Dossiês
A Hungria de Viktor Orbán
Uma política de plenos poderes
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Hungria
A versão de Viktor Orbán
9 janeiro 2012PresseuropMagyar Hírlap -
21 dezembro 20111PresseuropPresseurop
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Hungria
Reencontro amargo com o FMI
25 novembro 201127Magyar Nemzet Budapest -
3 outubro 20111PresseuropNépszabadság
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Áustria-Hungria
Budapeste acusada de defraudar os bancos austríacos
13 setembro 20111PresseuropDer Standard -
Parlamento Europeu
A Constituição sobre grill
9 junho 2011PresseuropNépszabadság -
19 abril 2011PresseuropPresseurop
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19 abril 20114Népszabadság Budapeste
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6 abril 20114Le Monde Paris
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16 março 2011PresseuropNépszabadság
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17 fevereiro 2011PresseuropNépszabadság
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Liberdade de imprensa
A Hungria não é um caso isolado
4 janeiro 20111Der Standard Viena -
3 janeiro 20114Népszabadság Budapeste
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Hungria
Para onde vais, Budapeste?
22 dezembro 20105Gazeta Wyborcza Varsóvia -
Hungria-Polónia
O dinheiro das reformas privadas suscita a cobiça
14 dezembro 2010PresseuropHospodářské noviny -
Hungria
O passado nem sempre passa
2 dezembro 2010Presseurop -
Hungria
O elo cada vez mais fraco
20 julho 20101Heti Világgazdaság Budapeste
As bases de uma "revolução nacional"
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Europa central
Viena-Budapeste, ida e volta no passado
23 janeiro 201216Le Monde Paris -
5 janeiro 201231La Stampa Turim
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22 dezembro 2011Magyar Narancs Budapeste
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4 agosto 20116Die Zeit Hamburgo
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1 abril 20111
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Hungria
A fratura magiar
1 fevereiro 20111Respekt Praga -
1 fevereiro 2011Népszabadság Budapeste
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Europa Central
Deixemos de ser idiotas úteis!
24 maio 2010Magyar Nemzet Budapest -
Europa Central
O papão da Grande Hungria
24 maio 20109Lidové noviny Praga -
Hungria
Hungria vira à direita
26 abril 20101PresseuropGazeta Wyborcza -
Hungria
13 razões para estar deprimido
12 outubro 20092Heti Világgazdaság Budapeste -
Extrema-direita
A cruzada anticigana da Jobbik
15 junho 20093Respekt Praga
A Europa é desconfortável
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17 fevereiro 20124PresseuropNépszava
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19 janeiro 2012PresseuropNépszava
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Hungria-UE
A medição de forças começou
18 janeiro 20128PresseuropMagyar Nemzet, Népszava, Népszabadság -
12 janeiro 201217Népszabadság Budapeste
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6 janeiro 20129Presseurop
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Editorial
Orbán e os nossos princípios
6 janeiro 20124Presseurop -
União Europeia
A Hungria também nos diz respeito
4 janeiro 201239Le Monde Paris -
3 janeiro 20129Heti Világgazdaság Budapeste
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Hungria
FMI e UE batem com a porta
19 dezembro 2011PresseuropNépszabadság -
Comissão Europeia
Lei de imprensa da Hungria não é “satisfatória”
18 janeiro 2011PresseuropPravda -
Presidência da UE
Que fazer com a Hungria?
7 janeiro 20115The Economist Londres
Editorial
O que se passa em Budapeste? Desde o seu regresso ao poder em 2010, o primeiro-ministro Viktor Orbán, que fora chefe de um governo liberal e moderado nos anos 1990, parece ter-se transformado num aprendiz autocrata. Contando com o apoio de uma maioria dos dois terços no parlamento e do partido de extrema-direita Jobbik, este revela-se hoje mais preocupado em defender a hegemonia do seu partido, o Fidesz, do que as conquistas democráticas do pós-comunismo; parece mais inspirado pela nostalgia de uma grande Hungria nacionalista do que pelos valores da União Europeia, à qual o seu país aderiu em 2004.
Com um maior controlo dos poderes legislativos, judiciários e económicos, a implementação de reformas nos meios de comunicação social e um discurso nacionalista, Viktor Orbán inquieta, e alguns reclamam sanções ou mesmo a sua exclusão da UE. Ao reunir estes artigos traduzidos da imprensa húngara, como também de outros países europeus, este dossiê expõe o percurso desta “revolução nacional”, esclarece as bases ideológicas que a define e explora eventuais reações para que se compreenda melhor os mecanismos de uma crise política que poderá incomodar a Europa durante muitos anos.
Financeiramente enfraquecida, a Hungria pediu a assistência do Fundo Monetário Internacional, como parte de um acordo a ser negociado entre o momento atual e janeiro de 2012. A imprensa húngara pergunta-se se a iniciativa constituirá uma admissão de fracasso por parte do primeiro-ministro, Viktor Orbán, ou se será resultado de uma cabala contra a sua política de independência.
A nova Constituição húngara, aprovada a 18 de abril pelo Parlamento, consagra a "revolução nacional" iniciada pelo primeiro-ministro, Viktor Orbán. Contudo, essa reciclagem de ideias do século XIX representa um perigo para o país, considera o diário Népszabadság.
Numa altura em que a UE pede aos Estados-membros mais esforço para integrar os ciganos que vivem nos seus territórios, as intimidações da extrema-direita magiar contra a “criminalidade cigana” continuam, sem que o governo de Viktor Orbán, que preside à União, reaja.
Será Budapeste a ovelha negra da liberdade de imprensa no continente europeu? De maneira nenhuma, escreve Der Standard. Em todos os países, a classe política não resiste a controlar os órgãos de comunicação social independentes.
