Na República Checa, o tema principal da campanha para as eleições europeias são os ovos. Mais exactamente, os ovos frequentemente atirados, nos comícios ao chefe do Partido Social-Democrata (CSSD), Jiří Paroubek. "O caso dos ovos tornou-se uma paranóia para os dois principais partidos políticos do país", afirma o Mladá Fronta DNES, ao explicar que o CSSD acusa o Partido Democrático Cívico (ODS) de estar por trás destes ataques, ao mesmo tempo que o ODS receia que o caso seja utilizado contra si.
Porquê atacar Paroubek?, pergunta este diário, na primeira página. Porque vão as pessoas para a rua, gritar a sua opinião, num país onde a abstenção é significativa? E por que motivo, vinte anos depois da revolução, os partidários da esquerda lutam nas ruas com os partidários da direita?, interroga-se o MF DNES. Os ataques poderão ser provocados pelo «guru» dos sociais-democratas, o ex-primeiro-ministro Miloš Zeman, pelo controverso Presidente Václav Klaus ou pelo ex-primeiro-ministro Mirek Topolánek. Ou seja, salienta o MF DNES, por políticos que personificam a arrogância mas cujas mãos continuam limpas.
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Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.