"Berlusconi: o país está sólido": assim resume o La Stampa o muito aguardado discurso do chefe do Governo no Parlamento, destinado a tranquilizar os mercados quanto à seriedade do plano de austeridade de 48 mil milhões de euros, votado em julho. Demasiado evasivo e mesmo entediante, Berlusconi não convenceu os investidores, cada vez mais preocupados com a possibilidade de a dívida pública italiana estar fora de controlo. "Uma deceção, um cenário já repetido milhares de vezes. Quem esperava uma resposta para a preocupante evolução diária da crise certamente não a obteve", comenta o La Stampa. O colunista Massimo Gramellini aponta claramente para a necrologia política de Berlusconi, o "Cavaliere sem gás” [“É hoje menos um problema político. É um problema energético.”], que "já não seduz, nem indigna. Enfada.” Onde foi o seu carisma? "Berlusconi teria feito melhor em ficar calado. Os discursos vazios são piores do que o silêncio", ecoa o economista Tito Boeri no La Repubblica. Quanto ao Corriere della Sera, considera abertamente que "este Governo sem ideias" enviou aos tão criticados "especuladores" "a pior mensagem possível".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.