A cimeira da zona euro marca “o fim do mito grego”, escreve o Gazeta Wyborcza, porque “os líderes europeus decidiram reformar a zona euro de maneira a que sejam os mercados e não as agências de rating a acreditarem neles”. No seu editorial, o diário de Varsóvia manifesta o seu contentamento por “a Europa começar a trabalhar”, porque “pela primeira vez, os líderes europeus decidiram agir por antecipação” e aprovaram um plano que pode, finalmente, por fim à crise da dívida soberana grega.
Mais importante do que os pormenores do plano, é a possibilidade que cria de verificação de contágio da “peste da dívida” a outros países ameaçados. A crise grega, escreve o Gazeta Wyborcza, tornou-se uma dolorosa lição para toda a Europa. “Em economia não há milagres. Quem vive à custa dos outros, mais cedo ou mais tarde, terá de apertar o cinto. E nunca é agradável, mesmo quando o cinto se aperta à volta de uma grande barriga”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.