A economia alemã não está tão sólida como isso. É, pelo menos, a opinião da revista The Economist. Baseando-se na exportação de automóveis e de bens de equipamentos de qualidade, é "hoje vítima do seu êxito", constata a revista semanal londrina. "Os mercados mundiais são voláteis: o excedente da balança de pagamentos caiu para metade, em relação aos formidáveis 8 8% do PIB no ano passado". A solução: desenvolver o sector dos serviços, mesmo se os alemães foram sempre renitentes em fazê-lo, e facilitar a criação de empresas.
"Há uma década que as empresas, os sindicatos e os políticos alemãs decidiram tornar a sua economia de exportação competitiva, com resultados espectaculares. O seu país deve, agora, reforçar a economia interior", preconiza The Economist, na iminência das eleições legislativas de 27 de Setembro. "É tempo de dar início a novas experiências" , conclui a revista.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.