"A nossa sociedade doente", destaca o The Daily Telegraph em título, na sequência dos distúrbios na capital britânica e por todo o país. Ao mesmo tempo que o primeiro-ministro condenava "a doença" em alguns setores da sociedade britânica, revela o diário de direita, a polícia e os tribunais processavam cerca de 800 pessoas detidas durante os tumultos. Entre elas, contam-se um professor do ensino primário, estudantes, uma menina da primária e um menino de 11 anos, cujo aspeto deixou o juiz “perplexo”: “Não posso deter pessoas com menos de 12 anos”.
Entretanto, em Birmingham, o pai de um homem morto durante os distúrbios, ao defender os seus haveres, apelou à calma. "Negros, asiáticos, brancos – pertencemos todos à mesma comunidade", disse Tariq Jahan ao Telegraph. "Porque havemos de matar-nos uns aos outros? Prossigam, se querem perder os vossos filhos. Caso contrário, voltem para casa."
Os participantes nos distúrbios "não são manifestantes", discorre o editorial do jornal, "são saqueadores, vândalos e ladrões." As lições sociais podem esperar: agora precisamos de "restaurar a ordem nas ruas". Mas isso é o que os turcos, polacos, curdos e sikhs que resistiram aos assaltantes na Grã-Bretanha têm vindo a fazer, salienta um comentador. Os imigrantes da Grã-Bretanha "têm-se revelado não apenas tão cumpridores da lei como os anglo-saxões, mas muito mais intervenientes."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.