O processo contra o antigo primeiro ministro islandês, Geir Haarde's “poderá não ter lugar”, titula o Morgunbladid, um dia depois da primeira audiência no Supremo Tribunal de Reykjavik, que o irá julgar pela responsabilidade no desmoronamento do sistema financeiro da Islândia, em 2008, altura em que se encontrava à frente do executivo. Ao fim de duas horas e meia de audiência, o Landsdómur, o tribunal que julga ministros e antigos ministros e que se reúne pela primeira vez na História, adiou a audiência. O advogado do chefe do Partido da Independência (conservador), que abandonou o poder em 2009, solicitou o encerramento das acusações contra o seu cliente, explica o Morgunbladid. O advogado considera que Geir Haarde, único responsável político islandês a comparecer perante a justiça, pela sua responsabilidade na crise financeira que provocou o desmoronamento do sistema bancário islandês, é vítima de tratamento discriminatório. Afirmou igualmente que o inquérito não foi suficiente e que as acusações contra Haarde são vagas.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.