Foi ele que inventou o célebre slogan "pobre, mas sexy" para Berlim e foi eleito pela terceira vez presidente da capital alemã. Hoje, "[Klaus] Wowereit fará cair Merkel", entusiasma-se até o liberal Financial Times Deutschland. Valendo-se do seu êxito, Wowereit podia pensar em concorrer como candidato do SPD à Chancelaria. Muito subestimado e considerado provincial e boémio, "conseguiu aquilo que muitos no SPD não podem reivindicar: sabe conduzir uma campanha eleitoral – e ganhá-la e isso num Estado cheio de preocupações financeiras, tensões sociais e caótico em termos de circulação”, refere o diário.
Os resultados das eleições berlinenses, a 18 de setembro, confirmaram os sociais-democratas na presidência da Câmara. Os Verdes obtiveram igualmente um bom resultado (17,6%) e o Partido Pirata teve uma estreia fulgurante (quase 9 %) na Assembleia Municipal. Do lado dos derrotados, temos a coligação de Angela Merkel, cristãos-democratas e liberais, e o Die Linke, o partido nascido dos escombros do partido único da antiga Alemanha de Leste.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.