Na sequência da operação de salvamento de cinco imigrantes da Eritreia, únicos sobreviventes do naufrágio de um barco com mais de oitenta líbios com destino à costa italiana, a polémica sobre política de imigração estalou em Itália. Il Messaggero refere que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini, do Partido do Povo pela Liberdade, liderado por Silvio Berlusconi, atacou a União Europeia e responsabiliza-a por "ainda não ter respondido à pergunta: Será possível que se trate de um problema exclusivamente italiano? Os refugiados têm de encontrar refúgio e apoio em todos os países da UE e não apenas no país de chegada."
O Governo italiano não se limita a desafiar e questionar a UE. De acordo com o diário católico Avvenire, pondera igualmente a possibilidade de pedir uma "rogatória internacional contra Malta por falta de assistência a pessoas em perigo de vida”. Na passada quarta-feira, a guarda costeira de Malta abordou a embarcação de imigrantes. Não procedeu a qualquer inspecção, limitando-se a fornecer alimentos e combustível para que seguisse viagem. O direito internacional exige o salvamento de qualquer pessoa em perigo, mas o Governo de Malta afirma que os cinco eritreus, "por ocasião da intervenção da guarda costeira, se encontravam em boas condições e manifestaram o desejo de continuar viagem".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.