Depois da França, o debate sobre o uso da burqa chega à Dinamarca: o deputado do Partido Conservador (no Governo), Naser Khader, propôs a proibição efectiva da burqa em lugares públicos, anuncia o Jyllands-Posten. O diário conservador acrescenta que Khader, partidário da integração e fundador do movimento dos Muçulmanos Democráticos, considerou que a burqa é "não-dinamarquesa" e que oprime as mulheres. O DKF ainda não reflectiu, contudo, nas possíveis sanções contra as portadoras de burqa.
A medida, que faz parte de uma lista de 13 propostas sobre integração dos imigrantes, entre as quais a introdução de cursos sobre os direitos das mulheres, não colhe a unanimidade, nota o Jyllands-Posten. O Partido Liberal (no poder) opõe-se, o Partido do Povo Dinamarquês (populista, que apoia o Governo apesar de não o integrar) é favorável, bem como os sociais-democratas (na oposição).
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.