Apesar da saída precipitada da troika, UE-FMI-BCE, a 2 de setembro, e o facto de que a Grécia não satisfaz as condições exigidas pela ajuda internacional, "o Governo afirma que mantém o controlo", titula o Kathimerini, na sua edição anglófona. Mas, para o diário, "acabaram-se as mentiras. O primeiro ministro Georges Papandreou tem de escolher entre a peste ou a cólera", isto é, "entre o cartão vermelho dos credores da Grécia", ou a "velha guarda do PASOK", o Partido Socialista que dirige. "A UE e o FMI exigem um sinal claro de que a Grécia faz tudo o que pode para cortar nas despesas e isso implica, no mínimo, despedimentos em massa no setor público", nota o jornal, segundo o qual uma política televisiva "poderá confirmar o fim do seu reinado".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.