“A crise acabou, o número de milionários aumentou”, refere o Rzeczpospolita alegremente na sua primeira página. Enquanto o número total de pessoas com um rendimento anual na ordem do milhão de zlotis (€250 000) aumentou para cerca de 12 000 (não chegava aos 230, em 2009), continua mais baixa do que nunca a crise económica interna de 2009, que afetou investidores, baixou o preço das ações e reduziu as receitas no setor do trabalho liberal. Enquanto cidades como Varsóvia, Katowice, ou Cracóvia continuam a ser “oásis da riqueza” na Polónia, a subida mais acentuada no número de milionários verificou-se nos centros urbanos mais pequenos. “Os polacos abastados são, geralmente, investidores do mercado bolsista, mas também empresários em nome individual a operar no setor dos serviços”, nota o diário de Varsóvia. Neste momento, o cidadão polaco mais rico chama-se Jan Kulczyk, e é acionista do fabricante de cerveja, SABMiller, cotado na bolsa de Londres, em 463º lugar no mundo, na lista da Forbes, com ganhos de participações financeiras no valor de um milhão e 800 mil euros.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.