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            <channel><title>Presseurop | <![CDATA[Política]]></title>
                <link>http://www.presseurop.eu/pt</link>
                <description>O melhor da imprensa europeia em 10 línguas</description>
                <language>pt</language><item><title>Grécia | O lamento dos patrões (Le Monde, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/2071131-o-lamento-dos-patroes</link><description><![CDATA[Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 28 May 2012 16:59:24 +0100</pubDate><guid>2071131</guid></item>
<item><title>Instituições da UE | A nova aristocracia de Bruxelas</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/2070551-nova-aristocracia-de-bruxelas</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Onde &eacute; que os &lsquo;eurozjady&rsquo; (um neologismo polaco para &ldquo;europeu&rdquo; e &ldquo;parasita&rdquo;) nos v&atilde;o levar?&rdquo;, <a target="_self" href="http://www.rp.pl/artykul/616482,882724-Nowa-brukselska-arystokracja.html">pergunta o seman&aacute;rio conservador <em>Uważam Rze</em></a> referindo-se &agrave; &ldquo;casta&rdquo; de funcion&aacute;rios das institui&ccedil;&otilde;es da UE. N&atilde;o s&oacute; vivem na abund&acirc;ncia &ndash; sal&aacute;rios extraordinariamente altos, ajudas de custo, subs&iacute;dios e cl&aacute;usulas compensat&oacute;rias milion&aacute;rias, como afirmam faz&ecirc;-lo &ldquo;para o bem de todos n&oacute;s, europeus&rdquo;.</p>
<blockquote><p>Nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, os burocratas que ocupam Bruxelas constru&iacute;ram um ninho bonito, quente e aconchegante onde vivem principescamente e sem stresses. Um funcion&aacute;rio europeu disse mesmo: &ldquo;Nunca houve uma depress&atilde;o em Bruxelas&rdquo;.</p>
</blockquote>
<p>Para al&eacute;m dos muitos privil&eacute;gios e pr&eacute;mios, os eurocratas tamb&eacute;m est&atilde;o protegidos por uma &ldquo;imunidade blindada&rdquo; inclu&iacute;da nos tratados da UE (e por isso mesmo irrevog&aacute;vel, j&aacute; que qualquer altera&ccedil;&atilde;o implicaria a renegocia&ccedil;&atilde;o dos tratados) que lhes garante imunidade n&atilde;o s&oacute; enquanto ocupam o cargo na UE mas tamb&eacute;m depois de o deixarem de exercer.</p>
<blockquote><p>Esses sortudos que s&atilde;o funcion&aacute;rios da UE n&atilde;o t&ecirc;m de temer a pobreza. A UE gasta dinheiro com grande liberalidade, sem se preocupar com os custos ou com a opini&atilde;o p&uacute;blica.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 28 May 2012 15:19:28 +0100</pubDate><guid>2070551</guid></item>
<item><title>Retrato | Será Alexis Tsipras um perigo para a Europa? (Der Freitag, Berlim)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/2058091-sera-alexis-tsipras-um-perigo-para-europa</link><description><![CDATA[Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 25 May 2012 17:41:39 +0100</pubDate><guid>2058091</guid></item>
<item><title>Zona euro | "Chegou ao fim a hegemonia alemã" (To Vima, Atenas)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/2050041-chegou-ao-fim-hegemonia-alema</link><description><![CDATA[Com a nova orientação, impulsionada por Paris, o equilíbrio interno de poder na União Europeia torna-se desfavorável a Berlim e ao rigor defendido pela Alemanha. Essas circunstâncias permitem aos gregos vislumbrar uma luz ao fundo do túnel e recuperar a esperança, congratulam-se em Atenas. (Article)]]></description><pubDate>Thu, 24 May 2012 16:31:24 +0100</pubDate><guid>2050041</guid></item>
<item><title>UE-Líbia | Serviços de Catherine Ashton suspeitos de favoritismo</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/2042181-servicos-de-catherine-ashton-suspeitos-de-favoritismo</link><description><![CDATA[<p><a target="_self" href="http://www.rue89.com/2012/05/22/europe-catherine-ashton-chef-de-la-diplomatie-soupconnee-de-favoritisme-232348">Segundo o <em>Rue89</em></a>, o Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) ir&aacute; abrir em breve um inqu&eacute;rito sobre as &quot;condi&ccedil;&otilde;es de adjudica&ccedil;&atilde;o, pela UE, de um importante contrato na L&iacute;bia a uma empresa brit&acirc;nica n&atilde;o autorizada a operar naquele pa&iacute;s&rdquo;.</p>
<p>O caso, j&aacute; <a target="_self" href="http://euobserver.com/18/116152">referido</a> pelo <em>EUobserver</em>, envolve a empresa brit&acirc;nica G4S-UK, &agrave; qual, contra todas as expectativas, foi adjudicado um contrato de dez milh&otilde;es de euros com o Servi&ccedil;o Europeu para a A&ccedil;&atilde;o Externa (SEAE) referente &agrave; prote&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es da Uni&atilde;o na L&iacute;bia, apesar de, sublinha o Rue89, aquela empresa n&atilde;o ter, &quot;at&eacute; agora, nenhum contrato de seguran&ccedil;a de qualquer delega&ccedil;&atilde;o europeia&quot;, ao contr&aacute;rio do que acontece com outras empresas que participaram no concurso, a Argus da Hungria e a canadiana Garda World.</p>
<p>Para este site de not&iacute;cias franc&ecirc;s, o caso coloca um problema de conflito de interesses no SEAE, dirigido pela brit&acirc;nica Cathernine Asthon:</p>
<blockquote><p>Alguns [&hellip;] suspeitam que a Gr&atilde;-Bretanha utiliza indevidamente a sua influ&ecirc;ncia no seio do SEAE para favorecer as suas principais empresas militares privadas.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Wed, 23 May 2012 15:13:44 +0100</pubDate><guid>2042181</guid></item>
<item><title>Zona euro | Chegou a hora da verdade (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/2037891-chegou-hora-da-verdade</link><description><![CDATA[Deixar a Grécia sair do euro? Salvar os bancos espanhóis? Continuar a insistir na austeridade ou dar uma oportunidade ao crescimento? Questões a que os líderes da zona euro têm de responder durante a cimeira extraordinária marcada para 23 de maio, se querem que os europeus continuem a confiar no projeto comum. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 23 May 2012 12:48:18 +0100</pubDate><guid>2037891</guid></item>
<item><title>Sérvia | Os eleitores viram costas a Tadić</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/press-review/2027831-os-eleitores-viram-costas-tadic</link><description><![CDATA[<p>Eleito <a target="_self" href="http://www.b92.net/info/izbori2012/rezultati-glasanja-drugi-krug.php">com 49,5% dos votos</a>, Nikolić p&otilde;e fim a dez anos de poder dos reformadores. Este antigo colaborador do ultranacionalista Vojislav Seselj, que est&aacute; atualmente a ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugosl&aacute;via, tem, no entanto, dado garantias de compromisso pr&oacute;-europeu.</p><div class="extract"><div class="intror"><p dir="ltr">&ldquo;Nikolić ganhou&rdquo;, titula sobriamente o <em>Danas</em>, no dia seguinte &agrave; vota&ccedil;&atilde;o. Ainda sob o efeito da surpresa, o di&aacute;rio de Belgrado <a target="_self" href="http://www.danas.rs/danasrs/dijalog/sebi_u_nasledje.46.html?news_id=240532">p&otilde;e o acento</a> na primeira declara&ccedil;&atilde;o de Nikolić:<span><br />
</span></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120521danas_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">A minha eleição é a prova da justiça divina.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>O <em>Politika</em> titula, com igual sobriedade, &ldquo;Tomislav Nikolić presidente&rdquo;, sublinhando a grande absten&ccedil;&atilde;o (cerca de 50% dos eleitores n&atilde;o votaram) bem como o elevado n&uacute;mero de votos nulos (3%). O jornal de Belgrado <a target="_self" href="http://politika.rs/vesti/najnovije-vesti/Analiticati-Novu-vlast/index.1.sr">considera</a> que</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120521politika_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">os resultados das eleições demonstram que os sérvios votaram mais contra Tadić do que em Nikolić, sublinhando que o novo poder deverá, muito provavelmente, ter de enfrentar a coabitação [com uma maioria parlamentar oposta] o que vai complicar a formação de um novo governo.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p dir="ltr">O <em>Blić</em>, faz um t&iacute;tulo ir&oacute;nico com o &ldquo;Presidente diplomado&rdquo;, por causa da licenciatura em Economia que o novo Presidente fez numa universidade privada em condi&ccedil;&otilde;es duvidosas, retoma a an&aacute;lise feita por Ivica Dacić, l&iacute;der do Partido Socialista S&eacute;rvio, tido como futuro primeiro-ministro, ap&oacute;s as <a href="/fr/content/cartoon/1960901-un-spectre-sur-belgrade"><span>elei&ccedil;&otilde;es legislativas de 6 de maio</span></a>, que anunciou que<span><br />
</span></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120521blic_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">a eleição de Nikolić criou um novo cenário na paisagem política sérvia.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p dir="ltr">O portal <em>e-Novine</em>, por seu lado, <a target="_self" href="http://www.e-novine.com/stav/64972-Graani-rekli-diktaturi.html">entende</a> que a vit&oacute;ria de Nikolić represente uma s&atilde; bofetada na cara da sociedade s&eacute;rvia e que &eacute; preciso procurar as raz&otilde;es da derrota de Tadić na aus&ecirc;ncia de resultados concretos de quatro anos do seu governo:</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120521enovine_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">A arrogância de Tadić, a concentração de poderes, os media subservientes (Blic, Kurir, B92), bem como a tentativa de agarrar, pela terceira vez, o mandato presidencial, contrariando as regras democráticas e a Constituição, produziram um efeito contrário.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p dir="ltr">Os vizinhos croatas falam destas elei&ccedil;&otilde;es num tom muito diferente. O <em>Jutarnji list</em> titula um &ldquo;terremoto pol&iacute;tico na S&eacute;rvia, antigo radical eleito Presidente&rdquo;. O di&aacute;rio de Zagreb <a target="_self" href="http://www.jutarnji.hr/bivsi-radikal-tomislav-nikolic-novi-srpski-predsjednik--s-hrvatskom-zelim-dobar-odnos/1029462/">sublinha</a>:</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/120521jl_1.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Os sérvios optaram pela mudança que, a acreditar nas primeiras declarações de  Nikolić, não põem em causa a via pró-europeia. No entanto, as suas declarações contraditórias e a volatilidade das suas convicções políticas deixam algumas dúvidas.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>A acreditar na mensagem de felicita&ccedil;&otilde;es de Bruxelas, enviada ao novo Presidente s&eacute;rvio&hellip; tr&ecirc;s horas antes do fecho das urnas, aparentemente, a UE tamb&eacute;m n&atilde;o tem medo de Nikolić, ironiza o di&aacute;rio croata. Quanto &agrave; pol&iacute;tica para a regi&atilde;o, o <em>Jutarnji list</em> escreve que a chegada de Nikolić ao poder n&atilde;o tem, for&ccedil;osamente, de resultar numa deteriora&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es com a Cro&aacute;cia, porque</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/logo-jutarnjilist_6.png" alt="" class="iquote" /><p class="quote">ele renunciou à ideia da Grande Sérvia, de que era adepto na época em que era próximo de Seselj.</p></div> (Revista de imprensa)]]></description><pubDate>Mon, 21 May 2012 18:22:28 +0100</pubDate><guid>2027831</guid></item>
