Versão simplificada do Tratado Constitucional rejeitado pelos franceses e pelos holandeses em 2005, o Tratado de Lisboa tem por fim facilitar o funcionamento de uma União com 27 Estados-membros e o seu futuro. Apóes um percurso agitado, está finalmente em vigor desde 1 de Dezembro de 2009. Com ele desenha-se a nova Europa, não sem dificuldades, como o testemunham os artigos deste dossiê.
Com vista a dar um enquadramento mais seguro ao investimento na UE após 2008, a directiva relativa à gestão de fundos de investimento alternativos lançou o pânico na City de Londres ao pôr em perigo o seu futuro como centro financeiro internacional. Na recente deslocação a Bruxelas, para defender a sua causa, o presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, descobriu uma cidade futurista onde, segundo declarou, mesmo em detrimento de Westminster (Parlamento britânico), reside o verdadeiro centro do poder.
A 2 de Outubro, a Irlanda vai pronunciar-se pela segunda vez sobre o Tratado de Lisboa. Se muitos prevêem que vai voltar para o regaço da Europa como forma de emergir da profunda recessão económica, novas sondagens sugerem que está a ressurgir um voto no Não, relata o The Financial Times.
O Tribunal Constitucional de Karlsruhe deu luz verde à ratificação do Tratado Simplificado de Lisboa mas pôs como condição alterações à legislação alemã, de forma a salvaguardar as prerrogativas do parlamento nacional. Este «sim, mas», que suscitou comentários da imprensa europeia, pode atrasar a ratificação do tratado. E prova que a Alemanha já não é o que era em matéria de locomotiva da Europa.
Agora que os Irlandeses obtiveram garantias sobre o Tratado de Lisboa, anuncia-se um novo referendo para o próximo mês de Outubro. Segundo o The Irish Times, chegou a altura dos partidários do Tratado de Lisboa separarem os factos da ficção e olharem para os partidários do "Não".
No início da década de 1970, Mauricio Toussaint tinha menos de 20 anos e muita vontade de conhecer o mundo. Viajou para Espanha com colegas da Universidade Nacional Autónoma do México, onde cursava Ciência Política, e o acaso de uma imprevista greve de professores fê-lo prolongar a estada na Europa e rumar a Portugal.
Os ucranianos, em Portugal, são a segunda maior comunidade migrante, com 53 mil pessoas cuja situação está legalizada, e vêm sobretudo da Ucrânia ocidental. Pouco depois de este país ter comemorado 18 anos de independência [24 de Agosto, o EXPRESSO falou com o embaixador da Ucrânia em Portugal, Rostyslav Tronenko, um homem que nasceu num país que se diluiu quando ele já tinha 29 anos Peter Pan, um dos mais famosos filmes de animação da Disney, aos 47.