Confrontada com a mais grave crise financeira e económica desde o pós-guerra, a União Europeia reage de forma mais ou menos coordenada. Afectados em graus diferentes, os países membros procuram as soluções que lhes permitam retomar o crescimento sem sacrificar os melhoramentos anteriormente alcançados.
Atacada em diversas praças financeiras, a moeda única passa por uma prova sem precedentes. A imprensa europeia, que denuncia uma acção hostil e concertada, apela à reacção dos 27.
Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha: sob pressão, os quatro países mais frágeis da zona euro – cujas iniciais são “PIGS”, porcos, em inglês – tentam corrigir a sua situação económica. Os meios são diferentes, mas as incertezas são iguais, diz a Imprensa europeia.
Com a economia da União mais atingida pela actual crise económica global e ameaçada por orçamentos de Estado draconianos, a Irlanda dos anos do Tigre Celta parece uma recordação inacreditavelmente distante. Rob Brown adverte para que os esforços de Dublin de redução da despesa pública e de tranquilização da finança internacional podem conduzir à falência económica e social.
Na Europa, os governos põem em prática novas medidas de retoma do crescimento. Porém, perante um ano de risco de recessão, os 27 não conseguem coordenar-se para enfrentar em conjunto uma "saída para a crise", sublinha o Le Monde.
Paris, Berlim e Londres chegaram a acordo para defenderem a limitação das remunerações variáveis nos bancos, na próxima cimeira do G20. Alguma imprensa europeia discorda desta posição dos líderes políticos e, no seu entender, apesar de popular, esta medida é pouco eficaz do ponto de vista económico.
Será que a Islândia e a Letónia vão conseguir pagar a dívida externa acumulada por uma ínfima parte da sua população? A União Europeia e o FMI aconselharam a substituição das dívidas privadas por obrigações públicas e o pagamento através do aumento dos impostos, redução da despesa pública e obrigando os cidadãos a utilizar as suas poupanças.
A Letónia registou em tempos o maior crescimento da UE. Mas agora está a passar por um mau bocado: acaba de reduzir as despesas do Estado e de baixar os salários. E, ao que tudo indica, é provável que venha a desvalorizar a moeda.
Com a crise, 17% da população activa espanhola não tem emprego. O El Pais sugere que o governo de Madrid poderia copiar o modelo alemão para minimizar este problema.
Há alguma vantagem em regular os mercados financeiros da Europa? Os ministros das Finanças estão divididos sobre este tema: a velha Europa continental acha que sim, mas Londres, Dublin e alguns novos Estados membros da Europa de leste dizem que não.
No início da década de 1970, Mauricio Toussaint tinha menos de 20 anos e muita vontade de conhecer o mundo. Viajou para Espanha com colegas da Universidade Nacional Autónoma do México, onde cursava Ciência Política, e o acaso de uma imprevista greve de professores fê-lo prolongar a estada na Europa e rumar a Portugal.
Os ucranianos, em Portugal, são a segunda maior comunidade migrante, com 53 mil pessoas cuja situação está legalizada, e vêm sobretudo da Ucrânia ocidental. Pouco depois de este país ter comemorado 18 anos de independência [24 de Agosto, o EXPRESSO falou com o embaixador da Ucrânia em Portugal, Rostyslav Tronenko, um homem que nasceu num país que se diluiu quando ele já tinha 29 anos Peter Pan, um dos mais famosos filmes de animação da Disney, aos 47.