"Geert Wilders defende-se contra as críticas provocadas pelos atentados na Noruega", escreve o NRC Handelsblad em manchete, algumas horas após a publicação pelo líder do Partido para a Liberdade, de um comunicado onde declara que "o PVV está profundamente chocado com a morte brutal de dezenas de cidadãos noruegueses inocentes", causada por "um psicopata que abusou violentamente da luta contra a islamização". Distancia-se ao declarar : "Somos, antes de mais, democratas. O PVV nunca apelou à violência e nunca o fará."
Segundo o diário holandês, Wilders reagiu desta forma às críticas sobre o papel do PVV no massacre levado a cabo por Anders Breivik, em cujo manifesto evocou uma grande admiração pelo partido populista holandês. Diversos cronistas pediram a Wilders, que geralmente evita entrevistas e debates públicos, que se exprimisse mais claramente sobre a sua luta contra o Islão. "Wilders deveria responder diretamente às perguntas. Deveríamos poder esperar que os membros do PVV se interrogassem sobre o papel que desempenham", escreveu uma cronista no NRC
Este debate apenas diz respeito à Holanda. "Em toda a Europa, os partidos populistas de direita e anti-islâmicos defenderam-se", aponta o le Standaard, em Bruxelas, referindo-se nomeadamente à Frente Nacional francesa e ao FPÖ austríaco.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.