A gestão do processo grego torna-se um verdadeiro teste para a coligação governamental em Berlim, entre os democratas-cristãos e liberais: "FDP busca confronto com Merkel", é o título no Financial Times Deutschland, um dia depois da enésima medição de forças entre a chanceler e os seus aliados. Apanhada de surpresa pelas dúvidas sobre a solvência de Atenas expressas num artigo no Die Welt por Philipp Rösler, ministro da Economia, liberal, a chanceler pediu aos membros do seu gabinete para pararem de especular em público sobre a falência da Grécia, explica o Financial Times Deutschland.
Em vão: nada impressionado, o dirigente do FDP, Christian Lindner afirmou que “os alemães, a Alemanha, os mercados financeiros e os gregos precisam de transparência", relata o jornal, o que não é possível "através da imposição de um código de silêncio”. O Financial Times Deutschland salienta que a cacofonia no interior do Governo alemão teve consequências significativas para outros Estados-membros da Zona Euro, nomeadamente um aumento das taxas de juro das obrigações italianas, ao ponto de o próprio Presidente dos EUA, Barack Obama, ter expressado a sua preocupação.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.