<item><title>França | A Europa a cargo dos eurocéticos</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/2009171-europa-cargo-dos-euroceticos</link><description><![CDATA[<p>Os novos ministros franceses dos Neg&oacute;cios Estrangeiros e dos Assuntos Europeus, Laurent Fabius e Bernard Cazeneuve, t&ecirc;m um ponto em comum. Em 2005, votaram contra no referendo sobre a Constitui&ccedil;&atilde;o Europeia , assim como, em 2008, por altura da ratifica&ccedil;&atilde;o do Tratado de Lisboa.</p>
<p>No entanto, segundo o Monde, os parceiros europeus de Paris n&atilde;o devem &ldquo;concluir que a pol&iacute;tica externa de Fran&ccedil;ois Hollande ter&aacute; uma tend&ecirc;ncia um tanto antieuropeia. Isso seria um erro&rdquo;, <a href="http://www.lemonde.fr/a-la-une/article/2012/05/17/laurent-fabius-en-europeen-paradoxal_1703072_3208.html" target="_self">estima</a> <em>Le Monde</em>. Este jornal di&aacute;rio real&ccedil;a &ldquo;uma realidade pol&iacute;tica incontorn&aacute;vel&rdquo;:</p>
<blockquote><p>Os franceses est&atilde;o a perder a confian&ccedil;a na Europa. Enfraquecidos, est&atilde;o com um temperamento euroc&eacute;tico, como se atribu&iacute;ssem ao projeto de integra&ccedil;&atilde;o europeia todos os males do liberalismo econ&oacute;mico. &Eacute; &oacute;bvio que a Europa &eacute; um grande mercado. &Eacute; esse um dos seus pontos fortes, o segredo do seu poder de atra&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m o motor da sua competitividade. Mas tamb&eacute;m deve ser um projeto pol&iacute;tico, um projeto de civiliza&ccedil;&atilde;o. Fabius poderia estar numa posi&ccedil;&atilde;o privilegiada para ser o porta-voz desta Europa.</p>
</blockquote>
<p>O <em>Lib&eacute;ration</em>, que recorda que Fabius e Cazeneuve &ldquo;s&atilde;o os &uacute;nicos euroc&eacute;ticos do governo&rdquo;, <a href="http://www.liberation.fr/monde/2012/05/17/vu-de-bruxelles-un-gouvernement-hybride_819556" target="_self">sublinha</a> que, de qualquer forma,<em> </em></p>
<p></p>
<blockquote><p>Fran&ccedil;ois Hollande deu-lhes cargos em que, na realidade, n&atilde;o ter&atilde;o qualquer influ&ecirc;ncia nos assuntos europeus. Na verdade, esses cargos s&atilde;o geridos pelo Eliseu, fazendo parte do &ldquo;dom&iacute;nio exclusivo&rdquo; do chefe de Estado.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Fri, 18 May 2012 14:44:32 +0100</pubDate><guid>2009171</guid></item>
<item><title>Grécia | Novas eleições, novos perigos</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1996481-novas-eleicoes-novos-perigos</link><description><![CDATA[<p>Ap&oacute;s nove dias de conversa&ccedil;&otilde;es, os partidos gregos n&atilde;o conseguiram chegar a acordo para formarem governo. Por isso, haver&aacute; novamente elei&ccedil;&otilde;es a 17 a junho, que ser&atilde;o organizadas por um gabinete de transi&ccedil;&atilde;o liderado pelo presidente do Conselho de Estado, Panayiotis Pikramenos.</p>
<p>&ldquo;Com este escrut&iacute;nio, o pa&iacute;s est&aacute; em perigo&rdquo;, inquieta-se o jornal <em>I Kathimerini</em>. O di&aacute;rio escreve, no entanto, que apesar de se refor&ccedil;ar a hip&oacute;tese de abandono da moeda &uacute;nica, &ldquo;Merkel e Hollande querem que a Gr&eacute;cia se mantenha na zona euro&rdquo;. </p>
<p>&ldquo;Ficam provadas as previs&otilde;es das cassandras internacionais&rdquo;, <a target="_self" href="http://www.ethnos.gr/article.asp?catid=22786&amp;subid=2&amp;pubid=63657543">lamenta</a> <em>To Ethnos</em>, num artigo com o t&iacute;tulo &ldquo;Elei&ccedil;&otilde;es em campo minado&rdquo;. &ldquo;O pa&iacute;s est&aacute; num impasse. Agora, &eacute; preciso que os partidos deem respostas claras aos problemas do pa&iacute;s&rdquo; que s&atilde;o, especialmente, uma recess&atilde;o de 6,2% no primeiro trimestre do ano e uma taxa de desemprego de 21%.</p>
<p>Para <em><a target="_self" href="http://www.tovima.gr/opinions/article/?aid=457879&amp;h1=true">To Vima</a></em>, estas novas elei&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o</p>
<blockquote><p>um referendo de Antonis [Samaras, o l&iacute;der da Nova Democracia, de direita] contra Alexis [Tsipras, o l&iacute;der do Syriza, a coliga&ccedil;&atilde;o de esquerda radical], da direita contra a Coliga&ccedil;&atilde;o de esquerda radical, dos pr&oacute;-europe&iacute;stas contra os outros.</p>
</blockquote>
<p>No entanto, espera <em><a target="_self" href="http://www.tanea.gr/gnomes/?aid=4720862 ">Ta Nea</a></em>, esta crise pol&iacute;tica</p>
<blockquote><p>&eacute; uma oportunidade para fazer renascer e refundar a social-democracia. Os dois partidos tradicionais [a Nova Democracia e os socialistas do Pasok] t&ecirc;m de saber tirar li&ccedil;&otilde;es do seu falhan&ccedil;o.<em></em></p>
<p></p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Wed, 16 May 2012 16:55:33 +0100</pubDate><guid>1996481</guid></item>
<item><title>França-Alemanha | Hollande-Merkel condenados ao sucesso</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1988881-hollande-merkel-condenados-ao-sucesso</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Merkel-Hollande: reinventar a Europa&rdquo;: a polit&oacute;loga Anne-Marie Le Gloannec <a target="_self" href="http://www.lefigaro.fr/mon-figaro/2012/05/13/10001-20120513ARTFIG00124-merkel-hollande-reinventer-l-europe.php">resume, assim, num artigo no jornal <em>Le Figaro</em></a>, o desafio do novo Presidente franc&ecirc;s e da chanceler alem&atilde;, que dever&atilde;o encontrar-se em Berlim, pela primeira vez, a 15 de maio. Mas &ldquo;subsistem muitas inc&oacute;gnitas e as nuvens acumulam-se&rdquo;:</p>
<blockquote><p>As inc&oacute;gnitas dizem respeito &agrave; vontade do novo Presidente quanto &agrave;  redu&ccedil;&atilde;o de despesas [&hellip;] Dizem respeito, tamb&eacute;m, &agrave; capacidade de Fran&ccedil;ois  Hollande de renunciar &agrave;s euro-obriga&ccedil;&otilde;es e a modificar o papel do BCE.</p>
</blockquote>
<p>No entanto, contrap&otilde;e Anne-Marie Le Gloannec, &ldquo;os compromissos parecem  prov&aacute;veis: o tratado [o pacto or&ccedil;amental] n&atilde;o ser&aacute; renegociado mas  tratar-se-&aacute;, sobretudo, de chegar a acordo sobre um pacto de crescimento  estrutural de que Fran&ccedil;ois Hollande j&aacute; esbo&ccedil;ou as grandes linhas, tanto  para a Europa como para Fran&ccedil;a&rdquo;.</p>
<p>&ldquo;Tudo reaproximar&aacute;&rdquo; os dois l&iacute;deres, garante tamb&eacute;m <em><a href="http://www.la-croix.com/Debats/Opinions/Editos/Le-voyage-a-Berlin.-Par-Francois-Ernenwein-_EP_-2012-05-14-806247" target="_self">La Croix</a></em>: </p>
<blockquote><p>Os princ&iacute;pios acima de tudo. Numa Europa unida, nada ser&aacute; poss&iacute;vel se a Fran&ccedil;a e a Alemanha n&atilde;o se entenderem. O pragmatismo, tamb&eacute;m. [&hellip;] A crise pol&iacute;tica na Gr&eacute;cia obriga a que n&atilde;o nos percamos em querelas de princ&iacute;pio. Um pouco de realismo, enfim, tirado da vida interior de cada um dos pa&iacute;ses.</p>
</blockquote>
<p>Na Alemanha, o <a href="http://www.sueddeutsche.de/politik/erstes-treffen-von-merkel-und-hollande-merkels-neue-chance-heisst-hollande-1.1356612" target="_self"><em>S&uuml;ddeutschte Zeitung</em> pergunta</a>:</p>
<blockquote><p>&Eacute; o fim da dupla franco-alem&atilde;? N&atilde;o! Hollande vai moderar-se, Merkel vai agir. [&hellip;] Fran&ccedil;ois Hollande n&atilde;o tem a vis&atilde;o que levaria a pensar em Napole&atilde;o ou Mitterrand.</p>
</blockquote>
<p>Num artigo de opini&atilde;o, o di&aacute;rio escreve que Fran&ccedil;ois Hollande &eacute; </p>
<blockquote><p>uma nova oportunidade para Merkel. Entrar&atilde;o na hist&oacute;ria com os dois l&iacute;deres que mantiveram o euro ou como a dupla que organizou a sua liquida&ccedil;&atilde;o. Est&atilde;o condenados ao sucesso logo desde o primeiro encontro. Esta press&atilde;o pode trazer esperan&ccedil;a a toda a Europa.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 15 May 2012 15:06:10 +0100</pubDate><guid>1988881</guid></item>
<item><title>Grécia | A comédia do poder (To Ethnos, Atenas)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1983101-comedia-do-poder</link><description><![CDATA[Os gregos – e também toda a UE – aguardam que os dirigentes dos três principais partidos cheguem a acordo para formar governo e evitar eleições, que poderiam agravar a crise. Mas, para já, esses partidos parecem mais preocupados em garantir o seu futuro político. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 14 May 2012 17:16:16 +0100</pubDate><guid>1983101</guid></item>
<item><title>Alemanha-França | Desastre eleitoral de Merkel, boas notícias para Hollande</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1982921-desastre-eleitoral-de-merkel-boas-noticias-para-hollande</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Triunfo do SPD na Ren&acirc;nia do Norte-Vestef&aacute;lia &ndash; Desastre da CDU&rdquo;: &eacute; o resumo que o <em>Frankfurter Allgemeine Zeitung</em> faz do resultado das <a target="_self" href="http://www.wahlergebnisse.nrw.de/landtagswahlen/2012/aktuell/dateien/a000lw1200.html">elei&ccedil;&otilde;es locais de 13 de maio</a> no estado federado mais populoso do pa&iacute;s, que viu o partido de Angela Merkel, liderado pelo ministro do Ambiente, Norbert R&ouml;ttgen, perder mais de 8% dos votos, ao mesmo tempo que a oposi&ccedil;&atilde;o social-democrata, os Verdes e o partido Pirata foram os grandes vencedores. As elei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o o &uacute;ltimo de uma s&eacute;rie de infort&uacute;nios para a chanceler, que acumula derrotas eleitorais desde que a crise estalou na Europa.</p>
<p>Para o di&aacute;rio de Frankfurt,</p>
<blockquote><p>o tema de redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida, que j&aacute; tinha estado no centro da campanha falhada da CDU nas elei&ccedil;&otilde;es <a href="/pt/content/news-brief/1939781-nova-bofetada-eleitoral-para-angela-merkel">regionais</a> do estado federado de Schleswig Holstein, n&atilde;o &eacute; mobilizador porque soa a nada. O ministro do Ambiente personificou esta contradi&ccedil;&atilde;o: temos de poupar, poupar, poupar, dizia ele, enquanto procedia a uma modifica&ccedil;&atilde;o do paradigma energ&eacute;tico extremamente onerosa. Para al&eacute;m disso, era contradit&oacute;rio falar de &ldquo;condi&ccedil;&otilde;es gregas&rdquo; e constatar, ao mesmo tempo, que a Alemanha s&oacute; agora &eacute; que come&ccedil;ou a estar melhor. E, finalmente, &eacute; contradit&oacute;rio que a CDU se comporte como se os eleitores tivessem um endividamento suficiente, ao passo que os franceses e os gregos parecem vindos de outro planeta.</p>
