O tom de voz sobe no debate sobre o controlo do défice espanhol. “As regiões estão em pé de guerra”, constata o diário ABC, enquanto o Conselho de Política Financeira e Fiscal se reúne no dia 27 de julho, em Madrid, revelando o poder regional proveniente das eleições de 22 de maio”. As regiões, que passaram a ser maioritariamente controladas pelo Partido Popular (direita), pediram ao governo socialista de José Luís Rodríguez Zapatero um moratório de 10 anos para reembolsar as suas dívidas ao Estado. Reduzir estas dívidas, que atingem os 19 mil milhões de euros é “uma necessidade urgente para o equilíbrio das contas públicas”, realça o diário conservador, após o “desperdício e má gestão” dos últimos anos. Esta negociação ocorreu no dia seguinte à sessão parlamentar, durante a qual “a Câmara dos deputados se despediu de Zapatero”, sendo provável a realização de eleições antecipadas no outono, assegura o ABC.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.