Der Spiegel, 26 setembro 2011
É a quarta vez que o semanário alemão Der Spiegel publica um título acerca da morte iminente do euro. Desta vez, a moeda única é representada como uma carga explosiva. Na primeira página pode ler-se “A bomba monetária – como uma grande ideia pode transformar-se em perigo para a Europa”. Ao longo de 20 páginas, a publicação alemã explica em quatro atos o nascimento, a vida, a crise e o futuro do euro, “a moeda mais perigosa do mundo, construída sobre dívidas e mentiras, sem base de sustentação nem liderança.”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.