</blockquote>
<p>Em Fran&ccedil;a, precisamente, <a href="http://www.lemonde.fr/" target="_blank"><em>Le Monde</em></a> estima que os resultados das elei&ccedil;&otilde;es alem&atilde;s &ldquo;s&atilde;o, simultaneamente, uma m&aacute; not&iacute;cia para a chanceler alem&atilde; e uma boa not&iacute;cia para Fran&ccedil;ois Hollande, com encontro marcado para dia 14 de maio em Berlim, assim que assumir as suas novas fun&ccedil;&otilde;es&rdquo;.</p>
<blockquote><p>Fran&ccedil;ois Hollande fez, nestas &uacute;ltimas semanas, de porta-voz europeu de uma estrat&eacute;gia de relan&ccedil;amento do crescimento para sair da crise do euro, ao passo que Angela Merkel d&aacute; prioridade ao saneamento or&ccedil;amental, que servir&aacute;, a seus olhos, para garantir um &ldquo;crescimento sustent&aacute;vel&rdquo;. A vit&oacute;ria de Fran&ccedil;ois Hollande e das ideias por ele defendidas suscitou uma expectativa consider&aacute;vel nos pa&iacute;ses da UE, confrontados com a crise da d&iacute;vida, e nas fileiras do SPD al&eacute;m-Reno. Angela Merkel tem no&ccedil;&atilde;o disso e a humilha&ccedil;&atilde;o eleitoral de domingo &eacute; mais um incentivo para que esque&ccedil;a a quest&atilde;o do leste em rela&ccedil;&atilde;o ao pacto de crescimento.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 14 May 2012 16:23:39 +0100</pubDate><guid>1982921</guid></item>
<item><title>Zona euro | Incêndio grego reacende-se (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1969141-incendio-grego-reacende-se</link><description><![CDATA[A saída da Grécia da zona euro é mais uma vez referida por causa da crise política em Atenas. Mas esse cenário é ainda mais perigoso hoje, numa altura em que Espanha está mais vulnerável. E as consequências seriam geopolíticas, para além de económicas. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 11 May 2012 18:14:53 +0100</pubDate><guid>1969141</guid></item>
<item><title>Parlamento Europeu | Três agências europeias chamadas à razão</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1968941-tres-agencias-europeias-chamadas-razao</link><description><![CDATA[<p>No dia 10 de maio, o Parlamento Europeu votou &quot;o adiamento das quita&ccedil;&otilde;es or&ccedil;amentais de tr&ecirc;s ag&ecirc;ncias&rdquo; comunit&aacute;rias, relata o <a target="_self" href="http://www.europeanvoice.com/article/2012/may/meps-warn-three-agencies-over-irregularities/74326.aspx"><em>European Voice</em></a>. Isto significa que os deputados europeus <a href="http://www.europarl.europa.eu/news/pt/pressroom/content/20120508IPR44653/html/EP-approves-accounts-for-lion%27s-share-of-EU-spending-in-2010" target="_self">recusaram</a> aprovar a gest&atilde;o destas institui&ccedil;&otilde;es durante 2010. As ag&ecirc;ncias visadas s&atilde;o a <a href="http://www.efsa.europa.eu/fr/" target="_self">Autoridade Europeia da Seguran&ccedil;a dos Alimentos</a> (EFSA), a <a href="http://www.ema.europa.eu/ema/" target="_self">Ag&ecirc;ncia Europeia do Medicamento</a> (EMA) e a <a href="http://www.eea.europa.eu/pt" target="_self">Ag&ecirc;ncia Europeia do Ambiente</a> (EEA). Segundo o seman&aacute;rio, as tr&ecirc;s ag&ecirc;ncias foram confrontadas com &quot;alega&ccedil;&otilde;es de conflito de interesses e outras irregularidades&quot; como despesas exageradas mal justificadas.</p>
<p>O <em>European Voice</em> comenta que este voto do plen&aacute;rio acontece dois dias depois da demiss&atilde;o da presidente da EFSA. Diana Banati abandona o cargo para</p>
<blockquote><p>ingressar no International Life Science Institute (ILSI), um grupo de  investiga&ccedil;&atilde;o. O Parlamento solicitou aos comiss&aacute;rios respons&aacute;veis pelo  controlo das contas europeias um inqu&eacute;rito sobre potenciais conflitos de  interesses no seio da EFSA, visando, nomeadamente, as liga&ccedil;&otilde;es entre  Diana Banati e a ind&uacute;stria agroalimentar.</p>
</blockquote>
<p>A decis&atilde;o do Parlamento foi saudada por Monica-Lisa Macovei (Partido  popular europeu), a respons&aacute;vel parlamentar pelo relat&oacute;rio sobre o  exerc&iacute;cio financeiro de 2010, que se tem <a href="/pt/content/news-brief/11941-quem-tem-medo-de-monica-macovei">distinguido</a> frequentemente pela  sua luta contra a corrup&ccedil;&atilde;o. &quot;A transpar&ecirc;ncia e a boa gest&atilde;o dos  conflitos de interesses tornaram-se vitais para uma governan&ccedil;a capaz e  para os cidad&atilde;os. Devem passar a ser crit&eacute;rios importantes no processo  de quita&ccedil;&atilde;o em todas as institui&ccedil;&otilde;es europeias&rdquo;, <a href="http://www.romanialibera.ro/actualitate/europa/regulile-anticoruptie-propuse-de-monica-macovei-aprobate-de-parlamentul-european-263572.html" target="_self">declarou ao <em>Rom&acirc;nia  liberă</em></a>.</p>
<p>O <em>European Voice</em> real&ccedil;a ainda que, agora, &quot;as tr&ecirc;s ag&ecirc;ncias ter&atilde;o at&eacute;  setembro para justificarem cabalmente as suas despesas de 2010, e a  vota&ccedil;&atilde;o no Parlamento ser&aacute;, o mais tardar, no outono, para aprovar ou  rejeitar as suas contas&rdquo;.</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Fri, 11 May 2012 17:34:26 +0100</pubDate><guid>1968941</guid></item>
<item><title>Itália | Beppe Grillo, o histrião antipolítica</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1968151-beppe-grillo-o-histriao-antipolitica</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;O sistema est&aacute; em vias de se decompor&rdquo;, <a target="_self" href="http://espresso.repubblica.it/dettaglio/ma-i-partiti-lhanno-capita/2180496">adverte</a> <em>L&rsquo;Espresso</em>, depois da <a target="_self" href="http://www.repubblica.it/static/speciale/2012/elezioni/comunali/index.html?ref=HREC1-8">primeira volta das elei&ccedil;&otilde;es municipais parciais de 6 e 7 de maio</a>. Os partidos de direita, que ganharam as &uacute;ltimas legislativas (em 2008), afundaram-se e os candidatos da Liga do Norte e do Povo da Liberdade nem sequer conseguiram ser eleitos em muitas cidades. Mas n&atilde;o &eacute; o centro-esquerda que ganha com isto: este voto de protesto beneficiou, sobretudo, o <a target="_self" href="http://www.beppegrillo.it/movimento/">Movimento 5 Estrelas</a> de Beppe Grillo. Ao obter mais de 10% dos votos em muitas cidades, o fen&oacute;meno pol&iacute;tico do momento pode ter v&aacute;rias c&acirc;maras municipais.</p>
<p>Antigo humorista c&eacute;lebre pelas suas pol&eacute;micas e animador de um <a target="_self" href="http://www.beppegrillo.it/">blogue</a>, muito seguido, Grillo, de 64 anos, fundou o seu partido em 2009, com uma onda&nbsp; espet&aacute;culos-com&iacute;cios nos quais denunciava v&aacute;rios esc&acirc;ndalos pol&iacute;tico-financeiros, bem como os v&iacute;cios da &ldquo;casta&rdquo;, como &eacute; apelidada a classe dirigente italiana. L`Espresso sublinha que</p>
<blockquote><p>Como todos os movimentos de protesto, tamb&eacute;m o de Grillo tr&aacute;s consigo um vento de renova&ccedil;&atilde;o ben&eacute;fico (...) mas interpreta igualmente o esp&iacute;rito demag&oacute;gico dos que sonham com fazer cair Mario Monti, o seu Governo, os seus impostos e a sua austeridade sem crescimento. </p>
</blockquote>
<p>O <em>Corriere della Sera</em> tamb&eacute;m <a target="_self" href="http://www.corriere.it/politica/12_maggio_11/grillo-stella-uomo-qualunque_98ef9e0c-9b26-11e1-81bc-34fceaba092f.shtml">faz eco do assunto</a>:</p>
<blockquote><p>Efetivamente, Grillo &eacute; um histri&atilde;o que, nas suas tiradas torrenciais titila igualmente os sentimentos antissistema e antipol&iacute;ticos [&hellip;] Mas o seu programa est&aacute; cheio de propostas: da gest&atilde;o de res&iacute;duos &agrave; recusa do crescimento f&aacute;cil &agrave; custa do imobili&aacute;rios, da transpar&ecirc;ncia da administra&ccedil;&atilde;o &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet ao n&iacute;vel de um pa&iacute;s ocidental.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Fri, 11 May 2012 16:17:56 +0100</pubDate><guid>1968151</guid></item>
<item><title>Alemanha | Angela Merkel saberá sair a tempo?</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1960801-angela-merkel-sabera-sair-tempo</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;Quanto tempo mais?&rdquo;, pergunta <a target="_self" href="http://www.zeit.de/index"><em>Die Zeit</em></a>, sobre a fotografia de uma Angela Merkel que j&aacute; n&atilde;o tem muitos amigos na Europa e que se prepara para sofrer mais um rev&eacute;s eleitoral nas elei&ccedil;&otilde;es da Ren&acirc;nia do Norte-Vestef&aacute;lia, a 13 de maio. Partindo da ideia de que quase todos os chanceleres alem&atilde;es se retiraram demasiado tarde, o redator principal Bernd Ulrich faz o balan&ccedil;o dos anos Merkel.</p>
<p>Simples e sem a experi&ecirc;ncia dos belos discursos, esta protestante nascida na RDA acabou por cair nas boas gra&ccedil;as de todos os alem&atilde;es, sobretudo os do ocidente, de quem ela pensava serem &ldquo;mimados, um pouco frouxos e pregui&ccedil;osos&rdquo;. Estes, por seu lado, &ldquo;merkalizaram-se&rdquo; votando um verdadeiro culto &agrave;s suas pretensas fraquezas: a sobriedade e a falta de eleg&acirc;ncia. E foi a crise do euro que marcou o ponto de viragem desta transforma&ccedil;&atilde;o, segundo Ulrich:</p>
<blockquote><p>Em 2005, Merkel pensava que tinha de dar um empurr&atilde;o aos alem&atilde;es. Hoje, tem de os convencer a ajudar os outros, a manter o sangue frio e, sobretudo, a continuarem a consumir sabiamente e com zelo. A sua pol&iacute;tica inverteu-se completamente. Ter&aacute; ela terminado a sua miss&atilde;o na Alemanha; emigrou para a Europa? [&hellip;] Sem a normalidade alem&atilde;, protegida por esta chanceler ultra normal, h&aacute; muito tempo que a Europa tinha mergulhado no caos.</p>
</blockquote>
<p>Longe de imaginar uma queda iminente da chanceler, Ulrich conclui:</p>
<blockquote><p>Pode ser que a Merkel alem&atilde; tenha ultrapassado o seu z&eacute;nite, mas a Merkel europeia vive atualmente o seu ponto mais alto. Talvez j&aacute; n&atilde;o precisemos dela aqui [na Alemanha], mas sim na Europa. [&hellip;] Tem apenas 57 anos. &Eacute;, por isso, uma mulher pol&iacute;tica do futuro. Resta saber onde.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Thu, 10 May 2012 15:54:53 +0100</pubDate><guid>1960801</guid></item>
<item><title>Dia da Europa | A crise e nada de fogo de artifício (, )</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1954581-crise-e-nada-de-fogo-de-artificio</link><description><![CDATA[No momento em que a UE comemora o seu aniversário, em 9 de maio, a integração europeia está em apuros: a crise do euro, a agitação do alargamento e a crise financeira agravam-se. No entanto, diz um politólogo belga, o navio da Europa não tem marcha atrás, só são possíveis correções de rumo. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 09 May 2012 17:49:21 +0100</pubDate><guid>1954581</guid></item>
