Dossiês
O euro sob pressão
Uma moeda cercada
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Opinião: Submetamos o euro a referendo!
10 maio 2011405PresseuropDie Zeit -
Europa Central: O euro já não faz sonhar
4 abril 201172 Presseurop -
Pacto para o euro: A nova casa comum
25 março 2011863 Rzeczpospolita Varsóvia -
Conselho Europeu: O euro e os seus dezassete Sísifo
24 março 2011434 La Tribune Paris -
Crise da dívida: Zona euro, que caminho?
10 março 2011631 The Daily Telegraph Londres -
Crise da dívida: Uma UE “made in Germany”
3 fevereiro 201114313 Die Zeit Hamburgo -
Crise da dívida: Frieza é rainha na zona euro
19 janeiro 2011773 The Guardian Londres -
Crise da dívida : Suspense sobre o futuro do euro
12 janeiro 201173 Presseurop -
Conselho Europeu: A moeda que procura desesperadamente um país
13 dezembro 2010PresseuropPúblico -
Crise do euro: Paris e Berlim formam frente comum
10 dezembro 20101PresseuropLe Figaro -
Zona euro: A agonia da moeda única
6 dezembro 20101PresseuropDer Spiegel -
Moeda única: O dia em que o euro morreu
3 dezembro 20105222 The Independent Londres -
Crise económica: Não matem o euro
3 dezembro 20102394 The Economist Londres -
Crise do euro: Os bancos pagarão… um bocadinho
29 novembro 2010401 Presseurop -
Economia: Avante, filhos do euro!
26 novembro 20101051 Le Monde Paris -
Zona euro: Um frágil castelo de cartas
25 novembro 2010PresseuropSME -
Economia: O euro por todos, mas cada um por si
24 novembro 2010119 Les Echos Paris -
Crise do euro: Merkel não é Marshall
19 novembro 20101PresseuropHandelsblatt -
Crise económica: Pânico na zona euro
12 novembro 20101253 Presseurop -
Crise da dívida: Medos espanhóis e humor negro irlandês
11 novembro 201021PresseuropEl País -
Euro: Socorro, Lisboa está de volta!
29 outubro 2010831 Presseurop -
Editorial: Um trabalho sem fim
29 outubro 201045Presseurop -
Conselho Europeu: Sarkozy e Merkel, esses obcecados pelos tratados
28 outubro 2010451 El País Madrid -
Euro: A Europa precisa da sua Super-Mãe
27 outubro 2010522 Süddeutsche Zeitung Munique -
Pacto de estabilidade: Ventos de cólera após rapto franco-alemão
22 outubro 2010PresseuropLa Tribune -
Pacto de estabilidade: Novo “round” Merkel/Sarkozy
20 outubro 2010190 The Guardian Londres -
Pacto de estabilidade: O diabo são os pormenores da reforma
19 outubro 2010PresseuropIl Sole-24 Ore -
Conselho Europeu: Governação económica vai ter de esperar
18 junho 2010112 Presseurop -
Crise : Madrid (ainda) não é Atenas
17 junho 2010112 El Mundo Madrid -
Instituições : Europa a duas velocidades mete prego a fundo
17 junho 2010651 Gazeta Wyborcza Varsóvia -
Crise económica: Cultura de secretismo ameaça o euro
7 junho 2010201 Financial Times Londres -
Bolsa: Europa trava acção dos especuladores
7 junho 201019 Le Temps Genebra -
Finanças: Bruxelas quer vigiar de perto as agências de notação
3 junho 2010PresseuropLe Soir -
Que futuro para a Europa? / 4: Um duro regresso à realidade
28 maio 201026 Gazeta Wyborcza Varsóvia -
Que futuro para a Europa? / 3: O nosso destino exige acção
26 maio 20101174 Die Zeit Hamburgo -
Que futuro para a Europa? / 1 : A desunião europeia
21 maio 201042 Die Presse Viena -
Crise grega: A Alemanha tem um diferendo com a Europa
19 maio 2010362 Gazeta Wyborcza Varsóvia -
Crise Económica: As lições que a África nos ensina
18 maio 2010831 The Guardian Londres -
Bancos: Europa comida viva por operações de salvamento
17 maio 201026 Irish Independent Dublin -
Que futuro para o euro? /3 : Tiremos as lições desta crise!
