"Tadeusz Mazowiecki foi eleito primeiro-ministro pelo Parlamento polaco, no passado dia 24 de Agosto. O exército soviético continua estacionado no país e o Muro de Berlim permanece intacto. Andamos a pisar ovos", escreve a Gazeta Wyborcza por ocasião do vigésimo aniversário da formação do primeiro Governo polaco não comunista após o fim da II Guerra Mundial. Esta candidatura contou com o apoio de Adam Michnik, redactor-chefe da Wyborcza, num artigo que acabaria por marcar a sua época, intitulado "Vosso Presidente, nosso Primeiro-ministro".
A ideia de Michnik suscitou violentas críticas no seio do movimento de oposição Solidariedade e por parte de Mazowiecki. "Após as eleições de 4 de Junho, os comunistas, ainda não refeitos da derrota, não querem entregar o poder. E o Solidariedade, atordoado pela vitória, parece não o quer tomar", recorda Roman Malinowski, então à frente do Partido Popular Unido (ZSL), em entrevista ao diário de Varsóvia, acrescentando que, naquela época, a mediação de Lech Walesa entre o ZSL e o Partido Democrático foi determinante para a resolução do impasse.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.