"19 de agosto de 1991, o dia que abalou a URSS ", é o título da primeira página do La Tribune de Genève, que recorda que há 20 anos o líder soviético Michaïl Gorbachev sofreu “um dos golpes de estado pior preparados da história. Paradoxalmente, foi talvez também aquele que teve maior influência na História mundial”.
De facto, "alguns meses mais tarde, Gorbachev demitia-se", recorda o jornal diário suíço no seu editorial, onde “a comparação entre a primavera árabe e o fim do comunismo é uma tentação. (...) Efetivamente, temos assistido ao aparecimento de desejos de liberdade em sistemas políticos esclerosados. (...) o fim da era soviética ou as revoluções árabes dão a sensação de ser a História que retoma o seu curso depois de um longo período de glaciação.
E, sobre desfasamento entre a imagem que os russos tinham do último líder soviético e o “modo como nós o víamos”, o diário suíço concluí que “eles não veem em Gorbachev o herói da liberdade que nós celebramos. Nós não vemos os Irmãos muçulmanos como verdadeiros libertadores. Quando se mobilizam no Cairo. Uma lição da História a reter?”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.