17 maio 20102 La Stampa Turim -
Austeridade: Europa entra na era das vacas magras
14 maio 201018 Financial Times Londres -
Crise económica: A Europa não está preparada para a austeridade
11 maio 2010315 Financial Times Londres -
Que futuro para o euro?/2: Bem-vindo aos Estados Unidos da Europa!
11 maio 2010951 Eesti Päevaleht Talin -
Crise: Salvámos o euro!
10 maio 201017 Presseurop -
Que futuro para o euro?: Reformar o euro ou deitá-lo no lixo
7 maio 201034 The Guardian Londres -
Bolsas: O buraco negro alarga-se
29 abril 20101 El País Madrid -
Crise do euro : Somos todos hipócritas
29 abril 201073 Frankfurter Allgemeine Zeitung Frankfurt -
Crise grega: E se fosse a Alemanha a sair do euro?
27 abril 20102424 Frankfurter Rundschau Frankfurt -
Crise grega : Caminhando para um euro a duas velocidades?
26 abril 201085 La Repubblica Roma -
Grécia: O pesadelo da Europa
23 abril 2010PresseuropLes Echos -
Crise na Zona Euro: A escolha de Angela Merkel
25 março 201019 Süddeutsche Zeitung Munique -
Crise de l'euro: Suspense sobre o futuro do euro
25 março 20101 Presseurop -
Economia: Austeridade? Não obrigada!
18 março 2010212 International Herald Tribune Paris -
União Europeia : Euro - o novo de acordo de Ialta
15 março 201019 Gazeta Wyborcza Varsóvia -
Crise do Euro: Todos por um, em vez de um por todos!
15 março 2010El País Madrid -
Crise: Vamos ter um fundo monetário europeu?
9 março 2010PresseuropHandelsblatt -
União Monetária: Pode ser que a saúde do euro venha de Leste
18 fevereiro 2010231 Handelsblatt Dusseldorf -
BCE: Constâncio no BCE, a braços com a crise
16 fevereiro 2010PresseuropLa Tribune -
Finanças: Goldman ajudou a Grécia a falsificar as contas
15 fevereiro 201021PresseuropThe Independent -
Finanças: Chegou o novo euro
12 fevereiro 201016 Die Zeit Hamburgo -
Editorial: Um novo mapa da Europa
12 fevereiro 2010Presseurop -
Zona euro: Rumo a um federalismo em crise
10 fevereiro 201011 Presseurop -
Bolsa: O euro contra os fundos especulativos
8 fevereiro 2010331 Presseurop -
Crise: Os PIGS procuram a solução
4 fevereiro 2010377 Presseurop -
Euro: Qual é a saída?
26 janeiro 2010Presseurop -
Finanças: Efeito dominó ameaça o euro
19 janeiro 2010261 Die Zeit Hamburgo
Grécia no coração da tempestade
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Crise grega: Insistência terapêutica
11 maio 20111PresseuropHandelsblatt -
Grécia: Preparem-se para apagar a ardósia de Atenas
10 maio 20112PresseuropDie Presse -
Grécia: As mentiras vão matar o euro
9 maio 20111833 Süddeutsche Zeitung Munique -
Grécia: Um alvo fácil para os rumores
9 maio 201169 Libération Paris -
Grécia: Vem aí a re-estruturação da dívida?
