“Alex Salmond declara a geração da independência”, titula o Scotsman, após a abertura do Parlamento escocês no dia 7 de setembro. Ao apresentar o seu Programa de Governo, o primeiro ministro Alex Salmond, líder do SNP (Partido Nacionalista Escocês), declarou que a sua esmagadora vitória nas eleições em maio revelou que o "medo" da secessão em relação ao Reino Unido desapareceu para sempre. “O povo”, declarou, "está preparado para avançar para o novo capítulo da História da Escócia", acrescentando que a “independência irá melhorar o futuro de toda esta gente: vai ser a Geração da Independência". Apesar desta retórica corajosa, os planos legislativos do primeiro ministro não incluíram uma lei em matéria de realização de um referendo sobre a separação do Reino Unido mas, em vez disso, centraram-se na “clarificação dos poderes do Scottish Water e em questões de modernização da governação da Biblioteca Nacional”, nota o diário de Edinburgh. O editorial questiona se não se tratará de “um sinal de que, apesar de a terra ter tremido na Escócia, continua a haver muitas dúvidas sobre o impacto que isso terá tido.”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.