“Mudem já, ou a Itália não aguenta”, titula La Repubblica. O diário italiano refere um manifesto “novinho em folha e dramático” assinado a 27 de julho pelos bancos e sindicatos italianos e pela Confindustria, a federação de patrões, todos a incentivar o Governo de Berlusconi para que atue imediatamente para “ganhar crédito nos mercados antes de a situação económica em Itália se tornar insustentável”. “É necessário um corte [com o passado] e um novo pacto social”, diz o documento, “para assegurar a sustentabilidade da dívida e a criação de novos empregos”. “As medidas de austeridade aprovadas pelo Governo italiano a semana passada ainda não convenceram os mercados”, salienta o La Repubblica. Sobre a mesma questão, o colaborador do Corriere della Sera, Massimo Franco, encara o manifesto como “um gemido da economia italiana num país sem credibilidade”. E acrescenta: “Este documento, quase sem precedentes, manda o Governo italiano para um purgatório interminável e salienta um descontentamento geral com a política económica do Governo de Berlusconi”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.