" Sacrificado". O presidente da região de Valência, Francisco Camps, apresentou a sua demissão a 20 de julho, depois de ter sido reeleito com larga maioria em maio passado. Implicado no escândalo Gürtel (o nome em alemão do principal responsável condenado, Francisco “Correa” – cinto), um caso de corrupção que envolveu os responsáveis regionais do PP e empresários que beneficiavam de favores na concessão de concursos públicos, Camps decidiu demitir-se após um “braço-de-ferro” com a direção do seu partido, o Partido popular (PP, de direita) e o seu líder Mariano Rajoy, explica o La Vanguardia. O diário de Barcelona considera que esta decisão põe termo a um “dilema” entre aceitar reconhecer a sua responsabilidade e pagar uma multa para evitar o processo em tribunal, ou demitir-se para se defender por “se considerar inocente”. A poucos meses de possíveis eleições antecipadas, que poderão realizar-se no outono, “o Partido popular pagou finalmente a parte que lhe compete no novo mercado da moralidade”, comenta o jornal diário.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.