"O governo romeno aprovou um decreto inacreditável", escreve o Evenimentul Zilei na primeira página : os presidentes de Câmaras Municipais deixam de ter, a partir de agora, o direito de fazer promessas enganosas "durante a campanha eleitoral, mas também durante o seu mandato".
O decreto 961/2009 prevê sancionar qualquer incumprimento, sobretudo "através de cortes" no orçamento anual atribuído aos municípios pelo Estado. "Adeus auto-estradas suspensas [a passar por cima de aldeias], canalizações e gás em terras que não têm sequer iluminação pública", congratula-se o diário.
Em concreto, o texto impõe uma melhor informação aos cidadãos, com afixação de anúncios em lugares especialmente previstos, porque "se os cidadãos forem informados, os conflitos serão evitados". Como explica o Governo no seu decreto: "Estamos fartos da burocracia e da mentalidade dos funcionários públicos!".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.