"Síndroma Merkel", titula o Cicero, que publica uma densa reportagem sobre a Chanceler alemã. Com artigos intitulados, "O fantasma da Chanceler", "O fim da credibilidade", "Quem governa perde", ou "Salvai o nosso Estado de Direito", a mensagem desta publicação mensal berlinense é clara: após seis anos de funções e um 3º mandato em perspetiva, os alemães ainda não perceberam quem é a sua chefe de Governo, nem o que pretende fazer. "O método Merkel, que consiste em desdramatizar e despolitizar questões altamente dramáticas e políticas – clima, energia nuclear, Afeganistão, mercados financeiros descontrolados, crise do euro – já não é suficiente para governar". Cicero, que considera de mais um 3º mandato, prevê meses negros para a "Mutti": "As tréguas dos jornalistas à primeira mulher chanceler duraram quase seis anos. Eram muitos os cronistas que a tratavam com delicadeza, criticando afetuosamente e com imensa compreensão a sua democracia atascada, sem qualquer visão. Agora, acabou."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.