<item><title>Economia | Crise grega vai rapidamente expor Hollande (Financial Times, Londres)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1948271-crise-grega-vai-rapidamente-expor-hollande</link><description><![CDATA[Está para se ver se Hollande vai manter a sua postura antiausteridade e fica ao lado da Grécia ou se vai voltar-se para a política alemã. Não importa quantas alterações ao acordo orçamental da UE consiga negociar, mais cedo ou mais tarde, a tempestade política na Grécia vai muito provavelmente pô-lo à prova. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 08 May 2012 18:04:14 +0100</pubDate><guid>1948271</guid></item>
<item><title>Grécia | Quem irá repor a ordem? (I Kathimerini, Atenas)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1947321-quem-ira-repor-ordem</link><description><![CDATA[As eleições de 6 de maio abalaram o centro do cenário político grego e não existe uma maioria capaz de governar. No entanto, escreve o Kathimerini, os políticos desacreditados junto do eleitorado e dos seus parceiros europeus devem encontrar o caminho para a recuperação. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 08 May 2012 17:17:09 +0100</pubDate><guid>1947321</guid></item>
<item><title>Alemanha-França | O par Merkel-Hollande procura um nome</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1946831-o-par-merkel-hollande-procura-um-nome</link><description><![CDATA[<p>Que aspeto ir&aacute; ter o dueto franco-alem&atilde;o, com a presen&ccedil;a de Fran&ccedil;ois Hollande a substituir Nicolas Sarkozy ao lado de Angela Merkel? Embora ponha em causa as pol&iacute;ticas de austeridade, o novo Presidente franc&ecirc;s n&atilde;o deve tardar a integrar as fileiras do poder, &eacute; a aposta de <em>Le Figaro</em> e do <em>Tageszeitung</em>.</p>
<p>Em Paris, o di&aacute;rio <em>Le Figaro</em> <a target="_self" href="http://www.lefigaro.fr/conjoncture/2012/05/07/20002-20120507ARTFIG00697-entre-merkel-et-hollande-des-desaccords-de-fond.php">recorda</a> as circunst&acirc;ncias do inevit&aacute;vel bra&ccedil;o de ferro que ir&aacute; travar-se entre Angela Merkel e o novo Presidente franc&ecirc;s:</p>
<blockquote><p>Berlim n&atilde;o esconde a sua irrita&ccedil;&atilde;o perante a inten&ccedil;&atilde;o reiterada pela equipa de Fran&ccedil;ois Hollande de renegociar o pacto fiscal, para lhe acrescentar uma possibilidade de crescimento. Na tentativa de acalmar o c&iacute;rculo da chanceler alem&atilde; em rela&ccedil;&atilde;o a este ponto, os conselheiros do candidato socialista deram a entender que se trataria de um &ldquo;objetivo de campanha&rdquo;.</p>
</blockquote>
<p>A chanceler sabe que a situa&ccedil;&atilde;o de Fran&ccedil;ois Hollande n&atilde;o lhe d&aacute; grande margem de manobra para negociar e que o novo Presidente &ldquo;vai tentar impor-se a todo o custo para marcar pontos&rdquo;, escreve o di&aacute;rio conservador. No entanto, a chanceler talvez n&atilde;o aceite a obriga&ccedil;&atilde;o de assinar o tratado, tal qual existe, com o intuito de o voltar a por em cima da mesa, mais tarde. Ser&aacute; ent&atilde;o o novo Presidente franc&ecirc;s a ter de dar o primeiro passo na assinatura do pacto or&ccedil;amental. Uma atitude contr&aacute;ria &agrave; campanha realizada contra a austeridade na Europa. </p>
<p>Apesar de tudo, nota <em>Le Figaro</em>, os dois l&iacute;deres t&ecirc;m pontos em comum: &ldquo;A &uacute;nica boa surpresa, quando a chanceler alem&atilde; receber o novo Presidente franc&ecirc;s em Berlim, poder&aacute; ser a de um reencontro&rdquo; entre dois dirigentes que cultivam um car&aacute;ter de &ldquo;normalidade e simplicidade&rdquo;&hellip;</p>
<blockquote><p>Longe de ser caricato, este elo pessoal ser&aacute; a base de confian&ccedil;a a partir da qual poder&atilde;o ultrapassar-se as diverg&ecirc;ncias entre Paris e Berlim. E encontrar-se um consenso que leve a Europa a ser puxada pela dupla franco-alem&atilde;. Se Hollande e Merkel arrancarem com o p&eacute; direito, tudo ser&aacute; poss&iacute;vel.</p>
</blockquote>
<p>Em Berlim, o <em>Tageszeitung</em> <a target="_self" href="http://www.taz.de/Europa-nach-der-Wahl-in-Frankreich/!92930/">duvida</a> muito que Fran&ccedil;ois Hollande leve muito longe a promo&ccedil;&atilde;o da sua agenda para o crescimento. Obviamente, nota o di&aacute;rio de esquerda, que os protagonistas de Bruxelas que deitam o olho ao posto de Dur&atilde;o Barroso, como &eacute; o caso de Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, ou Viviane Reding, vice-presidente da Comiss&atilde;o Europeia, mostraram-se desejosos de &ldquo;receber o novo homem forte de Paris com todas as amabilidades&rdquo;, defendendo a causa de um pacto de crescimento. Mas,</p>
<blockquote><p>no fundo, trata-se de um compromisso t&iacute;pico de Bruxelas: estende-se a m&atilde;o ao que &eacute; novo entre os 27 para, a seguir, o atacar. Para Bruxelas, um pacto de crescimento totalmente enfraquecido &eacute; uma tenta&ccedil;&atilde;o, visto que deixaria inalterado o pacto or&ccedil;amental da chanceler Angela Merkel. Provavelmente, nem sequer assustaria os mercados. E toda a gente ficaria satisfeita: Merkel e Hollande, os cidad&atilde;os e os mercados. O deputado europeu Elmar Brok (CDU) resume a opini&atilde;o de in&uacute;meros pol&iacute;ticos europeus: &lsquo;Em junho, no m&aacute;ximo, Hollande ter&aacute; integrado as fileiras do poder&rsquo;.</p>
</blockquote>
<p>A lideran&ccedil;a alem&atilde; n&atilde;o est&aacute; pois prestes a desaparecer e, ciente do apoio dos mercados, o discurso neoliberal em Bruxelas e Berlim resiste, afirma o <em>TAZ</em>. Se lhe acrescentarmos a crise grega,</p>
<blockquote><p>a cimeira da UE em junho poder&aacute;, de facto, vir a ser mais uma cimeira grega e cimentar a parceira Merkel &ndash; Hollande. Quanto &agrave; quest&atilde;o de saber o que ir&aacute; restar da agenda socialista, s&oacute; Deus sabe.</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 08 May 2012 16:06:42 +0100</pubDate><guid>1946831</guid></item>
<item><title>Roménia | Victor Ponta, um primeiro-ministro de transição</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1946071-victor-ponta-um-primeiro-ministro-de-transicao</link><description><![CDATA[<p>Foi constitu&iacute;da uma nova maioria no parlamento romeno, a 7 de maio, para empossar o Governo do novo primeiro ministro, Victor Ponta. O l&iacute;der do Partido Social Democrata (PSD) sucede a Mihai Răzvan Ungureanu (centro-direita), destitu&iacute;do a 27 de abril por uma mo&ccedil;&atilde;o de censura, ap&oacute;s uns meros tr&ecirc;s meses no poder. Victor Ponta, jurista, 39 anos, disp&otilde;e de um mandato de apenas seis meses, at&eacute; &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es legislativas, agendadas para novembro.</p>
<p>Esta transi&ccedil;&atilde;o do governo de Ungureanu para o governo de Ponta &ldquo;&eacute; uma novidade na nossa vida pol&iacute;tica: uma mudan&ccedil;a de poder durante um ciclo eleitoral&rdquo;, <a target="_self" href="http://www.adevarul.ro/liviu_antonesei/De_la_dl_Ungureanu_la_dl_Ponta_7_696000398.html">nota o <em>Adevărul</em></a>. Quatro meses depois do in&iacute;cio das manifesta&ccedil;&otilde;es contra a austeridade, o programa de Victor Ponta inclui medidas com &ldquo;um potencial populista&rdquo;, estima o di&aacute;rio, como o aumento dos sal&aacute;rios dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos e das reformas. Mas a sua miss&atilde;o continua a ser</p>
<blockquote><p>a mesma que a do governo de Ungureanu, isto &eacute;, gerir os problemas correntes e marcar elei&ccedil;&otilde;es e, obviamente, fazer crescer o apelo eleitoral dos partidos que o conduziram ao poder.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 08 May 2012 14:21:58 +0100</pubDate><guid>1946071</guid></item>
<item><title>França | A eleição de Hollande altera o jogo na Europa</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/press-review/1940141-eleicao-de-hollande-altera-o-jogo-na-europa</link><description><![CDATA[<div class="extract"><div class="intror"><p>&quot;<em>&rsquo;Um novo come&ccedil;o&rsquo;. O Presidente Hollande compromete-se a mudar a dire&ccedil;&atilde;o seguida&nbsp;pela Europa</em>&quot;. <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2012/may/06/francois-hollande-the-change-france-needs" target="_self">Para o di&aacute;rio londrino <em>The Guardian</em></a>, o candidato socialista &quot;<em>obteve uma vit&oacute;ria&nbsp;brilhante, n&atilde;o s&oacute; para si</em> [...], <em>n&atilde;o s&oacute; para a Fran&ccedil;a, mas tamb&eacute;m para a esquerda na&nbsp;Europa</em>&quot;.<i><br />
</i></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/guardian-07052012-100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Nicolas Sarkozy é o 11.º dirigente europeu a cair desde o início da crise financeira, e este resultado representa também uma reprimenda aos antigos aliados do Presidente cessante, Angela Merkel e David Cameron. A nova orientação da França é um golpe mortal no tratado orçamental que constituiu a resposta de Europa à crise.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>&quot;<em>J&aacute; l&aacute; vou, senhora Merkel</em>&quot;, &eacute; a&nbsp;<a href="http://www.fr-online.de/meinung/leitartikel-zum-wahlsonntag-merkels-wahlen,1472602,15180312.html" target="_self">manchete do di&aacute;rio <em>Frankfurter Rundschau</em></a>. Desde a&nbsp;sua proclama&ccedil;&atilde;o que o Presidente eleito anunciou que a sua primeira viagem ao&nbsp;estrangeiro ser&aacute; uma visita &agrave; chanceler alem&atilde;, que deveria habituar-se a este novo&nbsp;parceiro, apesar das diferen&ccedil;as ideol&oacute;gicas entre ambos:</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/FRundschau-07052012-100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Merkel não seria Merkel se não fosse capaz de mudar de azimute. Não tem problemas ideológicos com os social-democratas [governou com eles entre 2005 e 2009], mesmo quando se chamam socialistas. Hollande não vai proclamar a revolução. Terá de aprender a adaptar-se, como o fez Merkel na crise grega.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>&quot;<em>Hollande vence, come&ccedil;a o desafio na Europa</em>&quot;, <a href="http://www.corriere.it/esteri/speciali/2012/francia-elezioni-presidenziali/notizie/leader-normale-tempi-eccezionali-Nava_a79a1306-9806-11e1-b99c-a30fdbaea52f.shtml" target="_self">titula o milan&ecirc;s <em>Corriere della Sera</em></a>, para quem o&nbsp;novo Presidente franc&ecirc;s &eacute; &quot;<em>um dirigente normal em tempos excecionais</em>&quot;.