"Os alemães devem fazer um sacrifício pelo euro", resume o Berliner Zeitung. Em entrevista ao diário, o patrão da Federação Industrial alemã, Hans-Peter Keitel, pede a Angela Merkel que salve a moeda única „mesmo que isso faça mal“.„Queremos avançar e investir no euro. Precisamos de uma União estável", declara Keitel. „Se queremos que a integração avance, é preciso que todos os Estados-membros respeitem as regras, ou cedam competências nacionais.“A quatro semanas do debate no Parlamento sobre os planos de resgate europeus e o início de uma governação económica europeia, Angela Merkel está, por seu turno, perante críticas cada vez mais francas. A CSU, o ramo da Bavária do partido cristão-democrata da Chanceler, acaba de se declarar “decididamente contra um Governo económico e um ministro das Finanças europeu”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.