A Justiça alemã parece ter ganho uma costela ecologista. Pela primeira vez, embargou a construção de uma central a carvão em Datteln, na região do Ruhr. O tribunal de Münster considerou – designadamente – que a central "não contribuía para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa", relata o Tageszeitung, que se congratula com a decisão.
E não se trata "de uma central qualquer nem de uma sentença qualquer", salienta este diário de Berlim. Segundo o seu construtor, a Eon, a central era um protótipo de uma nova geração de centrais a carvão, a mais competitiva da Europa, com capacidade para produzir 1 100 megawatts, ou seja, "quase tanto como uma central nuclear". No entanto, a nova unidade iria gerar 0,73% das emissões alemãs de CO2, sem substituir nenhuma antiga central. A sua construção teria, portanto, violado os objectivos inscritos no plano de desenvolvimento regional: reduzir as emissões de CO2.
"Os juízes fizeram bem em recordar que os belos discursos de domingo devem traduzir-se em factos", conclui o TAZ.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.