"Será que o mundo vai entrar em bancarrota?" pergunta, num título, a revista Der Spiegel, perante o endividamento dos EUA, a crise do euro e o caos nas bolsas de valores. Sem grandes esperanças, a revista de Hamburgo explica como a política na Europa e nos EUA corre em vão atrás dos mercados financeiros – destabilizando-os cada vez mais. Há 3 anos, na época em que os Estados se endividaram fortemente para salvar os seus bancos, ninguém responder quando se perguntou quem iria salvar os salvadores, recorda Der Spiegel. Até hoje, "o sinal distintivo dos resgates europeus é chegarem atrasados e serem insuficientes". Quanto à China, é improvável que possa salvar a economia mundial, por estar embalada numa economia sobreaquecida, que se arrisca a fazer explodir a próxima bolha, nota a revista.
E conclui: "A lição a tirar desta crise resume-se em duas palavras: finanças públicas sólidas", que implicam difíceis curas de austeridade e dolorosas delegações de soberanias nacionais. "Para o bem-estar do ocidente, nada é mais determinante do que saber se os Governos conseguem refletir no longo prazo. Têm de pensar para além das próximas eleições."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.