6 abril 2011PresseuropFinancial Times Deutschland, Financial Times Deutschland -
Crise da zona euro: Irlanda e Grécia: destinos paralelos
28 fevereiro 2011852 I Kathimerini Atenas -
Crise grega: O euro continua em perigo
3 maio 201028 Presseurop -
Crise grega: Jogo de azar, com o euro de prémio
28 abril 2010701 La Repubblica Roma -
Grécia: O pesadelo da Europa
23 abril 2010PresseuropLes Echos -
Grécia: Três anos para salvar o euro
16 abril 2010PresseuropThe Economist -
Grécia: Vizinhos de Atenas preocupados com as consequências da crise
12 abril 20104 Presseurop -
Grécia: Especuladores ameaçam a recuperação de Atenas
9 abril 2010114 Presseurop -
Bulgária: Os gregos levam-nos para a Zona Euro!
1 abril 2010Standart Sófia -
Crise grega: O drama chegou ao fim – por agora...
26 março 2010Presseurop -
Grécia: Soou a hora do esforço
11 fevereiro 2010321 Le Figaro Paris -
Grécia: Papandréou promete sangue, suor e lágrimas
9 fevereiro 2010PresseuropTo Ethnos -
Crise: Há que salvar Atenas
26 janeiro 20103 La Stampa Turim -
Crise económica: Devemos salvar a Grécia da falência?
15 dezembro 200921 Der Spiegel Hamburgo -
Grécia: Atenas na senda do Dubai?
9 dezembro 2009151 Presseurop
Portugal também se afunda
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Portugal : Um resgate vantajoso para Bruxelas
11 maio 20111PresseuropPúblico -
Crise da dívida: O último resgate financeiro antes da renovação
5 maio 201150 Der Standard Viena -
Crise da zona euro: Pedir ajuda, um jogo perigoso
14 abril 2011818 -
Crise da dívida: Horizontes sombrios para o resgate financeiro de Portugal
12 abril 2011PresseuropPúblico -
Crise da dívida: Portugal opta pelo naufrágio
23 março 20112252 Público Lisboa -
Portugal: Um plano de salvação não ajuda ninguém
11 janeiro 2011842 Jornal de Negócios Lisboa -
Crise económica: Juros da dívida portuguesa atingiram os 7%
10 novembro 2010Presseuropi -
Portugal: Depois de Atenas, o efeito dominó atinge Lisboa
28 abril 20101 Presseurop -
Portugal: Os pequenos, a crise, e a saída dela
15 fevereiro 2010141 La Repubblica Roma
A crise na zona euro arrefeceu o entusiasmo pela moeda única, na maior parte dos países da Europa Central. Hoje, só os Estados bálticos continuam a sonhar com a adoção da moeda única, escreve o Rzeczpospolita.
O pacto para o euro, em discussão pelos Vinte e Sete nos próximos dias em Bruxelas, prevê uma profunda reconstrução da "casa económica europeia". Para enfrentarem as contrariedades, os principais arquitetos, a França e a Alemanha, apostam na funcionalidade e na segurança, com prejuízo da variedade.
As cimeiras europeias organizadas desde o início da crise grega não impediram que a Europa mergulhasse na recessão e na crise política, e a cimeira que começa em 24 de março não irá mudar nada, escreve La Tribune. As únicas alternativas consistem em aliviar o fardo dos países altamente endividados ou organizar a saída do euro.
Paralisia política de Bruxelas, aperto monetário do BCE e taxas de juro esmagadoras das obrigações portuguesas, irlandesas e gregas: nada disso são bons presságios para a crucial cimeira da zona euro de 11 de março, para se decidir como enfrentar o aprofundamento da crise económica.
Para salvar a zona euro, é preciso fazer como os alemães. Várias vezes repetida por Angela Merkel, esta mensagem está a chegar aos seus parceiros. É este o preço a pagar por uma União devastada pela crise, defende Die Zeit.
Aparentemente, Portugal está à beira de um salvamento humilhante pela UE e pelo FMI. Ao mesmo tempo, prosseguem as conversações sobre o reforço do fundo de estabilização. Estes dois fatores têm feito aumentar a tensão na zona euro. Parte da culpa cabe, porém, às querelas entre dirigentes e "ao grande problema de comunicação" existente na Europa.
