O tabu pode ter sido quebrado. “Rutte [primeiro-ministro holandês] é o primeiro a ameaçar com expulsões na zona euro”, titula o De Volkskrant. Numa carta ao Parlamento holandês, o primeiro-ministro escreve que se os países do euro falharem sistematicamente o cumprimento das regras orçamentais, devem optar por sair do euro. Num artigo publicado a 8 de setembro no Financial Times, Rutte e o seu ministro das Finanças, Jan Kees de Jager, esclarecem: “No futuro, a sanção última pode ser obrigar os países a saírem do euro”. O governo holandês conhecido, segundo o NRC Handelsblad, como o “queixinhas da Europa” em questões de disciplina orçamental, também sugeriu que devia existir um comissário independente para o orçamento europeu. “A punição máxima de saída forçada é, segundo o governo, uma coisa a longo prazo. Uma alteração aos tratados europeus demoraria anos […]. A curto prazo, é sugerido um comissário europeu especial para a disciplina orçamenta com poderes alargados”, escreve o De Volkskrant. A Finlândia e a Alemanha apoiam a ideia de um comissário especial, diz De Jager.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.