Rzeczpospolita de 8 de Setembro de 2009

De acordo com fontes não oficiais  citadas pelo Rzeczpospolita, a Polónia recusa-se a aceitar os imigrantes ilegais que entram todos os anos pelas praias italianas, espanholas ou gregas. O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini, defendeu recentemente que todos os países da UE devem suportar os custos de manutenção dos imigrantes ilegais ou aceitar alguns no seu território. "A Polónia acredita que tais mecanismos devem ser voluntários. Podemos, se assim o decidirmos, aceitar por exemplo várias centenas de refugiados de Iraque. Mas, como país ainda não inteiramente desenvolvido, não temos recursos para aceitar nenhuma quota predefinida de imigrantes que nos seja imposta", disse Jakub Wisniewski, do Gabinete do Comité para a Integração Europeia (UKIE ), ao diário de Varsóvia. O Rzeczpospolita acrescenta que a Polónia não concorda igualmente com a mais recente ideia da Comissão Europeia de que os Estados-membros se abram aos refugiados dos países dilacerados pela guerra e os dividam razoavelmente entre si. "Bruxelas espera que, criando oportunidades para os refugiados entrarem legalmente na UE, se reduza o número de pessoas desesperadas que tentam cruzar ilegalmente as suas fronteiras", prossegue o Rzeczpospolita. O problema é que uma tal solução encontra oposição de países com pouca experiência de imigração ilegal maciça. De acordo com o  Gabinete Polaco para o Repatriamento e Estrangeiros , a Polónia concedeu asilo a apenas 186 indivíduos, no ano passado.