"Merkel e Sarkozy tomam as rédeas da Grécia”, titula o diário El Periódico. Depois de mais um dia de tensão nos mercados, “a Alemanha e a França tentam evitar um incumprimento ‘incontrolado’ de Atenas”, escreve o diário de Barcelona. A intervenção de Berlim e Paris deverá ser uma videoconferência entre a chanceler alemã, o presidente francês e o ministro grego Georges Papandréou a 14 de setembro, “num gesto que visa não abandonar a Grécia à sua sorte”. A conversa antecede o Conselho de Ministros das Finanças da UE, marcado para 16 de setembro, em Wroclaw (Polónia), que deverá fazer face à “delicada situação económica europeia”, atualmente “atormentada por rumores” que a abalam, acrescenta o El Periódico. O jornal faz ainda eco das críticas com que acolheram as declarações do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que afirmou recentemente que a Itália e a Espanha são um “problema” grave par o euro. “Talvez Obama não tenha sido muito sábio”, escreve o jornal, mas pôs em evidência “a desordem no mundo perante a lentidão e as dúvidas na tomada de decisões dentro da União Europeia”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.