</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/corriere-07052012--100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">A mensagem deste mês de maio francês, nestes tempos de crise, de declínio da cidadania e da anti política, está, portanto, cheia de esperança. Para a França e para a Europa que olha para a França. [... É] também uma opção de defesa contra a Europa dos sacrifícios sem equidade e do rigor sem crescimento. [...] A França de Hollande já não sonha com o socialismo num só país, mas com um pouco mais de socialismo em toda a Europa.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>Para&nbsp;<a href="http://www.elmundo.es/"><em>El Mundo</em></a>, &quot;<em>a vit&oacute;ria de Hollande d&aacute; lugar &agrave; incerteza na Europa</em>&quot;. O di&aacute;rio&nbsp;conservador preocupa-se com a forma que tomar&aacute; a &quot;<em>nova era</em>&quot; que se inicia &quot;<em>para a&nbsp;Fran&ccedil;a e para o resto do continente</em>&quot;.</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/mundo-07052012--100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Nunca uma eleição presidencial em França teve tantas repercussões na Europa. [...] A vitória do candidato socialista dissipa a hegemonia do centro-direita da última década e suscita dúvidas quanto à coabitação com a chanceler Angela Merkel, com quem [o Presidente cessante Nicolas] Sarkozy decidiu o acordo de união orçamental e as políticas de austeridade [...].</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>&quot;Um novo come&ccedil;o para a Europa&quot;, <a href="http://www.demorgen.be/dm/nl/13916/Verkiezingen-Frankrijk/article/detail/1434343/2012/05/07/Hollande-meteen-op-ramkoers-met-Duitsland-over-besparingen.dhtml">prev&ecirc;&nbsp;<em>De Morgen</em></a>, que considera, no entanto, que &quot;<em>o&nbsp;socialista Hollande se encontra, desde logo, em rota de colis&atilde;o com a Alemanha&nbsp;na quest&atilde;o da austeridade</em>&quot;. Num&nbsp;<a href="http://www.demorgen.be/dm/nl/2462/Standpunt/article/detail/1434341/2012/05/07/Hollande-en-Frau-Merkel.dhtml">editorial</a>, o di&aacute;rio real&ccedil;a que</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/de-morgen-07052012--100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">a questão de saber se Hollande poderá realizar esta viragem europeia [em direção às medidas de crescimento], permanece em aberto. Prevemos já a sua primeira viagem a Berlim, onde deverá concluir um compromisso histórico com uma Merkel rígida. Estas negociações irão desenvolver-se num ambiente perturbado, no seguimento das eleições parlamentares de ontem, que dividiram a paisagem política da Grécia. [...] A partir de ontem, a Europa ficou mais vermelha. Mas, ao mesmo tempo, as nuvens de tempestade sobre o continente ficaram mais escuras.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>Em Estocolmo, o <em>Dagens Nyheter </em><a href="http://www.dn.se/ledare/huvudledare/europa-haller-andan">constata</a>&nbsp;que, embora na imigra&ccedil;&atilde;o e nas minorias, o&nbsp;novo Presidente tenha escolhido um caminho mais tolerante e aberto do que o de Nicolas&nbsp;Sarkozy, &quot;<em>levanta quest&otilde;es preocupantes em ela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica econ&oacute;mica</em>&quot;.</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/dagens-nyheter-07052012--100.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Se Hollande rejeitar o pacto orçamental, criará problemas sérios. A Europa precisa de crescimento, mas sem uma barreira eficaz contra os grandes défices orçamentais dos Estados membros, o euro terá dificuldade em sobreviver. Isto prejudicaria a união monetária e a sua capacidade de tomar decisões em conjunto. Portanto, parece difícil que Hollande queira verdadeiramente negociar o pacto. Provavelmente contentar-se-á em acrescentar um protocolo mais inocente sobre a importância do crescimento.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>No di&aacute;rio <em>Hospod&aacute;řsk&eacute; noviny</em>, de Praga, o editorialista Martin Ehl <a href="http://ehl.blog.ihned.cz/c1-55728670-jina-evropa">considera</a>&nbsp;que deste &quot;<em>fim de semana eleitoral</em>&quot; saiu uma &quot;<em>nova Europa</em>&quot;. As elei&ccedil;&otilde;es presidenciais em&nbsp;Fran&ccedil;a e legislativas na Gr&eacute;cia demonstram que o Velho Continente enfrenta &quot;<em>uma&nbsp;nova Revolu&ccedil;&atilde;o francesa</em>&quot;, que abala o consenso em volta da integra&ccedil;&atilde;o europeia, que&nbsp;atravessa a crise mais profunda desde os anos 1950.</p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/hospodarske-noviny-100_5.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Os europeus esperam mais dos seus dirigentes do que limitarem-se aos cortes orçamentais. [...] Depois do pacto orçamental, a Europa precisa de pensar a economia de uma forma inovadora.</p></div> (Revista de imprensa)]]></description><pubDate>Mon, 07 May 2012 17:11:22 +0100</pubDate><guid>1940141</guid></item>
<item><title>Grécia | A caminho do caos (I Kathimerini, Atenas)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1939411-caminho-do-caos</link><description><![CDATA[No dia 6 de maio, os gregos castigaram fortemente os dois partidos tradicionais, que puseram em prática o programa de austeridade. Os partidos da esquerda radical e da extrema-direita entraram em força no Parlamento. Estes resultados podem dar origem à constituição de um Governo impotente ou mesmo a uma situação de violência. É este o receio de um colunista. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 07 May 2012 16:12:59 +0100</pubDate><guid>1939411</guid></item>
<item><title>Alemanha | Nova bofetada eleitoral para Angela Merkel</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1939781-nova-bofetada-eleitoral-para-angela-merkel</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;<em>Parte do Norte vacila</em>&rdquo;: assim <a href="http://www.welt.de/print/welt_kompakt/article106265791/Zitterpartie-im-Norden.html" target="_self">resume</a>&nbsp;<em>Die Welt</em> a rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as sa&iacute;da das urnas nas elei&ccedil;&otilde;es regionais no Schleswig-Holstein, <em>Land</em> de 2,8 milh&otilde;es de habitantes, na fronteira com a Dinamarca. Os democratas-crist&atilde;os (CDU) est&atilde;o praticamente empatados com os sociais-democratas (SPD), com respetivamente 30,9% dos votos (a CDU alcan&ccedil;ara 31,5% em 2009) contra 30,3% (o SPD obtivera 24,4% dos votos). Os liberais (FDP) tiveram 8,2% (tiveram 14,9% em 2009) e os Piratas fazem, pela terceira vez em escassos meses, uma entrada triunfal no Parlamento local, com 8,2% dos votos.</p>
<p>Di&aacute;rio pr&oacute;ximo de Angela Merkel, <em>Die Welt </em><a href="http://www.welt.de/politik/deutschland/article106265023/Rot-gruene-Illusionen-jenseits-der-eigenen-Mehrheit.html" target="_self">olha para o resultado</a> na perspetiva da coliga&ccedil;&atilde;o no poder em Berlim e constata que a hip&oacute;tese de uma alian&ccedil;a entre o SPD e os Verdes, como no tempo do chanceler social-democrata Gerhard Schr&ouml;der, &eacute; cada vez mais improv&aacute;vel, porque &ldquo;<em>muitos cidad&atilde;os aspiram a uma grande coliga&ccedil;&atilde;o SPD-CDU</em>&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 07 May 2012 14:43:24 +0100</pubDate><guid>1939781</guid></item>
<item><title>França | François Hollande, o sonho e a realidade (Libération, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1938181-francois-hollande-o-sonho-e-realidade</link><description><![CDATA[O candidato socialista tornou-se Presidente da República ao derrotar Nicolas Sarkozy com 51,62% dos votos. Uma “alegria imensa” para o diário de esquerda Libération, que vê no acontecimento uma aposta no futuro. Mas, perante a crise, o estado de graça arrisca-se a ser curto. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 07 May 2012 13:21:41 +0100</pubDate><guid>1938181</guid></item>
<item><title>França | Hollande, um revolucionário contido (Financial Times, Londres)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1927211-hollande-um-revolucionario-contido</link><description><![CDATA[Uma esperança para alguns e um bicho-papão para outros. O socialista, favorito na eleição presidencial de 6 de maio, lançou o debate sobre uma política económica alternativa na Europa. Mas para cumprir a sua promessa de crescimento, terá de se adaptar às realidades da economia de mercado. (Article)]]></description><pubDate>Sun, 06 May 2012 09:47:06 +0100</pubDate><guid>1927211</guid></item>
<item><title>Grécia | As 12 provas de Panagiotis Karkatsoulis (Público, Lisboa)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1924891-12-provas-de-panagiotis-karkatsoulis</link><description><![CDATA[Seja qual for o partido vencedor das eleições de 6 de maio, a reforma do Estado será um dos grandes desafios. Mas, de uma forma tão surpreendente como encorajadora, uma instituição norte-americana elegeu um grego como melhor funcionário público do mundo. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 04 May 2012 17:23:57 +0100</pubDate><guid>1924891</guid></item>
<item><title>Sérvia | Bruxelas vota pela estabilidade (Jutarnji List, Zagrebe)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1924861-bruxelas-vota-pela-estabilidade</link><description><![CDATA[Na véspera das eleições legislativas e presidenciais, a UE não apoia oficialmente nenhum dos lados. Mas, perante adversários menos europeístas, Boris Tadić, parece continuar a ser o melhor parceiro possível. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 04 May 2012 16:09:32 +0100</pubDate><guid>1924861</guid></item>
<item><title>União Europeia | Merkel posta à prova nas urnas? (Die Zeit, Hamburgo)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1919081-merkel-posta-prova-nas-urnas</link><description><![CDATA[França, Grécia, Holanda, Alemanha: os cinco escrutínios que vão realizar-se na Europa são muito diferentes. Mas todos eles poderão implicar um veredicto sobre a política de Angela Merkel face à crise. E a chanceler alemã talvez venha a ficar em má posição. (Article)]]></description><pubDate>Thu, 03 May 2012 17:26:36 +0100</pubDate><guid>1919081</guid></item>
<item><title>Media | Petição por uma Europa dos cidadãos</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1917901-peticao-por-uma-europa-dos-cidadaos</link><description><![CDATA[<p>A crise que atinge o Velho Continente, atinge sobretudo os jovens, muitos deles licenciados. &Eacute; a esta gera&ccedil;&atilde;o que &eacute; feito o <a target="_self" href="http://manifest-europa.eu/?lang=fr">apelo por uma Europa dos cidad&atilde;os</a>, lan&ccedil;ado pelo eurodeputado Daniel Cohn-Bendit e pelo soci&oacute;logo Ulrich Beck. O documento, publicado em <a target="_self" href="http://www.zeit.de/2012/19/Europa-Manifest"><em>Die Zeit</em></a>, <a target="_self" href="http://abonnes.lemonde.fr/idees/article/2012/05/02/ecoutons-la-jeunesse-du-vieux-continent_1693157_3232.html"><em>Le Monde</em></a> e <a target="_self" href="http://elpais.com/elpais/2012/04/25/opinion/1335365305_415494.html"><em>El Pa&iacute;s</em></a> e <a target="_self" href="http://www.repubblica.it/esteri/2012/05/03/news/l_europa_siamo_noi_il_momento_di_ricostruirla-34377236/"><em>La Repubblica</em></a>, foi subscrito por sessenta intelectuais, dirigentes pol&iacute;ticos e artistas europeus, entre os quais o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, Jacques Delors, os Pr&eacute;mio Nobel da Literatura, Imre Kertesz e Herta M&uuml;ller, e por Adam Michnik e Joschka Fischer.</p>
