“Papa na prisão, Berlusconi derrotado”, destaca o La Republica. Na quarta-feira, dia 20 de julho, a câmara baixa do parlamento italiano autorizou a prisão de Alfonso Papa a meio de mais um escândalo para Silvio Berlusconi. Papa, parlamentar conservador do partido PDL de Berlusconi e antigo juiz, é acusado de estar envolvido numa rede corrupta suspeita de usar informações obtidas de forma ilegal para ajudar indivíduos, incluindo um alto oficial do partido PDL, e está a evitar a investigação judicial. Berlusconi tentou reunir a sua maioria para salvá-lo, mas a Liga do Norte anunciou que iria votar a favor da prisão, o que provocou a ira do primeiro-ministro. No mesmo dia, a câmara alta votou contra a prisão de um senador da oposição acusado de suborno. “A Liga nunca tinha deixado o primeiro-ministro ficar mal perante a justiça. O Governo moribundo de Berlusconi-Bossi não existe mais”, comenta o La Repubblica, afirmando que até ao outono umas eleições antecipadas ou uma coligação de união irão acabar com esta instabilidade: “A Itália, sob o fogo da especulação internacional, não o pode permitir”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.