"Tudo vai ser mais caro, o Governo quer aumentar os impostos", escreve na primeira página o diário checo Lidové Noviny, a dois meses das eleições legislativas naquele país. Perante a crise, o ministro das Finanças, Eduard Janota anunciou que é necessário aumentar os impostos e reduzir as despesas do Estado, porque o défice está a crescer e atingirá 230 mil milhões de coroas (8,9 mil milhões de euros) no ano próximo. Este anúncio exige um certo heroísmo: "Nenhum candidato ousaria declarar, a poucos meses de eleições, que os checos vão ficar pobres", escreve o diário de Praga.
Paradoxalmente, o jornal Mladá Fronta Dnes escreve que os dois principais partidos na liça se preparam para efectuar "a campanha mais dispendiosa da história checa", recusando-se ao mesmo tempo a revelar onde vão buscar os fundos. O MF Dnes considera que Janota fez muito bem em denunciar uma política populista e um endividamento que poderão levar o país à falência, caminho em que a Hungria está encarreirada e em que a Letónia entrou já a galope.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.