<p>Parafraseando John Kennedy, os signat&aacute;rios do apelo pedem</p>
<blockquote><p>&agrave; Comiss&atilde;o Europeia e aos governos nacionais, ao Parlamento Europeu e aos parlamentos nacionais que criem uma Europa &quot;de cidad&atilde;os ativamente empregados&quot;, e tamb&eacute;m que criem condi&ccedil;&otilde;es financeiras e jur&iacute;dicas para o estabelecimento de um &quot;Ano europeu do voluntariado para cada um&quot;, como rea&ccedil;&atilde;o ao modelo &quot;top-down&quot; que prevalece atualmente na Europa, uma Europa de elites e tecnocratas. O objetivo &eacute; democratizar as democracias nacionais a fim de se reconstruir uma Europa com base neste toque a reunir: &quot;N&atilde;o perguntem o que a Europa pode fazer por n&oacute;s, mas o que podemos n&oacute;s fazer pela Europa &ndash; Fa&ccedil;amos a Europa!&quot;</p>
</blockquote>
<p>Incentivando &ldquo;a concentra&ccedil;&atilde;o de vulgares cidad&atilde;os europeus por iniciativa pr&oacute;pria&rdquo;, os promotores deste documento transformaram o seu projeto &ldquo;num ato de autocria&ccedil;&atilde;o gra&ccedil;as ao qual a Europa ser&aacute; dotada de uma nova constitui&ccedil;&atilde;o 'por baixo'&quot;.<em></em></p>
<p></p> (News in brief)]]></description><pubDate>Thu, 03 May 2012 15:43:57 +0100</pubDate><guid>1917901</guid></item>
<item><title>Grécia | Extrema-direita tira proveito da crise (I Kathimerini, Atenas)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1901871-extrema-direita-tira-proveito-da-crise</link><description><![CDATA[As eleições legislativas antecipadas de 6 de maio, as primeiras depois do início da crise financeira, podem traduzir-se num voto de contestação contra a austeridade e contra os partidos que a aplicam. Um dos grandes vencedores será a extrema-direita que, aos poucos, constrói a sua legitimidade. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 01 May 2012 14:09:14 +0100</pubDate><guid>1901871</guid></item>
<item><title>Roménia | A vitória dos Indignados</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1900011-vitoria-dos-indignados</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;O que ganharam os romenos ap&oacute;s a queda do Governo de Mihai Răzvan Ungureanu?&quot;, <a target="_self" href="http://voxpublica.realitatea.net/politica-societate/ce-au-castigat-romanii-din-caderea-guvernului-ungureanu-si-primul-mare-examen-pentru-ponta-antonescu-co-77970.html">pergunta</a> o <em>Vox Publica</em>. A 27 de abril, o executivo de centro-direita foi derrubado depois da deser&ccedil;&atilde;o de cerca de vinte deputados e o Presidente Traian Băsescu nomeou um primeiro-ministro de esquerda, Victor Ponta, de 39 anos.</p>
<p>&ldquo;Os romenos ganharam confian&ccedil;a em si pr&oacute;prios, porque a queda do Governo, de facto, acontecia desde janeiro&rdquo;, quando os &ldquo;indignados&rdquo; romenos <a href="/pt/content/article/1416711-quem-sao-estes-indignados-que-desafiam-os-politicos">come&ccedil;aram</a> a manifestar-se contra as medidas de austeridade, escreve o s&iacute;tio de informa&ccedil;&atilde;o de Bucareste:</p>
<blockquote><p>Nem o Presidente do pa&iacute;s nem a ex-coliga&ccedil;&atilde;o no poder perceberam que os romenos n&atilde;o esperavam uma mudan&ccedil;a de pessoas [houve <a href="/pt/content/press-review/1491331-missao-impossivel-para-o-agente-ungureanu">uma remodela&ccedil;&atilde;o</a> a 6 de fevereiro]. Mas uma mudan&ccedil;a de orienta&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas econ&oacute;micas da Rom&eacute;nia. [&hellip;] Acabou o status quo em que quem est&aacute; no poder pode fazer o que quiser sem ser responsabilizado.</p>
</blockquote>
<p>O <em>Vox Publica</em> previne que at&eacute; &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es legislativas previstas para novembro, &ldquo;qualquer erro se pode voltar contra Ponta&rdquo;. Para o novo chefe do Governo, o principal risco &eacute; a constitui&ccedil;&atilde;o de um &ldquo;governo com prazo reduzido: as pessoas competentes n&atilde;o querer&atilde;o aceitar um mandato t&atilde;o curto e a velha guarda socialista vai querer, finalmente, saciar a sua sede de poder&hellip;&rdquo;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 30 Apr 2012 15:23:40 +0100</pubDate><guid>1900011</guid></item>
<item><title>França | Será este o homem mais perigoso da Europa? (The Economist, Londres)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1887241-sera-este-o-homem-mais-perigoso-da-europa</link><description><![CDATA[O candidato socialista está à beira de se tornar o próximo Presidente francês, mas a sua recusa em introduzir reformas seria má para o seu país e, sobretudo, para a Europa, afirma o semanário londrino. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 27 Apr 2012 17:08:06 +0100</pubDate><guid>1887241</guid></item>
<item><title>República Checa | Uma incoerente valsa ministerial (Ekonom , Praga)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1886821-uma-incoerente-valsa-ministerial</link><description><![CDATA[Depois da rutura do acordo de coligação, o governo de centro-direita de Petr Nečas pediu um voto de confiança dos deputados, dia 27 de abril, sem excluir com isso a possibilidade de eleições antecipadas. Esta instabilidade ministerial, que dura há anos, pode acabar por levar novamente os comunistas ao Governo, preocupa-se o Ekonom. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 27 Apr 2012 16:33:04 +0100</pubDate><guid>1886821</guid></item>
<item><title>Alemanha-Itália | Merkel isolada abraça Monti e o crescimento</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1879661-merkel-isolada-abraca-monti-e-o-crescimento</link><description><![CDATA[<p>Angela Merkel n&atilde;o quer ser deixada sozinha no turbilh&atilde;o da crise. Sem o seu parceiro de longa data, Nicolas Sarkozy, em perda ap&oacute;s a primeira volta das elei&ccedil;&otilde;es francesas, a chanceler j&aacute; est&aacute; &agrave; procura de outro aliado, e Mario Monti parece ser o escolhido. O porta-voz do Governo alem&atilde;o, Steffen Seibert, revelou que Merkel e a equipa de Monti j&aacute; se reuniram para planear uma s&eacute;rie de iniciativas conjuntas germano-italianas, no sentido de preparar medidas de est&iacute;mulo econ&oacute;mico a serem debatidas no Conselho Europeu de junho, <a target="_self" href="http://www3.lastampa.it/economia/sezioni/articolo/lstp/451790/">relata o jornal italiano <em>La Stampa</em></a>.</p>
<p>Al&eacute;m da poss&iacute;vel perda dos tradicionais baluartes Fran&ccedil;a e Holanda (o Governo holand&ecirc;s demitiu-se, na sequ&ecirc;ncia de uma disputa sobre a austeridade), o credo da disciplina fiscal de Merkel ficou debaixo de fogo, ontem, quando o presidente do BCE, Mario Draghi, declarou que a consolida&ccedil;&atilde;o or&ccedil;amental n&atilde;o pode ser alcan&ccedil;ada s&oacute; atrav&eacute;s de cortes e mais impostos, e exige &quot;medidas estruturais de favorecimento do crescimento econ&oacute;mico&quot;.</p>
<p>Resumindo esta posi&ccedil;&atilde;o de &quot;Mais empenho no crescimento&quot;, do seu destaque, o di&aacute;rio de Turim salienta que:</p>
<blockquote><p>Enquanto aguarda o veredicto eleitoral franc&ecirc;s, Merkel voltou-se para Draghi, aceitando finalmente chegar a um reconhecimento formal de que precisamos de crescimento, sustentado em reformas estruturais.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Thu, 26 Apr 2012 16:11:33 +0100</pubDate><guid>1879661</guid></item>
<item><title>Holanda | Geert Wilders descobre a Europa (Trouw, Amesterdão)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1874231-geert-wilders-descobre-europa</link><description><![CDATA[O dirigente populista fez cair o Governo de Mark Rutte, ao tomar posição contra &quot;Bruxelas&quot;. Para recuperarem terreno, os partidos moderados deveriam também colocar os temas europeus no centro da campanha para as eleições antecipadas, que deverão realizar-se em 12 de setembro. (Article)]]></description><pubDate>Wed, 25 Apr 2012 18:50:37 +0100</pubDate><guid>1874231</guid></item>
<item><title>Economia | 2012, a revolução holandesa (El País, Madrid)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1866601-2012-revolucao-holandesa</link><description><![CDATA[É terno, consensual e pragmático. E, no entanto, se for eleito Presidente de França, o candidato socialista pode mudar o curso da política na Europa, garante um editorialista espanhol. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 24 Apr 2012 17:26:23 +0100</pubDate><guid>1866601</guid></item>
<item><title>Crise da dívida | Fim da linha para a austeridade europeia? (The Guardian, Londres)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1867051-fim-da-linha-para-austeridade-europeia</link><description><![CDATA[Num momento em que a França poderá estar prestes a eleger um Presidente socialista, que critica o seu pacto orçamental, e em que o Governo holandês caiu por causa da reforma social, o modelo de austeridade da chanceler alemã Angela Merkel está a ser abalado. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 24 Apr 2012 17:24:46 +0100</pubDate><guid>1867051</guid></item>
<item><title>Visto da Alemanha | O medo do isolamento</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1866351-o-medo-do-isolamento</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;A Europa est&aacute; &agrave; beira de falhar?&rdquo;, teme o <a target="_self" href="http://www.handelsblatt.com/meinung/kommentare/kommentar-die-politik-hat-noch-keine-antworten-auf-ihre-simplen-fragen-gefunden-/6548340-2.html"><em>Handelsblatt</em></a>. Em Fran&ccedil;a, a Frente Nacional alcan&ccedil;ou quase 18% dos votos nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais e, na Holanda, o populista Geert Wilders fez cair o Governo ao recusar apoiar a sua pol&iacute;tica de austeridade. Como os seus cong&eacute;neres alem&atilde;es, o di&aacute;rio econ&oacute;mico escreve que a Alemanha come&ccedil;a a perder os seus aliados pol&iacute;ticos e sente uma verdadeira crise de confian&ccedil;a na pol&iacute;tica europeia:</p>
<blockquote><p>A subida da extrema-direita demonstra que, em muitos pa&iacute;ses, a pol&iacute;tica ainda n&atilde;o encontrou respostas para as solu&ccedil;&otilde;es simples dos populistas. A linguagem da UE e dos governos nacionais n&atilde;o consegue chegar aos eleitores que aceitam de boa vontade as palavras de ordem f&aacute;ceis dos populistas.</p>
</blockquote>
