Num apelo à solidariedade entre países europeus, publicado no De Volkskrant, três economistas condenam a atitude de "agente judicial" adoptada por alguns países, como o Reino Unido e os Países Baixos, face à Islândia, submersa em dívidas e que luta para sair do marasmo. Estes economistas recordam que "nenhum país pôde alguma vez pagar uma dívida de tamanha amplitude [e que a Islândia] só poderá reembolsá-la, contraindo empréstimos. É um impasse".
Os três convidam os países credores a adoptar uma atitude mais pragmática: em nome da "solidariedade europeia", defendem um "acordo realista", a fim de "restabelecer o crescimento". Os signatários estabelecem um paralelo com a situação da Alemanha nos anos 1920: "Tal como advertira Keynes, a Alemanha não tinha condições para pagar os créditos dos Aliados e foi obrigada a contrair empréstimos, o que só contribuiu para aumentar a sua dívida externa. Levada ao desespero, a população lançou-se nos braços da extrema-direita. Não sabemos como vão reagir ao desespero os islandeses, os bálticos e os húngaros. Sabemos apenas que, juntos, somos responsáveis pelas dívidas da economia mundial e que devemos sair juntos desta situação."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.