“Sem amor e com policiamento implacável” são as soluções de Cameron para “quebrar a Grã-Bretanha”, titula o The Guardian, que notícia as tentativas do governo britânico para enfrentar as causas e os efeitos dos recentes motins. Centenas de polícias irão receber treino antimotim, escreve o jornal, enquanto o primeiro-ministro promete “uma reviravolta na vida” de 120 mil famílias para responder àquilo que chama um “colapso moral em câmara lenta”.
Entretanto, uma autorização controversa permite aos magistrados não terem em conta a jurisprudência como guia nas penas a atribuir aos amotinados. Um estudante de 23 anos “foi condenado a seis meses de prisão por ter roubado, de um supermercado, garrafas de água no valor de 3.50 libras (3,98€)”.
Para alguém tido como progressista, escreve o The Guardian, Cameron parece agora preocupantemente Thatcheriano: “frio, cínico e, às vezes, muito estranho”. As críticas à reação de Margaret Thatcher aos motins de Brixton, em 1981, descreviam-na como “inábil para encontrar a medida certa quando é necessário um sentido mais amplo de compreensão social.” Hoje, pode dizer-se o mesmo de Cameron.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.