O primeiro-ministro Petr Nečas tem um novo problema: Ladislav Bátora. Este conselheiro do ministro da Educação escreveu “um novo episódio na crise do governo”, como traz em manchete o Mladá Fronta DNES: os cinco ministros do TOP 09 abandonaram de facto o conselho dos ministros do dia 17 de agosto para protestar contra os seus comentários para com o ministro dos Negócios Estrangeiros e líder do TOP 09 Karel Schwartzenberg, classificado como “pobre velho” que “atira perdigotos de forma insolente” na sua página do Facebook.
Os ministros ameaçam agora abandonar o governo – o que provocaria a sua queda – enquanto Bátora e o seu ministro não se demitirem. O problema, explica o diário de Praga, é que Bátora, um antigo líder de extrema-direita e presidente da Iniciativa radical e eurocética, beneficia do apoio do Presidente da República Václav Klaus, que não perde uma oportunidade para colocar Nečas em apuros.
O caso de Bátora evoca o do ministro italiano das Reformas Federais, o líder da Liga do Norte Umberto Bossi, que recentemente provocou um tumulto no seio da imprensa italiana, por ter classificado de “anão irritante” o seu colega da função pública Renato Brunetta.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.