O mandato do presidente da Câmara de Roterdão, Ahmed Aboutaleb, revela "as primeiras fissuras", titula na primeira página o De Volkskrant, no dia seguinte ao debate na Assembleia Municipal sobre a responsabilidade pelo decorrido na festa de 22 de Agosto. Esta festa, que decorreu numa praia perto da cidade portuária e contou com a participação de cerca de 28 mil pessoas, foi palco de um tiroteio que provocou um morto e seis feridos.
O diário flamengo relata que "dos 160 polícias então presentes, 21 dispararam, causando a morte a um jovem de Roterdão". No editorial, o jornal questiona "a necessidade de reagir a este tipo de situações apenas com repressão.É manifesta a existência de uma nova geração de hooligans [entre 200 e 300 naquela praia] cujo campo de acção extrapolou os estádios de futebol, com uma segurança cada vez mais apertada, e que selecciona outros acontecimentos com a única finalidade de provocar confrontos com a polícia.Para eles, acontecimentos com entrada gratuita [como a festa na praia perto de Roterdão] são um convite […]. Daí a sensatez da decisão de Aboutaleb de proibir a realização de festas gratuitas que atraem grandes multidões".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.