setor da sociedade espanhola sente um frustrante desapego para com a classe política e as instituições. Ninguém poderá dizer com autoridade que ‘não nos representam’.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><div>O di&aacute;rio catal&atilde;o <a target="_self" href="http://www.lavanguardia.com/opinion/editorial/20111121/54239149051/el-otro-reto-de-rajoy.html"><em>La Vanguardia </em>destaca</a> o &ldquo;m&eacute;rito&rdquo; de Mariano Rajoy na vit&oacute;ria do PP, j&aacute; que<span><br />
</span></div></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/Vanguardia-21112011-100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">nos últimos quatro anos conseguiu centrar o partido e atrair aqueles segmentos de eleitores que se sentiram dececionados com o Governo socialista […] devolvendo o PP às posições moderadas a partir das quais pode conquistar o centro político. Esse foi o principal mérito de Rajoy.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><div>O di&aacute;rio conservador <span id="internal-source-marker_0.5007040004711598"><span><a href="http://www.abc.es" target="_self"><em>ABC</em></a></span></span> chama a aten&ccedil;&atilde;o para a urg&ecirc;ncia que o momento exige:<span id="internal-source-marker_0.5007040004711598"><span><br />
</span></span></div></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/ABC-21112011-100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Hoje mesmo deve começar uma transição diligente, exemplar e completa, com a participação direta do PP nas decisões que o Governo em funções de Rodríguez Zapatero tem de tomar sobre assuntos económicos, incluindo a presença nas reuniões convocadas pela União Europeia. A mudança que ontem começou deve notar-se quanto antes.</p></div> (Revista de imprensa)]]></description><pubDate>Mon, 21 Nov 2011 14:12:56 +0100</pubDate><guid>1194891</guid></item>
<item><title>Espanha | Uma eleição para nada (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1185931-uma-eleicao-para-nada</link><description><![CDATA[O Partido Popular (de direita), de Mariano Rajoy, está indicado como o vencedor das eleições gerais espanholas, a 20 de novembro, e irá aplicar mais medidas de austeridade. Mas, enquanto a Alemanha não assumir as suas responsabilidades a nível europeu, o novo Governo será incapaz de resolver a crise do país. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 18 Nov 2011 15:55:15 +0100</pubDate><guid>1185931</guid></item>
</channel></rss>
