A subida do franco suíço ameaça as relações entre a Áustria e a Hungria. “’A expropriação dos bancos’: Viena interpõe ação contra Budapeste”, anuncia o Der Standard. O governo austríaco não perdoa o seu homólogo húngaro, que quer autorizar os clientes endividados a reembolsarem os seus créditos a uma taxa fixa – e muito vantajosa. Os húngaros poderiam reembolsar os seus créditos em francos suíços a uma taxa de 180 forint em vez de 240, e os créditos em euros a 250 forint em vez de 280.
As perdas ficariam a cargo dos bancos, o que deixa escandalizados os estabelecimentos austríacos, com créditos na Hungria que chegam aos 5 mil milhões de euros. Viena pediu à Comissão europeia que analisasse a possibilidade de recorrer ao Tribunal europeu. O Der Standard considera que Budapeste está a dar um tiro no pé, pois ao envolver-se em contratos de direito privado, arrisca-se a fazer fugir os investidores.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.