“O declínio e queda da Europa” é o título assustador da revista Time. “A união económica está a desintegrar-se. Londres está em chamas e o parceiro comercial em que podia confiar, os EUA, está enfraquecido demais para conseguir ajudar a salvar o euro,” relata a revista americana. “Digam adeus à ordem anteriormente estabelecida.”
A UE criou uma moeda única mas não criou uma união política ou fiscal mais profunda,” continua a Time. As opiniões divergem quanto à necessidade de centralizar mais ou acabar com a UE. Existem antecedentes históricos para ambas as situações. Vejam como o rublo russo se desintegrou quando “as discrepâncias económicas se tornaram grandes demais” entre os antigos países soviéticos que tentaram continuar a usá-lo depois do colapso da União Soviética. Por outro lado, lembram-se da crise dos Mecanismo de Cambio em 1992, que encorajou muitos países europeus a “enveredar pela integração económica”? Seja como for, “a crise revela a opção e a escolha tem que ser feita.&rdquo'
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.