Os próximos dias vão ser decisivos para o euro. Vários países serão submetidos ao "teste dos mercados", quando emitirem títulos de dívida pública. O resultado, explica a imprensa europeia, revelará o grau de confiança dos mercados na capacidade dos países mais frágeis da zona euro para pôr em ordem as suas finanças e, também, na capacidade da moeda única de se manter estável.
Poderá a moeda da Europa desaparecer? E, se desaparecer, o que acontecerá? O editor de economia do diário londrino, Sean O’Grady, imagina um futuro em que os Estados-Membros regressam ao passado.
Entre operações de salvamento, orçamentos de austeridade para fazer face à crise e mercados obrigacionistas agressivos, há muito quem se pergunte se os dias do euro estarão contados. Mas um colapso da moeda europeia acarretaria custos técnicos, económicos e políticos sem precedentes, defende The Economist.
Para além do plano de emergência para a Irlanda, os dirigentes da zona euro decidiram pôr o setor privado a contribuir para ajudar os Estados que tenham necessidade, a partir de 2013. Um passo na direção certa, considera a imprensa, mas a crise não terminou.
É verdade que a moeda única está enfraquecida devido às crises na Irlanda e na Grécia mas, na cena internacional, continua a ser um valor de futuro e merece ser defendida, argumenta o editorialista francês Alain Frachon.
Apesar de não suscitarem preocupações nos períodos de prosperidade, as divergências fiscais, orçamentais, sociais e salariais entre os Estados-membros estão na origem da falta de cooperação e de solidariedade com que os europeus enfrentam a crise atual, observa um economista francês.
Nunca, desde a crise grega da última primavera, um país pareceu tão vulnerável face aos mercados. Enquanto se perfila um plano de salvamento da Irlanda, a imprensa europeia preocupa-se com as consequências para os outros membros da UE.
Porquê rever um tratado que entrou em vigor no ano passado? Após a decisão tomada pelos Vinte e Sete, destinada a consolidar a moeda única, a imprensa europeia mostra-se mais que reservada.
Em Bruxelas, a 28 e 29 de outubro, a França e a Alemanha vão tentar convencer os seus parceiros a alterarem os textos fundamentais da UE para que o rigor orçamental seja respeitado. Ideia simples e inútil, afirma um editorialista espanhol.
Angela Merkel não terá a tarefa facilitada. No Conselho Europeu de 28 de outubro, a sua vontade de punir os Estados deficitários será combatida pela maior parte dos seus homólogos. Este papel de mãe rígida é, no entanto, necessário, assegura o Süddeutsche Zeitung.
Antes da cimeira da UE para estabilizar o conturbado euro, o presidente francês e a chanceler alemã não só concordaram com novas regras orçamentais como admitiram a possibilidade de reverem o Tratado de Lisboa. Uma grande viragem, murmura-se na Comissão.
Na cimeira de 17 de Junho, em Bruxelas, os 27 estabeleceram as bases de uma “governação” com o objectivo de coordenarem melhor as suas políticas económicas. Mas não deram o passo necessário para criar uma verdadeira gestão comum da economia e querem impor uma improvável taxa sobre os bancos, escreve a imprensa europeia.
O rumor circula desde o início da semana: Espanha poderá, em breve, pedir ajuda aos parceiros europeus para combater a dívida e a especulação. O Governo tenta transmitir segurança, mas a pressão continua forte.
As medidas adoptadas contra a crise financeira alteram a própria natureza da União. Afastados destas transformações, os países de fora da Zona Euro receiam tornar-se membros de segunda.
Os Ministros das Finanças da União Europeia estão à beira de chegar a acordo sobre os pormenores de um escudo protector para os membros mais fracos. Mas, a longo prazo, a cultura de secretismo da UE e do Banco Central Europeu são uma ameaça para o futuro da moeda única, defende o colunista Wolfgang Münchau.
Acusados de apostar contra o euro, os hedge funds não valorizaram nada em Maio, salientam os observadores. Tudo por causa da forma como a União Europeia aos ataques contra a moeda única e à letargia dos mercados, nas ultimas semanas.