<p>Num plano mais pragm&aacute;tico, esta tend&ecirc;ncia &eacute; uma m&aacute; not&iacute;cia para a chanceler alem&atilde; Angela Merkel, como sublinha o <a target="_self" href="http://www.sueddeutsche.de/politik/regierungskrise-in-den-niederlanden-merkels-verlorene-verbuendete-1.1339967"><em>S&uuml;ddeutsche Zeitung</em></a>:</p>
<blockquote><p>Para o Governo alem&atilde;o, a queda do Governo da Holanda &eacute; amarga. Perde, assim, um aliado muito importante da pol&iacute;tica de austeridade. E dentro de pouco tempo, Angela Merkel pode perder o seu apoio mais importante. O Presidente franc&ecirc;s perdeu a primeira volta das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais para o seu opositor Fran&ccedil;ois Hollande [&hellip;]. Muitos espanh&oacute;is torcem pela vit&oacute;ria dos socialistas franceses [&hellip;]. Em It&aacute;lia, o ambiente &eacute; semelhante. Sob este ponto de vista, dar mais tempo a estes dois pa&iacute;ses para reduzirem as suas despesas n&atilde;o alterar&aacute; grande coisa.</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 24 Apr 2012 15:49:29 +0100</pubDate><guid>1866351</guid></item>
<item><title>Presidenciais francesas | O vento começa a mudar na Europa</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/press-review/1860081-o-vento-comeca-mudar-na-europa</link><description><![CDATA[<p>Havia muito que a necessidade de uma segunda volta, que ser&aacute; disputada por Fran&ccedil;ois Hollande e Nicolas Sarkozy, era anunciada pelas sondagens, que, nos &uacute;ltimos dias, colocavam em primeiro lugar o candidato socialista. Em contrapartida, a vota&ccedil;&atilde;o obtida pela candidata da Frente Nacional n&atilde;o estava prevista. Com perto de 20% dos votos, Marine Le Pen vai ter peso na campanha do Presidente cessante.</p><div class="extract"><div class="intror"><p>Para o <em>Financial Times Deutschland</em>, o segundo lugar de Nicolas Sarkozy &eacute; uma &quot;humilha&ccedil;&atilde;o&quot;, que reflete a &quot;rejei&ccedil;&atilde;o brutal&quot; de que este &eacute; alvo. Este di&aacute;rio alem&atilde;o <a target="_self" href="http://www.ftd.de/politik/europa/:praesidentenwahl-in-frankreich-brutale-abwahl/70026146.html#utm_source=rss2&amp;utm_medium=rss_feed&amp;utm_campaign=/politik">considera</a> que a primeira volta n&atilde;o &eacute; apenas &quot;um resultado, mas um veredicto contra um Presidente incapaz de realizar as reformas necess&aacute;rias&quot;. Convencido de que os franceses querem desembara&ccedil;ar-se de Sarkozy a qualquer custo, o <em>FTD</em> salienta que Fran&ccedil;ois Hollande poder&aacute; ter um sentido do pragmatismo, essencial para sair da crise:<b id="internal-source-marker_0.923099824693054"><span><br />
</span></b></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/FTD-23042012-100.JPG" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Os resultados desta primeira volta contêm em si uma grande oportunidade e, ao mesmo tempo, um risco ainda mais significativo. Paradoxalmente, essa oportunidade esconde-se por trás da aparência incolor de Hollande e da sua presença pouco dinâmica. Se não houver um milagre nas duas próximas semanas, a França irá ter um Presidente enfadonho, no lugar de alguém que faz constantemente a sua autopromoção. Mas, devido ao seu caráter discreto e à sua falta de determinação, Hollande poderá, melhor do que o seu antecessor, ser capaz de lançar uma política pragmática de reformas necessárias ao país, para sair da crise da dívida e da miséria económica.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>Em Vars&oacute;via, o editorialista do di&aacute;rio <em>Rzeczpospolita</em>, Marek Magierowski, <a target="_self" href="http://blog.rp.pl/magierowski/2012/04/23/nicolas-sarkozy-sie-chwieje/">considera</a> que &quot;Nicolas Sarkozy vacila&quot;. Segundo Magierowski, o Presidente cessante<b id="internal-source-marker_0.923099824693054"><span><br />
</span></b></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/100rzeczpospolita-04232012_0.jpg" alt="" class="iquote" /><p class="quote">terá dificuldade em conquistar os apoiantes de Marine Le Pen, muitos dos quais deverão ficar em casa daqui a duas semanas. Se quiser sonhar com a reeleição, Sarkozy deverá arriscar tudo e deslocar-se mais para a direita. Decididamente mais para a direita. Se quiser ganhar, terá que se tornar lepenista. Nem que seja só por algum tempo.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>Por seu turno, o jornal <em>El Pa&iacute;s</em> considera que os efeitos da vota&ccedil;&atilde;o em Fran&ccedil;a ultrapassam as fronteiras daquele pa&iacute;s. Este di&aacute;rio de Madrid <a target="_self" href="http://elpais.com/elpais/2012/04/22/opinion/1335124722_648033.html">escreve</a>:<b id="internal-source-marker_0.923099824693054"><span><br />
</span></b></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/files/pais-23042012-100.JPG" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Toda a Europa, e não só, se sente afetada por estas eleições, em que se defrontam conceções diferentes da integração ao nível do continente. Apesar de, na última etapa, Sarkozy se ter aproximado das teses de Hollande, que defende que, na UE e, em especial, na zona euro, devem ser delineadas estratégias de crescimento, e não apenas medidas de austeridade asfixiantes, existem outros elementos, como o controlo da imigração na UE, que os separam. Seria paradoxal que o principal aliado de Rajoy [primeiro-ministro espanhol] na UE viesse a ser um socialista no Eliseu. Mas só aparentemente, porque Sarkozy foi isso mesmo para [o socialista José Luis] Zapatero.</p></div><div class="extract"><div class="intror"><p>Para o jornal grego <em>To Vima</em>, a vota&ccedil;&atilde;o em Fran&ccedil;a constitui &quot;uma li&ccedil;&atilde;o para a Alemanha&quot;. &quot;A derrota de Nicolas Sarkozy n&atilde;o &eacute; apenas a sua pr&oacute;pria derrota, mas tamb&eacute;m a da pol&iacute;tica alem&atilde;&quot;, <a target="_self" href="http://www.tovima.gr/opinions/article/?aid=454262&amp;h1=true">afirma</a> este di&aacute;rio de Atenas. Uma pol&iacute;tica que Sarkozy &quot;apoiou fielmente&quot;. O jornal salienta que, destas primeiras elei&ccedil;&otilde;es importantes desde a assinatura do pacto or&ccedil;amental, se destacam duas mensagens:<b id="internal-source-marker_0.923099824693054"><span><br />
</span></b></p></div><img src="http://www.presseurop.eu/" alt="" class="iquote" /><p class="quote">Em primeiro lugar, que o papel de liderança da Alemanha e da França é a principal questão que divide o eleitorado francês. Em segundo, que, apesar de estar a ser menos atingido, o povo francês sente as consequências da política imposta pela Alemanha na Europa […]. Se a segunda volta confirmar a derrota de Sarkozy e a França mudar de Presidente, isso não significa que o novo chefe de Estado vá realmente reagir contra as imposições que a Alemanha faz à Europa. Em especial, porque os mercados ameaçariam rapidamente a França com taxas de juro elevadas, se esta não se adaptasse à política alemã. […] Portanto, a Europa muda contra a Alemanha. Porque é possível assustar os governos, mas não os povos. É por isso que, quer François Hollande seja ou não eleito, o início do fim da imposição das regras pela Alemanha já começou.</p></div> (Revista de imprensa)]]></description><pubDate>Mon, 23 Apr 2012 16:14:30 +0100</pubDate><guid>1860081</guid></item>
<item><title>França | A crise vota contra Sarkozy (Le Monde, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1859551-crise-vota-contra-sarkozy</link><description><![CDATA[Considerada por muitos como um referendo a favor ou contra o Presidente cessante, a primeira volta das eleições presidenciais transformou-se numa votação de protesto. Uma bênção para a extrema-direita e um desafio para o favorito, o socialista François Hollande. (Article)]]></description><pubDate>Mon, 23 Apr 2012 15:35:20 +0100</pubDate><guid>1859551</guid></item>
<item><title>Holanda | Wilders mergulha o país no caos político</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1859071-wilders-mergulha-o-pais-no-caos-politico</link><description><![CDATA[<p>&quot;Quem vai resolver isto?&quot;, pergunta o di&aacute;rio <a href="http://www.volkskrant.nl/" target="_self"><em>De Volkskrant</em></a>. Em 21 de abril, o l&iacute;der do Partido para a Liberdade (PVV), Geert Wilders, decidiu n&atilde;o apoiar as medidas de austeridade propostas pelo Governo para reduzir o d&eacute;fice or&ccedil;amental para 2,8%, em 2013. O que pode causar a queda do executivo de Mark Rutte.</p>
<p>&quot;N&atilde;o aceito que os idosos tenham que pagar pelas exig&ecirc;ncias absurdas de Bruxelas&quot;, explicou Wilders, referindo-se aos c&aacute;lculos do Gabinete Central de Planeamento, segundo os quais os cortes de 14,2 milh&otilde;es de euros implicariam uma perda de poder de compra de 3% por parte dos idosos, um trav&atilde;o ao crescimento e um aumento do desemprego. As medidas afetam sobretudo os cuidados de sa&uacute;de, as pens&otilde;es de reforma, os sal&aacute;rios dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, o IVA, a ajuda aos pa&iacute;ses em desenvolvimento e a possibilidade de dedu&ccedil;&atilde;o dos juros dos empr&eacute;stimos imobili&aacute;rios.</p>
<p>Ap&oacute;s sete semanas de negocia&ccedil;&otilde;es, &quot;a bomba que Wilders colocou aos p&eacute;s do Governo de Rutte mergulhou a Holanda num per&iacute;odo de inseguran&ccedil;a&quot;, considera aquele jornal. Sem o apoio do PVV, o Governo de coliga&ccedil;&atilde;o entre democratas crist&atilde;os e liberais n&atilde;o disp&otilde;e de maioria parlamentar. O primeiro-ministro, Mark Rutte, poder&aacute; pedir, esta segunda-feira, &agrave; Rainha Beatriz a dissolu&ccedil;&atilde;o da Segunda C&acirc;mara, para serem organizadas elei&ccedil;&otilde;es antecipadas.</p>
<p>&quot;A nova linha de defesa do PVV &ndash; &lsquo;N&atilde;o queremos cortes or&ccedil;amentais por ordem de Bruxelas&rsquo; &ndash; &eacute; insolente&quot;, escreve o di&aacute;rio <a href="http://trouw" target="_self"><em>Trouw</em></a>, que recorda que, em 2010, Wilders assinou um acordo governamental que estipulava um d&eacute;fice m&aacute;ximo de 2,8%. O mesmo jornal aplaude o facto de o PVV se ter &quot;desmascarado&quot;, mas n&atilde;o se congratula por isso: &quot;Se a crise n&atilde;o fosse t&atilde;o grave, a Holanda soltaria um suspiro de al&iacute;vio.&quot;<em></em></p>
<p></p> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 23 Apr 2012 14:14:00 +0100</pubDate><guid>1859071</guid></item>
<item><title>França | A raiva do povo (Die Zeit, Hamburgo)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1845511-raiva-do-povo</link><description><![CDATA[Há cinco anos, Nicolas Sarkozy era o candidato da &quot;França que se levanta cedo&quot;. Hoje, é o “Presidente dos ricos”. Esta evolução resulta da política que praticou e demonstra quanto o país mudou com a crise. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 20 Apr 2012 16:36:25 +0100</pubDate><guid>1845511</guid></item>