No dia 1 de janeiro, quando Budapeste assumia a presidência da UE, entrou em vigor a nova lei para a Comunicação Social. Denunciada por toda a Europa, é igualmente combatida pela imprensa independente húngara. Como atesta este editorial do Népszabadság.
No dia 21 de dezembro, o primeiro-ministro Viktor Orbán fez aprovar uma lei que limita a liberdade de imprensa. Porque é que ninguém na Europa fala nisto, numa altura em que a Hungria se prepara para assumir a presidência da UE?, pergunta o colunista do Gazeta Wyborcza, Jacek Pawlicki.
Figura tutelar do jornalismo húngaro, Paul Lendvai é acusado de ter colaborado com o antigo regime comunista. Uma polémica que estala num contexto político já de si tenso.
Confrontado com graves dificuldades económicas, o Governo de Viktor Orban não consegue chegar a um acordo com a União Europeia e o FMI. Apesar de a situação estar controlada, a intransigência das duas partes fragiliza o equilíbrio de toda a Europa Central.
Herdeiras do império Habsburgo, a Áustria e a Hungria partilham uma outra
experiência: uma relação ambígua com a história e uma tendência para tolerar
desvios políticos. Dez anos após as sanções europeias contra a primeira, por
que motivo aparenta a segunda estar presa nos anos 1930?
Para compreendermos o isolamento nacionalista e identitário do atual governo húngaro, é na história do país que é necessário procurarmos, escreve um especialista em literatura magiar. Especialmente, na fragilidade da sua burguesia e nas frustrações nascidas das derrotas militares.
A rutura das negociações com o FMI e a UE relativamente à independência do banco central demonstrou que o Governo de Viktor Orbán também aplica a sua “revolução nacional” à economia. Mas as bases dessa política estão erradas, realça um economista.
A polémica Lei de Imprensa de Victor Orban entrou em vigor em julho. Ao fim de um mês, o resultado é o seguinte: demissões em massa de jornalistas críticos e alegações de que o chefe do Governo está a vergar a Comunicação Social pública à sua linha política.
A 15 de março, os húngaros comemoraram a sua revolução de 1848. Mas, este ano, a imagem do histórico revolucionário Kossuth desapareceu perante a do atual primeiro-ministro, Viktor Orbán.
Que se passa em Budapeste? Agora que a Europa se interroga sobre a política nacionalista do governo de Viktor Orbán, o semanário checo Respekt foi à procura de intelectuais e jornalistas. O resultado foi uma sociedade dividida entre campos irreconciliáveis.
Enfrentando o resto da Europa, o primeiro-ministro húngaro elogia a fibra contestatária dos seus compatriotas contra os poderes externos. Mas nem sempre funciona, como sublinha o diário Népszabadság.
Os excessos nacionalistas a que se entregam os governos húngaro e eslovaco são perigosos para os respectivos povos e também absurdos, porque reforçam os preconceitos dos europeus ocidentais acerca desta região, defende um jornalista húngaro.
O novo Governo de Budapeste deseja atribuir um passaporte a todos os húngaros de gema que vivem nos países vizinhos. A Eslováquia, a principal visada, reagiu com animosidade. Uma escalada nacionalista que pode desestabilizar a UE no seu conjunto.
Um inquérito internacional recente coloca os húngaros entre os povos mais pessimistas quanto ao futuro. Dos vencidos da transição pós-comunista aos ideólogos, o sociólogo Elemér Hankiss traça os diferentes perfis dos afectados por esta depressão colectiva.
Os extremistas de direita húngaros (na foto) obtiveram quase 15% dos votos e três lugares nas recentes eleições para o Parlamento Europeu. A Jobbik (Aliança dos Jovens de Direita – Movimento para uma Hungria melhor) tem assim apenas menos um lugar do que os socialistas, no poder em Budapeste. Ora, durante a campanha eleitoral, a Jobbik limitou-se a uma retórica anticigana agressiva e uma crítica contínua ao Governo
Depois de várias semanas de polémica, a Comissão Europeia lançou um triplo processo de infração contra o Governo húngaro. Mas quem vai ser a primeira a ceder, Budapeste ou Bruxelas? A imprensa húngara não espera grandes mudanças.
Ameaçando Budapeste com sanções financeiras e represálias, se o Governo não mudar a política económica e judiciária, a UE parece ter encetado um processo para se livrar do primeiro-ministro húngaro, como fez com Berlusconi e Papandreu. Mas não vai ser tão simples como anteriormente.
O reforço das prerrogativas do Executivo e o enfraquecimento dos contrapoderes são criticados por uma parte da imprensa húngara e também na Europa. Num momento em que o país é atingido por uma crise financeira, que se agrava à medida que aumenta a desconfiança dos investidores relativamente à política do Governo de Budapeste.
A Europa não pode ficar indiferente aos excessos autoritários e nacionalistas do primeiro-ministro, Viktor Orbán. Como comunidade de valores democráticos, tanto quanto união económica, deve pressionar Budapeste no sentido de esta se manter no rumo certo, considera o Monde.
Em Budapeste, aumenta o descontentamento contra o primeiro-ministro húngaro, acusado de excessos autoritários. A comunidade internacional começa também a reagir, mas deve evitar o recurso à ingerência, considera o filósofo Gáspár Miklós Tamás.
No momento em que a Hungria assume a presidência rotativa da UE, muitos receiam que o seu Governo realize uma viragem antidemocrática. Mas haverá alguma coisa que a União Europeia possa fazer?, pergunta The Economist. 