Durante anos, a União Europeia (UE) viveu uma ficção politicamente correcta: todos os países tinham os mesmos direitos. Mas, em prol do modelo europeu, cidadãos e dirigentes têm de dizer a verdade, considera Ivan Krastev, politólogo búlgaro.
À imagem da chanceler alemã Angela Merkel, os dirigentes europeus parecem retrair-se perante a vontade da sua população para explicar a sua inércia. É, porém, pela vontade política que se poderá enfrentar a crise e fazer vingar a ideia europeia, argumenta o filósofo Jürgen Habermas.
Angela Merkel isola-se, Nicolas Sarkozy reúne os países do Sul, e a UE já não sabe para onde vai. Por trás da crise do euro e da forma de lhe responder, é a confiança e a vontade de trabalhar em conjunto que desaparecem, constata o Die Presse.
Sendo a crise mais grave que a União Europeia teve de enfrentar até hoje, a crise grega é também um teste ao que a Europa significa para a Alemanha, escreve a Gazeta Wyborcza.
A única solução para crise grega é a reestruturação da sua dívida, defende a conhecida economista indiano Jayati Ghosh. A experiência dos países africanos altamente endividados indica que as medidas de austeridade podem não apenas ameaçar a recuperação económica na zona euro mas também desencadear mais recessão.
As operações de salvamento cada vez mais gigantescas, primeiro da Grécia e depois da zona euro, pouco estão a contribuir para acalmar os nervosos mercados mundiais. O problema é que os Estados amarraram os seus destinos a um sistema bancário frágil, em prejuízo dos seus cidadãos.
Ao contrário do que afirmam beatificamente os dirigentes, o Tratado de Lisboa e o mecanismo de salvamento dos países em dificuldade não é suficiente para assegurar o futuro da Europa. A fim de evitar novas crises, é necessária mais integração, alvitra a editorialista do La Stampa Barbara Spinelli.
Chegou uma nova época de austeridade e, por toda a Europa, os Governos prepararam-se para aplicar cortes gerais radicais. Mas não irá a austeridade conduzir a uma crise social e asfixiar o crescimento económico? Interroga-se o Finantial Times
A Europa ganhou algum tempo com a operação de salvamento do euro, que custou 750 mil milhões de euros. Mas o problema a longo prazo mantém-se.
Com o plano de salvamento de 750 mil milhões de euros aprovado em 9 de Maio, os Vinte Sete adoptaram, dois anos mais tarde, o mesmo princípio escolhido por Washington, no Outono de 2008, para salvar os bancos da falência.
Saudada pela imprensa europeia, a decisão dos Vinte e Sete – com excepção do Reino Unido – de criar um mecanismo de assistência financeira de 750 mil milhões de euros deve reabilitar a confiança na moeda única. Os seus efeitos ainda estão por verificar, mas trata-se já de um esboço de governação económica da União.
Como deverá a Europa resolver a crise grega, que está a pôr em risco a sobrevivência do euro? O economista Joseph Stiglitz, laureado com o Prémio Nobel, defende que não será com a imposição de cortes draconianos no sector público e nas prestações sociais.
Depois da Grécia e de Portugal, a Espanha viu a notação da dívida ser cortada pela agência Standard & Poor’s, a 28 de Abril. A dinâmica negativa parece cada vez menos controlável.receia o El País.
A Grécia tem de dar prova de mais credibilidade, diz-se um pouco por toda a parte. Mas não é ela a única a mascarar a realidade, recorda o Frankfurter Allgemeine Zeitung. É altura de acabar com as mentiras vitais em que se baseia a nossa sociedade.
Reticente quanto à ajuda a conceder à Grécia para lhe resolver o défice, ameaçando excluir os países menos cumpridores da Zona Euro, a maior economia do continente não tem interesse que a moeda única se afunde. Com efeito, sem o euro, a Alemanha atravessaria uma crise sem precedentes.
