O Daily Telegraph nunca foi pró-europeu. Contudo, na sua edição de 14 de Setemmbro, o diário conservador britânico de referência informa que nos próximos quinze dias vai "analisar se a UE funciona bem, aquilo que o Reino Unido lucra com ela e o tipo de relação que queremos estabelecer com os povos e culturas da Europa”. Surpreendentemente o editorial abre com uma frase-bomba: "A União Europeia traz muitos benefícios ao Reino Unido’", muito embora ressalve que o RU vem imediatamente a seguir à Alemanha como maior contribuinte líquido da UE. Já um dos artigos desde dossiê é bastante mais próximo das posições habituais do jornal ao revelar que a UE gasta somas exorbitantes tiradas do dinheiro dos contribuintes em projectos duvidosos como, por exemplo, “1,4 milhões de libras (1,6 milhões de euros) num programa para ‘definir Deus’, mais de 87 mil libras (99 mil euros) numa duvidosa cultura de bichos-da-seda sintéticos e 750 mil libras (853 mil euros) num jardim zoológico de crocodilos
Já num outro artigo o Telegraph exalta os benefícios de viajar sem restrições no espaço europeu, a que se junta uma cronologia da UE, uma sondagem sobre o Tratado de Lisboa e uma série de relatos em primeira mão sobre a experiência europeia intitulados "A Minha Europa". O partido conservador de David Cameron tem aqui muito para pensar pois, como realça o Telegraph, “trata-se da maior clivagem na política britânica dos últimos 50 anos”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.