“Rostowski prevê guerra”, é o título do Dziennik Gazeta Prawna, um dia depois do ministro das Finanças polaco, Jacek Rostowski ter advertido, no Parlamento Europeu, que haverá uma guerra na Europa “dentro de dez anos”, se a zona euro implodir em consequência da crise da dívida. A maior parte dos comentadores polacos achou que o discurso foi, no mínimo, controverso. “O ministro reforçou o estereótipo dos polacos como pessoas que se deixam guiar pelas emoções, que são irracionais e que perdem facilmente o controlo”, lamenta um colunista do Rzeczpospolita. Reconhecendo, não obstante, que a “hipérbole da guerra” de Rostowski foi exagerada, o diário liberal Gazeta Wyborcza sai em socorro do ministro ao dizer que o sentido do seu discurso continua a ser verdade: “a dissolução da zona euro seria uma catástrofe económica e política para a Europa”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.