Uma vez mais, a Alemanha impôs condições para conceder a ajuda financeira que a Grécia pediu à UE e ao FMI. Uma atitude que se explica pelo temor de pagar por outros países, mas também por um desejo de redefinir os contornos da Zona Euro, considera o La Repubblica.
Custe a quem custar, a chanceler alemã vai obrigar a Europa à disciplina fiscal, após o fiasco grego. Está em causa o trabalho de várias gerações de políticos, alerta o Süddeutsche Zeitung.
Reunidos em Bruxelas, os líderes dos 27 deverão debruçar-se, entre outras coisas, sobre as possibilidades de salvar as finanças gregas. Apesar de a dupla franco-alemã estar em crise, é das suas decisões que depende o futuro da moeda única e da sua adopção pelos outros países da União.
Da Grécia à Irlanda, a Comissão Europeia está a incitar os Estados-membros a imporem dolorosos cortes na Despesa Pública. Mas um número crescente de críticos contesta esse “culto da austeridade”, que ameaça aprofundar a recessão em que a Europa se encontra mergulhada.
Os membros mais antigos contra os novos, países irresponsáveis contra países rectos, tolerância da UE em relação aos pedidos excessivos: a crise em torno da moeda única revelou uma nova fractura dentro da União, de acordo com o analista político búlgaro Ivan Krastev
A ideia de criar um Fundo Monetário Europeu para auxiliar os países que, como a Grécia, estão a braços com um nível de endividamento que ameaça a estabilidade do euro, começa a fazer o seu caminho. Os seus opositores, nomeadamente a Alemanha, deveriam recordar que a Europa soube ser solidária com eles no momento da reunificação.
Fragilizada pela crise grega, a União Monetária tem de seguir em frente, para se reforçar, garante o Handelsblatt. Para este diário económico, chegou a altura de integrar na zona euro as economias mais dinâmicas da União Europeia: as dos países de Leste.
Divisa sem Estado, a moeda única dependia da actividade dos mercados. Ao conceder o seu apoio à Grécia, os 27 alteraram totalmente a sua natureza e instauraram um sistema em que todos passam a ser responsáveis, congratula-se o Die Zeit.
A reunião dos 27 que se realiza esta quinta-feira, em Bruxelas, em plena crise financeira, poderá ver nascer uma espécie de governo económico europeu. Essa ideia, durante muito tempo combatida por alguns Estados-membros, parece hoje incontornável, constata a imprensa.
Atacada em diversas praças financeiras, a moeda única passa por uma prova sem precedentes. A imprensa europeia, que denuncia uma acção hostil e concertada, apela à reacção dos 27.
Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha: sob pressão, os quatro países mais frágeis da zona euro – cujas iniciais são “PIGS”, porcos, em inglês – tentam corrigir a sua situação económica. Os meios são diferentes, mas as incertezas são iguais, diz a Imprensa europeia.
As dificuldades financeiras de países como a Grécia ou a Irlanda levantam a questão da sua exclusão da Zona Euro. Mas há pareceres divergentes sobre a viabilidade de tal processo.
Uma falência da Grécia preocuparia os mercados e desestabilizaria outros países da União. A moeda única estaria em perigo. Daí que se peça a todos os países que puxem pela carteira, com a Alemanha à cabeça.
Reunidos em segredo para tratarem da crise grega, a 6 de maio, alguns ministros das Finanças da União Europeia desferiram o golpe de misericórdia na confiança que os cidadãos tinham nos seus governos. Não é assim que vamos salvar o euro, prevê o Süddeutsche Zeitung.
Há várias semanas que têm vindo a ser difundidas informações erradas sobre a economia grega, destinadas a destabilizar Atenas. A última lavagem ao cérebro foi a publicação, na sexta-feira, dia 6, pela Spiegel online, de um artigo sobre uma reunião secreta dos ministros das Finanças para analisar o possível abandono da zona euro pela Grécia. Quem beneficia com o crime, interroga-se o Libération?
