Calcula-se que existam em Londres um milhão o número de câmaras, em circuito fechado, que registam os movimentos da população, para ostensivamente deter e detectar criminosos. Londres é uma das metrópoles mais vigiadas do mundo. Contudo, o Daily Telegraph revela na primeira página que, de acordo com um relatório interno da Polícia Metropolitana de Londres, este instrumento de combate ao crime está longe de ser eficaz, já que as mil câmaras de CCTV só desvendam um único crime por ano.
Este diário conservador salienta ainda que os 200 milhões de libras que se estima terem sido, até à data, investidos em câmaras de vigilância, “sugerem um custo aproximado de 20 mil libras (23 mil euros) por crime detectado”. Em reacção ao relatório, David Davis, membro da Câmara dos Comuns e antigo Ministro do Interior do governo-sombra, diz que o CCTV “dá origem a uma gigantesca intrusão na privacidade de cada um, e pouco ou nada contribui para melhorar a segurança”. Entretanto, o Governo afirma que as câmaras "ajudam a comunidade a sentir-se mais segura".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.