“Polícia é atacada, enquanto Londres está em chamas”, escreve na manchete o diário The Guardian, relatando os motins na capital do Reino Unido, que começaram no sábado à noite e se prologaram pelo fim de semana. A agitação começou num bairro no norte de Tottenham, após os protestos, contra a morte de um homem a tiro pela polícia, terem ficado fora de controlo na terça-feira. Foram incendiados carros da polícia e edifícios e, na segunda-feira, o diário de esquerda do Reino Unido relata que, foram detidas mais de 160 pessoas, 35 agentes policiais ficaram feridos e vários motins e pilhagens alastraram-se aos bairros no sul e este de Londres. A ministra dos Assuntos Internos do Reino Unido estava também de regresso de férias, para lidar com o desenvolvimento da crise.
A multidão “pilhava lojas à luz do dia”, conta o conservador The Daily Telegraph, e – num estilo tipicamente britânico – “formava filas ordenadas para roubar roupas” de uma loja destruída.
Não há desculpas para este comportamento vergonhoso, escreve um colunista de The Guardian, mas a polícia e, sobretudo, a brigada de combate ao crime com armas de fogo, devem tomar precauções para não agravar a tensão e instaurar uma investigação sobre o tiroteio que levou aos motins. Caso contrário, os habitantes dos bairros mais pobres de Londres podem sentir-se, legitimamente, “demasiado atacados pela polícia enquanto criminosos e pouco apoiados pela mesma enquanto vítimas”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.