<item><title>França | Uma eleição, várias ilusões (Les Echos, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1845431-uma-eleicao-varias-ilusoes</link><description><![CDATA[Revolução, protecionismo, saída do euro: a campanha para as presidenciais, com a primeira volta marcada para 22 de abril, está a ser marcada por ideias populares mas afastadas da realidade. O síndroma de um país que não ousa fazer o seu exame de consciência, lamenta um editorialista. (Article)]]></description><pubDate>Fri, 20 Apr 2012 16:30:01 +0100</pubDate><guid>1845431</guid></item>
<item><title>Espaço Schengen | França e Alemanha querem poder controlar as fronteiras</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1844591-franca-e-alemanha-querem-poder-controlar-fronteiras</link><description><![CDATA[<p>A Fran&ccedil;a e a Alemanha querem travar a livre circula&ccedil;&atilde;o na Europa. <a target="_self" href="http://www.sueddeutsche.de/politik/illegale-zuwanderung-berlin-und-paris-wollen-grenzkontrollen-zurueck-1.1337155">O <em>S&uuml;ddeutsche Zeitung</em> revela</a> uma carta assinada pelos dois ministros do Interior, que solicita &quot;a possibilidade do restabelecimento do controlo das fronteiras internas&quot;. O documento poder&aacute; ser apresentado aos seus colegas europeus, na pr&oacute;xima reuni&atilde;o de 26 de abril. </p>
<p>Claude Gu&eacute;ant e Hans-Peter Friedrich consideram que a suspens&atilde;o do Tratado de Schengen se justifica, uma vez que a seguran&ccedil;a nas fronteiras externas da UE &eacute; insuficiente e que as quest&otilde;es de seguran&ccedil;a interna se inserem no &acirc;mbito da soberania nacional, explica este di&aacute;rio de Munique.</p>
<p>O <em>S&uuml;ddeutsche Zeitung</em>, que presume que o restabelecimento dos controlos tem igualmente por objetivo impedir a migra&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, <a target="_self" href="http://www.sueddeutsche.de/politik/berlin-und-paris-wollen-grenzkontrollen-zurueck-dauerwerbung-fuer-europafeinde-1.1337168">alerta para os riscos</a> de uma pol&iacute;tica antieuropeia:</p>
<blockquote><p>De que vale uma abertura sob reserva? [&hellip;] Que valor tem a liberdade de circula&ccedil;&atilde;o, se os governos europeus tiverem permiss&atilde;o para a limitar? Se se retirarem para os respetivos territ&oacute;rios nacionais, os Estados estar&atilde;o a indicar que est&atilde;o convencidos de que o pequeno mundo do Estado nacional &eacute; muito melhor do que a Europa. Nessas circunst&acirc;ncias, n&atilde;o &eacute; de espantar que os partidos nacionalistas, populistas e de extrema-direita melhorem os seus resultados em toda a Europa. O encerramento tempor&aacute;rio das fronteiras internas representa uma publicidade constante para os inimigos da Europa.&nbsp; </p>
<p>&nbsp;</p>
</blockquote> (News in brief)]]></description><pubDate>Fri, 20 Apr 2012 14:23:12 +0100</pubDate><guid>1844591</guid></item>
<item><title>Comissão Europeia | Regras contra as estatísticas falsificadas</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1831581-regras-contra-estatisticas-falsificadas</link><description><![CDATA[<p>Em breve, &ldquo;os governos da UE [ser&atilde;o] obrigados a comprometer-se a transmitir estat&iacute;sticas corretas&rdquo;, relata o <a href="http://www.adevarul.ro/adevarul_europa/Eurostat-statistica-date_economice-criza_economica-six_pack-Comisia_Europeana-Bruxelles-Guvernul_Romaniei-Grecia-adevarul_europa_0_683931792.html#" target="_self"><em>Adevărul</em></a>. A Comiss&atilde;o Europeia, explica o di&aacute;rio romeno, quer evitar uma repeti&ccedil;&atilde;o do precedente grego e assegurar que os Estados-membros comunicam dados estat&iacute;sticos fi&aacute;veis e independentes. </p>
<p>Durante anos, Atenas apresentou d&eacute;fices or&ccedil;amentais inferiores &agrave; realidade com base em estat&iacute;sticas falsificadas. </p>
<p>O comiss&aacute;rio europeu da Fiscalidade e da Uni&atilde;o Aduaneira, Algirdas &Scaron;emeta, <a target="_self" href="http://ec.europa.eu/commission_2010-2014/semeta/headlines/news/2012/04/20120417_fr.htm">prop&otilde;e</a> uma revis&atilde;o das regras estat&iacute;sticas e a nomea&ccedil;&atilde;o de diretores das ag&ecirc;ncias nacionais com base em crit&eacute;rios n&atilde;o pol&iacute;ticos. Segundo o di&aacute;rio:</p>
<blockquote><p>Estes dever&atilde;o decidir de forma independente a elabora&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o das estat&iacute;sticas, assim como a gest&atilde;o da atividade dos institutos estat&iacute;sticos.</p>
</blockquote>
<p>Cada Estado-membro dever&aacute; assumir &ldquo;ao mais alto n&iacute;vel pol&iacute;tico&rdquo; o c&oacute;digo de boas pr&aacute;ticas das estat&iacute;sticas europeias, salienta o Adevărul. Este documento ser&aacute; referendado pela Comiss&atilde;o, e o Eurostat dever&aacute; supervisionar o cumprimento dos compromissos. Este tipo de dados &eacute; cada vez mais solicitado, sobretudo com a necessidade de coordenar as pol&iacute;ticas econ&oacute;micas na Uni&atilde;o Europeia.</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Wed, 18 Apr 2012 15:58:27 +0100</pubDate><guid>1831581</guid></item>
<item><title>França-Alemanha | O fim de Merkozy (La Tribune, Paris)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1825271-o-fim-de-merkozy</link><description><![CDATA[Ao abrir o debate sobre o papel do Banco Central Europeu, Nicolas Sarkozy tentou ganhar votos junto dos eleitores que querem uma política de crescimento. Mas virou as costas a Angela Merkel, adaptando-se às circunstâncias por razões de política interna. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 17 Apr 2012 17:09:38 +0100</pubDate><guid>1825271</guid></item>
<item><title>Espanha | Juan Carlos debaixo de fogo</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1823641-juan-carlos-debaixo-de-fogo</link><description><![CDATA[<p>Foi submetido a uma cirurgia &agrave; anca, mas o acidente do rei Juan Carlos I numa ca&ccedil;ada ao elefante, no dia 12 de abril, n&atilde;o para de gerar agita&ccedil;&otilde;es. A sua estadia no Botsuana em plena crise econ&oacute;mica abriu &ldquo;um debate imprevisto mas provavelmente inevit&aacute;vel sobre os h&aacute;bitos da monarquia espanhola&rdquo;, constata <em><a href="http://www.elperiodico.com/es/" target="_self">El Peri&oacute;dico</a></em>. </p>
<p>Este acontecimento &eacute; o resultado de um &ldquo;annus horribilis&rdquo; para a institui&ccedil;&atilde;o real. Junta-se &agrave; suspeita de corrup&ccedil;&atilde;o que paira sobre o genro do soberano, I&ntilde;aki Urdangarin, e ao recente acidente de tiro que envolveu o seu neto mais velho, Felipe Juan Froil&aacute;n. Apesar do sil&ecirc;ncio do Governo, os meios pol&iacute;ticos e os meios de Comunica&ccedil;&atilde;o Social multiplicam as cr&iacute;ticas indiretas. O di&aacute;rio de Barcelona real&ccedil;a assim que</p>
<blockquote><p>a inoportunidade desta viagem real &eacute; de tal modo evidente num momento em que o pa&iacute;s atravessa dificuldades muito s&eacute;rias, que mesmo os setores com fortes convic&ccedil;&otilde;es mon&aacute;rquicas n&atilde;o podem dissimular a sua consterna&ccedil;&atilde;o.</p>
</blockquote>
<p><em>  </em><em>El Peri&oacute;dico</em> recorda o papel fundamental de Juan Carlos I na transi&ccedil;&atilde;o e no per&iacute;odo democr&aacute;tico. Mas &ldquo;apesar de a monarquia ter contribu&iacute;do para a estabilidade institucional durante mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas, [&hellip;] o afeto e respeito do povo diminu&iacute;ram nestes &uacute;ltimos anos&rdquo;. </p>
<p>O di&aacute;rio suscita o debate sobre a sucess&atilde;o, na medida em que Juan Carlos tem 74 anos e acedeu ao trono com 37 anos, enquanto o pr&iacute;ncipe Felipe tem hoje 44 anos:</p>
<blockquote><p>N&atilde;o &eacute; obviamente o melhor momento para a Espanha se envolver numa pol&eacute;mica que coloca em causa a monarquia [&hellip;] Mas a monarquia deve renovar-se.</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Tue, 17 Apr 2012 13:56:49 +0100</pubDate><guid>1823641</guid></item>
<item><title>Europa oriental | Nem tudo vai bem entre os países bálticos (Veidas, Vilnius)</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1818051-nem-tudo-vai-bem-entre-os-paises-balticos</link><description><![CDATA[Durante muito tempo ligados por um destino comum, frequentemente confundidos, os três pequenos Estados que fizeram parte da União Soviética nem sempre partilham os mesmos interesses, em especial em matéria de energia. E, hoje, é a Escandinávia que assegura a sua unidade. (Article)]]></description><pubDate>Tue, 17 Apr 2012 12:04:17 +0100</pubDate><guid>1818051</guid></item>
<item><title>República Checa | Grassa a corrupção apesar da condenação de líder partidário</title><link>http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/1817151-grassa-corrupcao-apesar-da-condenacao-de-lider-partidario</link><description><![CDATA[<p>&ldquo;B&aacute;rta est&aacute; acabado, o sistema continua&rdquo;, <a target="_self" href="http://hn.ihned.cz/c1-55438720-barta-konci-system-zije">titula o <em>Hospod&aacute;řsk&eacute; noviny</em></a>, depois de um tribunal de Praga ter considerado V&iacute;t B&aacute;rta, antigo ministro dos Transportes e fundador e l&iacute;der de facto do Partido dos Assuntos P&uacute;blicos (VV), culpado de corrup&ccedil;&atilde;o. B&aacute;rta foi condenado, a 13 de abril, a uma pena suspensa de 18 meses por ter subornado membros do partido para lhes garantir a lealdade. O outro arguido neste caso, o antigo vice-presidente do VV, Jaroslav &Scaron;k&aacute;rka foi condenado a tr&ecirc;s anos de pris&atilde;o.</p>
<p>Desde as elei&ccedil;&otilde;es de maio de 2010, em que o VV obteve 10% dos votos, o partido de B&aacute;rta tornou-se um &ldquo;s&iacute;mbolo de decl&iacute;nio&rdquo; na pol&iacute;tica checa, escreve o di&aacute;rio econ&oacute;mico de Praga. No entanto, &ldquo;V&iacute;t B&aacute;rta e o seu grupo pol&iacute;tico n&atilde;o s&atilde;o a raiz do mal da pol&iacute;tica checa, s&atilde;o apenas um produto do sistema que foi abalado na passada sexta-feira, mas cujas bases continuam s&oacute;lidas&rdquo;. O partido VV &eacute; &ldquo;um dos exemplos mais bizarros da cena pol&iacute;tica local&rdquo; e &ldquo;os seus tragic&oacute;micos e, por vezes, muito perigosos m&eacute;todos ultrapassam o seu amadorismo&rdquo;.</p>
<p>O <em>Hospod&aacute;řsk&eacute; noviny</em> escreve que a corrup&ccedil;&atilde;o praticada por outros pol&iacute;ticos checos &eacute; muito mais sofisticada e criativa e, por isso mesmo, menos suscet&iacute;vel de ser alvo de um processo. &ldquo;Se fossem a tribunal, o sistema pol&iacute;tico colapsava completamente&rdquo;, afirma, acrescentando, no entanto, que o julgamento de B&aacute;rta &eacute; um enorme passo para a jovem democracia do pa&iacute;s.</p> (News in brief)]]></description><pubDate>Mon, 16 Apr 2012 16:15:47 +0100</pubDate><guid>1817151</guid></item>
</channel></rss>
