Dois dias antes de ser anunciado, a 7 de setembro, o Der Speigel revela o teor da decisão do Tribunal constitucional alemão acerca da constitucionalidade da contribuição de Berlim para os planos de resgate europeus. Segundo este semanário, “os juízes de Karlsruhe puseram-se de acordo para exigir uma participação substancial [do parlamento federal] em todas as medidas de resgate futuras.” Ou seja, o governo não poderá estabelecer acordos com os seus parceiros europeus sem o consentimento do Parlamento. O facto de a decisão surgir no momento em que o debate acerca do voto no plano de resgate da Grécia é “em parte um acaso, em parte desejada”, reconhece o Presidente do tribunal. E o Der Spiegel aponta que efetivamente “todas as partes se aproximam de uma linha de compromisso” sobre a repartição dos poderes de decisão. “O governo compreendeu que tem que conceder aos deputados o direito de intervenção”, explica o Der Spiegel. O representante da Alemanha no FEEF [Fundo europeu de estabilidade financeira] necessita do acordo do Bundestag para poder aprovar medidas – caso contrário deve vetar.” E isto, “apesar das dúvidas do Ministro das Finanças Wolfgang Schäuber [...], que receia a lentidão da reação do FEEF” perante a crise. “Mas a chanceler, preocupada em obter a maioria dos votos da sua coligação nas eleições, aceita as exigências dos deputados.” O Der Spiegel cita um juiz do Tribunal constitucional que diz que “o direito do orçamento é a joia do parlamento. Mas quando o soberano começa a vender as joias, a sua liberdade pode ficar limitada.”
Plano de resgate
Parlamento alemão tem uma palavra a dizer
5 setembro 2011
Presseurop
Der Spiegel
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.