“Finlândia põe bomba nos planos de resgate da UE”, titula o De Volkskrant, noticiando o pedido da Finlândia para que a Grécia dê garantias à participação de Helsínquia no resgate grego. Segundo o jornal holandês, os dois países já chegaram a acordo e quatro outros – a Áustria, a Holanda, a Eslováquia e a Eslovénia – pedem agora garantias semelhantes, gerando receios quanto a estabilidade do acordo de 21 de julho para salvar a Grécia.
Na Holanda, vários deputados já pediram ao ministro das Finanças para tomar medidas. O De Volkskrant diz que não é certo que a Grécia possa dar garantias à Finlândia. Provavelmente, não serão ilhas ou caminhos-de-ferro, mas sim um pagamento em dinheiro entre 500 e mil milhões de euros. Como a Grécia não tem dinheiro, os jornais receiam que o depósito tenha de ser feito pelo Fundo Europeu.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.