As "eurobonds" são uma "carga explosiva", segundo o Handelsblatt, que considera que as obrigações do tesouro europeias, invocadas na Europa por tudo e por nada como remédio para a crise da dívida soberana, colocam Angela Merkel numa posição difícil perante os seus parceiros europeus e dos seus aliados no governo. O diário económico explica que a chanceler excluiu definitivamente a introdução das “eurobonds” numa reunião do seu partido (CDU), realizada na véspera, afirmando que “não são uma boa resposta para a crise na Europa”.
Quis, assim, por fim a um debate que agita a classe política alemã e que já provocou muitos casos de ansiedade no seio da coligação entre a CDU, que está dividida, e os liberais do FDP, que se opõem ferozmente às “eurobonds”. Esta opinião é partilhada por mais de três quartos dos alemães, como realça uma sondagem citada pelo Handelsblatt, que, no entanto, duvida que Angela Merkel siga a “vontade do povo” até ao fim, uma vez que, neste domínio, a Alemanha “não dispõe de apoios a nível europeu, sobretudo, da França”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.