Revolução eleitoral em Dublin, greves paralisantes em Atenas - os Estados-membros europeus economicamente mais frágeis reagem de forma diferente aos drásticos orçamentos de austeridade e ao resgate financeiro UE/FMI. Mas os seus destinos estão entrelaçados se quiserem sair da crise e terem uma palavra a dizer na gestão da zona euro, escreve um economista britânico.
O plano de ajuda aprovado em 2 de Maio pelos países do Eurogrupo proporciona uma bóia de salvação à Grécia. Mas a mais longo prazo, o futuro da moeda única e da governação da União continuam ameaçados, considera a imprensa europeia.
Joga-se uma partida decisiva entre os Estados e os mercados. É a sobrevivência do euro que, atacada pela especulação, corre o risco de desaparecer por entre as ruínas do Parténon. Um jogador tem um papel decisivo: a Alemanha que, com a sua estratégia nacionalista, corre o risco de precipitar o fim da União Monetária.
Vários países encaram com apreensão a evolução da situação económica da Grécia: seja por estarem estreitamente ligados a Atenas em termos económicos, seja porque receiam que a crise grega possa atrasar a sua adesão à moeda única.
Duramente atingidos pela crise, os gregos do Norte vão gastar os seus euros na vizinha Bulgária, onde a vida é mais barata. Para alegria dos comerciantes e dos dentistas locais.
Com o acordo celebrado no passado dia 25 de Março à noite, sobre o plano de salvamento da Grécia, os países da zona euro puseram termo a uma tragédia que durava há dois meses. Porém, a solução encontrada está longe de ser a ideal e a fractura que se abriu no seio da União vai levar tempo a sarar, nota a imprensa europeia.
Os 27 reúnem-se em Bruxelas, para tentar salvar a economia grega. Em Atenas, a cura de austeridade anunciada pelo Governo não deixa toda a gente feliz. Mas, num país onde o Estado continua a mostrar-se impotente face à fraude fiscal generalizada, uma mudança de hábitos parece ser inevitável.
Os problemas macroeconómicos da Grécia preocupam as autoridades europeias, que consideram que o facto de a Grécia fazer parte da Zona Euro contribui para reduzir a credibilidade da moeda europeia e das autoridades que a deixaram entrar para, depois, se mostrarem incapazes de controlar o seu comportamento.
Em Berlim e Bruxelas duvida-se cada vez mais da capacidade da Grécia para saldar a sua dívida sem ajuda externa. Se nada for feito, o país corre o risco de entrar em bancarrota – com consequências imprevisíveis para a moeda europeia.
Dívida pública descontrolada, evasão fiscal galopante, buraco nas pensões de reforma… a Grécia está à beira da falência, observa a imprensa europeia, que se inquieta com as consequências para o euro e com um possível efeito de dominó nos países menos cumpridores.
Quantos Estados à beira da falência ainda irão pedir aju-da? O novo plano de apoio destinado a Portugal deverá ser o último, porque a Europa vai ter de reorganizar a união monetária de uma ponta a outra, defende Der Standard.
Depois da Grécia e da Irlanda, chegou a vez de Portugal pedir ajuda à UE e ao FMI. Mas será que apoiar um país endividado com o dinheiro de outros países endividados não irá acabar por matar o euro? Um editorialista eslovaco não percebe qual é o jogo que a UE está a jogar.
Sob pressão dos mercados e impelido por alguns países para aceitar uma ajuda financeira, o governo de José Sócrates deve permanecer firme e reestabelecer a confiança, defende uma jornalista portuguesa, uma vez que os planos de ajuda não fazem mais do que agravar a crise.
Depois da Grécia, a agência de notação financeira Standard & Poor's fez descer a nota da dívida a longo prazo de Portugal em dois níveis, dia 27 de Abril, acompanhada de uma perspectiva negativa. Lisboa prepara-se para ser a próxima vítima dos especuladores.
O primeiro dos "PIGS" (acrónimo inglês depreciativo para os países em crise, Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha), Portugal, também atravessa um período conturbado. Mas o seu modesto dinamismo permite-lhe não sofrer com demasiada violência as repercussões da crise. 














