“Kenny acusa o Papa de minimizar a violação e tortura de crianças”, traz em manchete o diário Irish Independent. Apenas uma semana após a publicação do relatório sobre Cloyne acerca do abuso de crianças eclesiásticas, o Taoiseach [primeiro-ministro da Irlanda], Enda Kenny, atacou o Vaticano. O relatório, que investiga alegados abusos de crianças de 19 padres da diocese de Cloyne, no sul da Irlanda, descobriu uma cultura de ocultação e obstrução de justiça que remeteu a Roma. Ao discursar perante o Dail [parlamento irlandês] Kenny disse: “A violação e tortura de crianças foram minimizadas ou “controladas” para favorecer a primazia da instituição, o seu poder, estatuto e “reputação”. O qual o diário de Dublin descreve como sendo “o discurso mais forte enquanto primeiro-ministro, e possivelmente da sua carreira”. Declara ainda que as divulgações “colocaram o Governo, os Católicos irlandeses e o Vaticano numa conjuntura sem precedentes”. Sem comentários da parte do Vaticano, o diário Irish Independent constata que “o discurso de Kenny criou certamente ondas de choque na hierarquia Católica e no Vaticano. A Irlanda tinha tradicionalmente mantido uma relação de subserviente para com a Santa Sé”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.